Guia Completo sobre Análise de Ponto de Função (APF)

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1) Aponte 5 benefícios na utilização da Análise de Ponto de Função (APF)

  • Controle de produtividade: Permite monitorar o desempenho do desenvolvimento de software.
  • Avaliação de equipes: Possibilita comparar a produtividade entre diferentes times com base nos Pontos de Função (PF) entregues.
  • Estimativas precisas: Facilita a medição do tamanho funcional para estimar custos, esforços e prazos.
  • Benchmarking: Permite realizar comparações funcionais entre diferentes sistemas.
  • Decisões estratégicas: Auxilia na tomada de decisão "Make or Buy" e na fundamentação de contratos de serviços de TI.

2) Quais são os passos fundamentais da APF?

A análise de ponto de função fundamenta-se em seis passos:

  1. Determinar o tipo de contagem;
  2. Identificar o escopo da contagem e a fronteira da aplicação;
  3. Contar funções (Tipo de Dados e Tipo de Transação);
  4. Determinar a contagem de pontos de função não ajustados;
  5. Determinar o valor do fator de ajuste;
  6. Calcular o número de pontos de função ajustados.

3) Tipos de contagem na APF

  • Projeto de Desenvolvimento: Mede a funcionalidade entregue ao usuário na primeira instalação do software.
  • Projeto de Melhoria (Enhancement): Mede modificações em aplicações existentes que adicionam, alteram ou excluem funções.
  • Aplicação: Representa a baseline da contagem, medindo as funções atuais providas ao usuário.

4) O escopo e a fronteira da aplicação podem ser ignorados?

Não. A APF determina a fronteira de cada aplicação com base na visão do usuário e não em considerações técnicas; portanto, o escopo e a fronteira são essenciais para a medição.

5) Definições de conceitos da APF

  • Arquivo Lógico Interno (ALI): Grupo de dados logicamente relacionados, mantido dentro da fronteira da aplicação.
  • Arquivo de Interface Externa (AIE): Grupo de dados referenciado pela aplicação, mas mantido fora de sua fronteira.
  • Tipo de Registro (TR): Subgrupo de dados reconhecido pelo usuário dentro de um ALI ou AIE.
  • Tipo de Dados (TD): Campo único e não repetido reconhecido pelo usuário.
  • Processo Elementar: Menor unidade de atividade significativa e independente para o usuário.
  • Entrada Externa (EE): Processo que recebe dados de fora da fronteira para manter um ALI ou alterar o comportamento do sistema.
  • Saída Externa (SE): Processo que gera dados para fora da fronteira, envolvendo cálculos ou lógica de processamento.
  • Consulta Externa (CE): Processo de simples recuperação de dados sem cálculos ou alterações no sistema.
  • Arquivo Referenciado: ALI ou AIE lido ou mantido por uma função transacional.

Qual a melhor técnica de acordo com os autores?

Segundo os autores, o COCOMO é uma técnica fundamental, pois permite calcular esforço, custo e prazo de um projeto.

6) Exemplo prático de cálculo de PF

ItemDescriçãoComplexidadeTotal PF
1 ALI6 TR, 25 TDAlta15
2 AIE3 TR, 10 TDBaixa10
1 EE4 AR, 7 TDAlta6
1 CE1 AR, 25 TDMédia4
1 SE2 AR, 12 TDMédia5
Total--40 PF

7) Detalhamento e Consultas

a) Níveis de detalhamento: Indicativa, estimada e detalhada.

b) Consultas Implícitas: São consultas que apresentam dados ao usuário (geralmente precedendo outra transação), mas que não estão explícitas nos requisitos. Podem ser classificadas como CE ou SE.

8) Métricas de Software: APF vs. COCOMO II

a) Cálculo de Esforço, Prazo e Custo: Utiliza-se o modelo COCOMO II, que estima essas variáveis através de equações matemáticas baseadas em características do produto, equipe e plataforma.

b) Diferenças:

  • COCOMO II: Modelo paramétrico focado em estimar esforço e custo através de variáveis complexas de projeto.
  • APF: Técnica de medição de tamanho de software baseada exclusivamente nas funcionalidades entregues ao usuário, independente da tecnologia.

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