Guia de Animais Peçonhentos: Riscos e Tratamentos

Classificado em Medicina e Ciências da Saúde

Escrito em em português com um tamanho de 3,89 KB

O que são Animais Peçonhentos?

Animais peçonhentos são aqueles que produzem substância tóxica e apresentam um aparelho especializado (peçonha) para inoculação desta substância, que é o veneno. Possuem glândulas que se comunicam com dentes ocos, ferrões ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente.

Intoxicações Agudas: Tratamento

  • Fase 1: Repouso do segmento afetado.
  • Fase 2 - Retirada de tentáculos aderidos: A descarga de nematocistos é contínua e a manipulação errônea aumenta o grau de envenenamento. Não usar água doce para lavar o local (descarrega nematocistos por osmose) ou esfregar panos secos (rompe os nematocistos). Os tentáculos devem ser retirados suavemente, levantando-os com a mão enluvada, pinça ou bordo de faca. O local deve ser lavado com água do mar.
  • Fase 3 - Inativação do veneno: O uso de ácido acético a 5% (vinagre comum), aplicado no local por no mínimo 30 minutos, inativa o veneno local.
  • Fase 4 - Retirada de nematocistos remanescentes: Deve-se aplicar uma pasta de bicarbonato de sódio, talco e água do mar no local, esperar secar e retirar com o bordo de uma faca.
  • Fase 5: Bolsa de gelo ou compressas de água do mar fria por 5 a 10 minutos e corticoides duas vezes ao dia aliviam os sintomas locais. A dor deve ser tratada com analgésicos.

Animais Mais Frequentes

Aranhas, escorpiões, serpentes e lagartas.

Aracnídeos

  • Armadeira (Phoneutria nigriventer):
    • Acidentes Leves: Taquicardia e agitação.
    • Moderados: Taquicardia, hipertensão arterial, agitação psicomotora, visão turva, vômitos, dor abdominal e priapismo.
    • Graves: Além das manifestações leves e moderadas, verifica-se a ocorrência de vômitos profusos e frequentes, hipotensão arterial, insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, choque, graus variáveis de depressão neurológica (incluindo o coma), convulsões, edema pulmonar agudo e parada cardiorrespiratória.
    • Tratamento: A dor local deve ser tratada com infiltração anestésica de lidocaína a 2% ou analgésico sistêmico (tipo dipirona). Outro procedimento auxiliar útil no controle da dor é a imersão do local em água morna ou uso de compressas quentes.
  • Viúva-negra (Latrodectus mactans): Veneno neurotóxico (age no sistema nervoso). Em 1000 casos, apenas 5 foram fatais.
  • Aranha-marrom (Loxosceles reclusa): Veneno hemolítico (causa morte dos tecidos e pele em volta da picada) devido à enzima esfingomielinase-D. Analgésicos, como dipirona (7 a 10 mg/kg/dose); aplicação de compressas frias auxiliam no alívio da dor local; antisséptico local e limpeza periódica da ferida são fundamentais para uma rápida cicatrização. A úlcera deverá ser lavada cinco a seis vezes por dia com sabão neutro.

Escorpionídeos (Tityus sp.)

Manifestações: Dor intensa (local e do segmento), parestesia, hiperemia, edema e sudorese, náuseas ou vômito, salivação, agitação, tremores, taquicardia e hipertensão arterial.

Tratamento: Moderados (2 a 3 ampolas de soro antiescorpiônico - SAE); Graves (4 a 6 ampolas de SAE).

Acidentes por Serpentes

  • Bothrops jararaca (Jararaca)
  • Crotalus terrificus (Cascavel)
  • Philodryas olfersii (Cobra-verde)
  • Micrurus frontalis (Cobra-coral)

Animais Sinantrópicos

São aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem. Podem transmitir doenças, causar agravos à saúde do homem ou dos animais.

Entradas relacionadas: