Guia de Avaliação e Procedimentos para Implantes Dentários
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Avaliação e Procedimentos em Implantodontia
A forma e qualidade do osso devem ser avaliadas através do exame clínico e radiográfico.
- Exame clínico: Avaliar alterações na cor e textura da mucosa e espessura dos tecidos moles; deve-se observar tanto a mucosa quanto o osso da área edêntula. Deve-se determinar o espaço entre os arcos e a dimensão da área edêntula, verificando se há espaço suficiente para que possam ser realizadas as manobras adequadas para evitar danos ao periodonto durante a inserção do implante e para permitir a instalação da prótese.
- A distância entre os arcos: Deve ser de 5 mm e a distância entre um dente e um implante de 3 mm. Se o diâmetro da região edêntula for pequeno, deve-se selecionar implantes de pequeno diâmetro e utilizar um guia para evitar contatos com dentes vizinhos.
- Exame radiográfico: Periapical e panorâmica apresentam algumas referências anatômicas como assoalho da cavidade nasal, nervo incisivo, nervo alveolar inferior, raízes dos dentes vizinhos e crista óssea do rebordo.
- Casos de rebordo estreito na mandíbula: A localização do nervo alveolar inferior deve ser identificada através de tomografia.
- A cavidade do implante: Em forma de cilindro que abriga um implante, deve ser 1 a 2 mm maior do que o implante.
- O principal propósito do implante: Estabelecer uma ancoragem estável para as próteses fixas ou removíveis.
- Incisão: A mucosa da crista deve ser incisada através de um acesso em seu topo ou de um acesso vestibular.
- Vantagem da cirurgia sem retalho: Redução de complicações para o paciente, tempo cirúrgico reduzido e sem sutura, além de boa adaptação entre o implante e os tecidos moles.
- Modelo de gesso: Apresenta áreas edêntulas com informações sobre espessura dos tecidos e pode-se replicar o osso subjacente; também é usado para confecção do guia cirúrgico, adaptado com tubos guias para orientar a perfuração.
- Preparo do osso: O tecido ósseo não deve ser exposto ao calor; isso pode ser alcançado com movimentos intermitentes e brocas afiadas.
- Minimização dos riscos de instabilidade: A técnica cirúrgica recomendada é o uso de brocas estreitas e implantes de diâmetro maior.
- Pontos anatômicos com potencial de risco: A compressão mecânica ou lesão direta durante a inserção do implante pode afetar o nervo e iniciar um processo degenerativo, ou afetar a microcirculação e causar edema.
- Posição do implante: O implante deve ser instalado na posição do dente, tanto no aspecto mesiodistal (M-D) como no vestibulolingual (V-L), coberto por osso desde o topo, realizado na direção de topo vestibular na mandíbula e na direção do palato na maxila, devido à presença de concavidade.
- Quantidade óssea: O tecido ósseo deve ter cerca de 4,5 mm na direção horizontal e 7,9 mm na direção vertical.
- Número de implantes: Em arcos parcialmente edêntulos, três implantes devem ser inseridos a fim de evitar sobrecarga, e devem ser instalados em forma de tripé, minimizando as forças sobre cada dente.
- Contraindicação: Implantes nunca devem ser instalados na linha média da maxila, pois podem expandir a sutura entre as duas maxilas e também podem comprometer a estética e a fonética.
- Direção do implante: Implantes na mandíbula devem ser direcionados para a região do cíngulo dos incisivos ou para as cúspides palatinas dos dentes maxilares; para dentes na maxila, devem ser orientados para a região incisal dos incisivos inferiores ou cúspides vestibulares dos dentes posteriores.
- Tempo de cicatrização: Após a instalação, de 3 a 4 meses. Para a maxila e áreas posteriores da mandíbula, é recomendado que seja de 5 a 6 meses, estendido por mais 1 ou 2 meses na mandíbula.
- Sítio cicatrizado: Recoberto por uma mucosa de aproximadamente 2 a 3 mm.
- Osseointegração: É a conexão entre o osso vivo e a superfície do implante submetido a carga.
- Anquilose funcional: Novo osso é depositado sobre a superfície do implante, desde que as regras de instalação sejam seguidas e o implante apresentará estabilidade primária.
- Instalação do implante: Quanto menos traumático e com menos lesão aos tecidos, mais rápido é o processo pelo qual o osso é formado e depositado na superfície do implante.
- Etapas na formação do implante: Incisão da mucosa, elevação do retalho, preparação do canal no osso e inserção do titânio.
- Press fit (implante mais largo que o canal): O tecido mineralizado é comprimido, os vasos sanguíneos tornam-se colabados, a nutrição dessa porção óssea é comprometida e os tecidos afetados tornam-se não vitais.
- Cicatrização: Assegura que o implante se torne anquilosado no osso (osseointegrado) e o tecido mole formado assegura o selamento e o contato do implante com substâncias presentes na cavidade oral.
- Preparo do osso (implante cortante): Deve ser preparado com brocas-piloto helicoidais de 3,7 mm; durante a inserção do implante, criam um trajeto de 0,15 mm de largura nas paredes, formando um diâmetro de 4 mm.
- Biocompatibilidade: Habilidade de o material realizar, com responsabilidade apropriada, uma aplicação específica; ou seja, o material será compatível quando estiver no sistema biológico sem provocar efeitos tóxicos, injúrias ou reações adversas.
- Enxerto: É uma peça de tecido transferida de um local doador para um local receptor. Este tecido pode ou não receber tratamento durante a transferência; tecido com vitalidade utilizado no mesmo tempo cirúrgico (ex.: enxerto gengival, tecido conjuntivo, ósseo autógeno em forma de partícula ou bloco).
- Classificação dos biomateriais: Autógeno (área doadora do próprio indivíduo), homógeno (indivíduos de espécies semelhantes), heterógeno (obtido de indivíduos de espécies diferentes, como suíno ou bovino) e sintético ou aloplástico (natureza metálica, cerâmica ou plástica).
- Reação biológica: Biotolerado, bioinerte e bioativo.
- Propriedades biológicas:
- Osteocondutor: Capacidade de conduzir o desenvolvimento de novo tecido através de sua matriz de suporte.
- Osteoindutor: Formação de novo osso a partir das células.
- Osteogênico: Células ósseas vivas são enxertadas em leito receptor.
- Osteopromotor: Uso de meios físicos, como membranas e barreiras.
- Indicação de enxerto: Aumento do rebordo em espessura, em altura, em altura e espessura, pós-exodontia em caso de grande destruição ou após remoção de implantes.
- Áreas doadoras intra e extraorais: A arquitetura corticomedular, e não a origem embrionária do osso utilizado, faz das áreas doadoras intraorais a melhor opção.