A Guerra Fria: Tensões, Blocos e Equilíbrio pelo Terror

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A Guerra Fria: Tensões e Conflitos

Os dois blocos desenvolveram uma política de “corrida aos armamentos”, sobretudo armas nucleares. Este período foi também caracterizado pela intensa espionagem, através das polícias secretas (os EUA com a CIA e a URSS com o KGB). Este período ficou conhecido como Guerra Fria. A paz esteve ameaçada por diversas vezes:

  • Em 1948-49, a ajuda dos EUA à cidade de Berlim, que se encontrava dividida em quatro setores, levou Estaline a bloquear os acessos ao Ocidente, provocando o conflito que ficou conhecido como Bloqueio de Berlim. O facto de os Aliados conseguirem ultrapassar este bloqueio, abastecendo a população por via aérea, levou Estaline a desistir. Contudo, daí resultou a divisão da Alemanha em duas zonas: a ocidental — República Federal Alemã, administrada pela Inglaterra, França e EUA; e a oriental — República Democrática Alemã, sob domínio da URSS. Em 1961 foi construído o Muro de Berlim, uma barreira que dividia a cidade em dois setores, o ocidental e o oriental;
  • As guerras da Coreia (1950) e da Indochina (1954);
  • A crise de Cuba, em 1962.

Alianças Militares e Dissuasão

O antagonismo entre os dois blocos, agravado pela crise provocada pelo Bloqueio de Berlim, levou à criação de duas alianças militares: a NATO (OTAN), no bloco ocidental (1949), e o Pacto de Varsóvia, no bloco socialista (1955). O facto de ambas as potências possuírem armamento nuclear e mísseis intercontinentais criou a possibilidade de uma guerra tão destrutiva que dificilmente teria vencedores ou vencidos. Este potencial destrutivo gerou um “equilíbrio pelo terror”. Nenhuma das partes avançava, pois tinha noção das consequências; assim, a Guerra Fria caracterizou-se por uma política de dissuasão. O Mundo estava dividido por uma “cortina de ferro”, como afirmou Churchill, o primeiro-ministro britânico.

Coexistência Pacífica

Após a morte de Estaline, houve uma melhoria nas relações entre os dois blocos, iniciando-se um período marcado pela coexistência pacífica. Os dois blocos concordaram em não participar em conflitos regionais nas áreas sob a sua influência e em iniciar o desarmamento.

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