Guia de Antenas: Alimentação, Polarização e Tipos
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Alimentação das Antenas
Alimentação: A forma de alimentação das antenas é um fator importante no desempenho das mesmas, influindo em todas as demais características.
Através de linhas balanceadas e coaxiais:
- Simétrica: Alimentação no centro geográfico da antena.
- Assimétrica: Alimentação em um ponto diferente do centro geográfico da antena.
Através de guias de onda:
Utiliza um dispositivo denominado alimentador, que permite o casamento com o guia e um eficiente acoplamento da energia no espaço.
Polarização
J) Polarização: A polarização da antena está ligada ao conceito de polarização da onda eletromagnética, que é definida pela direção do campo elétrico correspondente ao máximo do diagrama de irradiação.
- No caso do dipolo: Maior dimensão do dipolo paralela à superfície da Terra.
- Polarização Vertical: Maior dimensão do dipolo perpendicular à superfície da Terra.
OBS: O importante é que as antenas Tx e Rx estejam com polarizações compatíveis, de forma que a energia irradiada seja recebida na mesma polarização. Não se aplica utilizando refletores passivos no sistema.
Classificação das Antenas
- Antena Isotrópica: Antena sem perdas que irradia igualmente em todas as direções.
- Antena Omnidirecional: Antena que tem um diagrama não direcional em um plano e um diagrama direcional em um plano perpendicular ao primeiro.
- Antena Direcional ou Diretiva: É uma antena que tem a propriedade de irradiar ou receber as ondas eletromagnéticas mais eficientemente em algumas direções, apresentando diagramas de irradiação.
Emprego das Antenas
- Faixas de ELF até MF: Nestas faixas, torna-se difícil a construção de antenas com dimensões físicas da ordem do λ (comprimento de onda) da frequência utilizada. O que normalmente se faz é trabalhar com antenas confeccionadas em fio metálico (usualmente cobre), cujo comprimento físico da antena é inferior ao λ e na polarização vertical, aproveitando a propriedade condutora da superfície e possibilitando transmissão com baixa atenuação. Tem-se também torres entre 100m e 300m que funcionam como antenas, sendo denominadas torres irradiantes.
- Faixa de HF: É utilizado o dipolo de meia onda e suas derivações, cujo comprimento físico corresponde à metade do comprimento de onda utilizado (λ/2), normalmente confeccionados em fio metálico.
- Faixas de VHF até EHF: Nestas faixas, já se torna possível a substituição dos fios por hastes metálicas montadas em estruturas convenientes, dando origem a antenas diretivas como a Yagi, log-periódica, refletor de canto, helicoidal e parábolas.
Tipos de Antenas: Dipolo Simples
A) Dipolo Simples: É o tipo mais elementar de antena, constituído por duas partes condutoras de dimensões iguais, tendo sua designação relacionada ao seu comprimento total L, medido de extremo a extremo do dipolo.
Classificação dos Dipolos
- Dipolo de onda completa: L = λ
- Dipolo de 1/4 de onda: L = λ/4
- Dipolo de 1/2 onda: L <= λ/10
Características do Dipolo
- Alimentação: Na forma usual, que é simétrica.
- Impedância: Varia com o comprimento elétrico do dipolo (L/λ) da seguinte forma:
- L/λ < 1/2: Dipolo capacitivo
- L/λ = 1/2: Dipolo resistivo
- L/λ > 1/2: Dipolo indutivo
- Eficiência ou Rendimento: Diminui com o aumento do comprimento de onda; portanto, em baixas frequências, torna-se problemática a obtenção de dipolos com alta eficiência.
- Largura de Feixe: Diminui com o aumento do comprimento elétrico do dipolo (Dipolo curto: aproximadamente 90°; Dipolo de 1/2 onda: aproximadamente 78°).
- Diretividade e Ganho do Dipolo: Aumentam com o aumento do comprimento elétrico do dipolo (Dipolo de 1/2 onda: G = 0 dB = 2,15 dBi; Dipolo de onda completa: G = 0,4 dB = 2,55 dB).