A Guerra Fria: Do Plano Marshall à Queda da URSS
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Na Guerra Fria, entendemos uma situação de contínua tensão que surge depois da Segunda Guerra Mundial, cujas características são as seguintes: o confronto, em primeiro lugar, entre duas superpotências, os Estados Unidos e a União Soviética. Esta estende-se a proporções globais, constituindo-se em dois blocos liderados respectivamente por elas. Foram impostas estratégias de assédio contínuo que alteraram a psique coletiva do povo, assustado com o medo constante de uma guerra nuclear.
O Plano Marshall e a Doutrina Truman
No Plano Marshall, o Estado em questão negociava com os Estados Unidos montantes para receber produtos de empresas, pagando ao seu próprio governo. Em 1946, o embaixador dos EUA em Moscou, George F. Kennan, enviou um relatório a Washington sobre a política externa soviética, recomendando ao governo dos EUA conter a tendência expansionista soviética. Seguindo este relatório, o presidente dos EUA, Harry Truman, fez um discurso perante o Congresso (12 de março de 1947), considerado o primeiro documento importante da Guerra Fria. Nele, expôs a Doutrina Truman de contenção: uma análise das causas do confronto entre EUA e URSS, onde os Estados Unidos reservaram para o futuro o papel de líder do mundo ocidental, apoiando grupos e países que se opunham à expansão do comunismo. Para implementar este plano, foram necessários muitos recursos financeiros e investimentos em gastos militares.
A Queda da União Soviética
A queda da União Soviética ocorreu por causas externas e internas:
- Causas Externas: O investimento em armas dos Estados Unidos, com o qual a União Soviética não podia competir em recursos econômicos ou tecnologia. A difícil guerra no Afeganistão foi considerada o "Vietnã Soviético", onde o exército russo entrou em uma guerra de desgaste contra movimentos nacionalistas.
- Causas Internas: A impossibilidade de desenvolvimento da economia soviética para competir com as economias dos países capitalistas. A União Soviética perdeu a guerra no Afeganistão, o que produziu forte oposição interna. O atraso tecnológico era evidente, mesmo na corrida armamentista. Os padrões de vida estavam cada vez mais distantes da realidade da Europa Ocidental. Sua política baseou-se na Glasnost (liberdade de expressão) e na Perestroika (reestruturação).