Guia de Atendimento Pré-Hospitalar e Suporte Básico de Vida

Classificado em Medicina e Ciências da Saúde

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Atendimento Pré-Hospitalar (APH)

Atendimento Pré-Hospitalar: Assistência prestada a uma vítima no local do sinistro, visando a manutenção do Suporte Básico de Vida (SBV) e a estabilização para o transporte adequado a um centro hospitalar, se necessário.

  • SBV: Suporte Básico de Vida
  • SAV: Suporte Avançado de Vida
  • 95% das vítimas de parada cardíaca morrem antes de chegar ao hospital por despreparo de quem testemunha o episódio.

Desfibrilação e o uso do DEA

  • DEA (Desfibrilador Externo Automático): Equipamento eletrônico que permite aplicar choques no coração da vítima para restabelecer o ritmo cardíaco normal.
  • O Conselho Federal de Medicina emitiu parecer favorável ao uso de DEAs por leigos treinados (2000).
  • A doença coronariana acomete pessoas em fase produtiva, sendo a morte súbita, muitas vezes por fibrilação ventricular, o primeiro sintoma.
  • A disponibilidade de DEAs e pessoal treinado em locais de grande circulação (eventos, clubes, aeroportos, etc.) é obrigatória por diversas legislações municipais e estaduais.

Suporte Básico de Vida (SBV)

  1. Segurança do socorrista: Verificar se o local oferece risco.
  2. Avalie a responsividade: Tocar e conversar mantendo o controle cervical. Observar relato de testemunhas, histórico médico, queixa principal e cinemática do trauma.
  3. Solicitação de apoio técnico: Acione o serviço de emergência (SAMU 192 ou SIATE 193).
  4. Posicionamento da vítima.
  5. Inicie a abordagem primária (A, B, C, D).

Protocolo ABCDE

  • A (Airway): Vias aéreas.
  • B (Breathing): Boa respiração.
  • C (Circulation): Circulação.
  • D (Neurológico): Reage à dor? Pupilas? (AVDI).
  • E (Exposição): Exposição da vítima para melhor avaliação.

Avaliação Inicial

  • ABCD Primário: Abordagem com controle cervical, ajuda e abertura de via aérea (ver, ouvir, sentir).
  • D (AVDI): Alerta, Verbal, Dor, Inconsciente (pupilas, nível de consciência, resposta a estímulos).

Procedimentos de Abertura e Respiração

A) Abertura das vias aéreas.
B) Boa respiração: Determinar a ausência de respiração (ver, ouvir, sentir) por 3-5 segundos.

  • B1 (Presença de respiração): Posição de recuperação.
  • B2 (Ausência de respiração): 2 ventilações de resgate (boca a boca, boca a estoma, boca a nariz, boca a máscara facial ou AMBU).

Recomendações para a respiração de resgate

:
- Aplicar 2 respirações iniciais: 1,5 - 2 seg. cada.
- Aplicar de 10-12 insuflações por minuto.
- Fazer uma pausa para 2 ventilações a cada 30 compressões (30:2) ® com 1 ou mais socorristas.

RESPIRAÇÃO DE RESGATE COM SUCESSO:
- Observamos o tórax subindo e descendo
- Ouvimos e sentimos o fluxo de ar durante a expiração.

RESPIRAÇÃO DE RESGATE SEM SUCESSO:
- Reposicionar a cabeça da vítima/ nova tentativa de ventilação -> Continua sem sucesso -> Realizar manobras para tratamento das vias aéreas por corpo estranho.

CAUSAS DE VIA AÉREA OBSTRUÍDA: Língua relaxada, Corpo estranho, Anafilaxia, Sangue, Vômito, Trauma, Epiglotite

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