Guia Completo: Classificação e Gestão de Custos

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Guia de Classificação de Custos

1 – Qual a finalidade da classificação de custos?

A finalidade da divisão dos custos nas diferentes classes é muito mais didática, embora facilite o entendimento prático.

2 – Defina a classificação de custos quanto à natureza e cite dez exemplos.

Os custos sofrem uma classificação a fim de agrupá-los nos lançamentos contábeis, limitando o número de contas no elenco de contas da empresa. Tem o objetivo de padronizar as contas, permitindo que um lançamento das contas de custos, em qualquer período, ou até lançado por pessoas diferentes, tenha a mesma nomenclatura. Cada empresa deve eleger um título para cada operação e adotar sua própria classificação quanto à natureza.

Matérias-primasMateriais AuxiliaresMateriais de expedienteMão de obra
Energia elétricaCombustíveisSegurosDepreciação
PropagandaEncargos SociaisEmbalagemHonorários

3 – Conceitue a classificação de custos quanto à função e seus respectivos níveis.

Concentra-se as funções em níveis: Direção, Apoio, Gerência, Supervisão e Execução. No nível de gerência, classificam-se os custos em:

  • Custos de Produção: Necessários para a fabricação (matéria-prima, mão de obra e outros custos indispensáveis).
  • Custos Administrativos: Necessários à direção, programação, controle e apoio (ex.: pessoal administrativo, diretoria, transporte, alimentação).
  • Custos de Comercialização: Necessários ao controle e distribuição dos produtos desde a compra até a venda (ex.: embalagem, fretes, aluguéis de depósito).

6 – Qual o objetivo da mensuração dos custos quanto à apuração?

Esta classificação informa a possibilidade de alocação de cada custo diretamente a cada tipo de produto ou função de produção.

  • Diretos: São diretamente apropriados a cada tipo de bem ou órgão (ex.: salários dos operários ligados diretamente ao produto).
  • Indiretos: Não se apropriam diretamente; atribui-se uma parcela a cada tipo de bem através de um critério de rateio (ex.: salários de apoio que não podem ser determinados diretamente por produto).

7 e 8 – Definição de custos quanto à formação e exemplos.

Esta classificação estuda o volume de atividade (quantidade produzida).

  • Fixos: Custos de estrutura que ocorrem período a período, sem variações conforme o volume (ex.: aluguel do galpão).
  • Variáveis: Variam com o volume de atividade.
  • Mistos: Possuem uma parcela fixa e uma variável (ex.: combustível de caldeira ou aluguel de copiadora com franquia).

9 – Como se dividem os custos variáveis?

  • Progressivo: Varia em proporções maiores que o crescimento da atividade (ex.: mão de obra direta em local pequeno).
  • Constante: O crescimento ocorre nas mesmas proporções da atividade (ex.: matéria-prima).
  • Regressivo: O crescimento ocorre em proporção menor que a atividade (ex.: tarifas de energia com escala decrescente).

10 – Métodos para separar a parcela fixa da variável dos custos mistos:

Podem ser usados o método técnico (especialistas analisam especificações) ou o método contábil (análise de dados coletados em períodos com volumes de atividade diferentes).

11 – O que permite a classificação dos custos?

Permite avaliar se os objetivos da empresa em termos de custo estão sendo atingidos e se há necessidade de medidas corretivas.

19 e 20 – Custos Realizados vs. A Realizar:

  • Custos Realizados: Integram as contas de resultado (consumidos, como matéria-prima e depreciação).
  • Custos a Realizar: Integram as contas patrimoniais (estoques/custos capitalizados).

25 – Custos implícitos e explícitos:

Explícitos referem-se aos gastos reais na compra ou aluguel de insumos. Implícitos referem-se aos valores dos insumos que já pertencem à empresa e são utilizados no seu próprio processo.

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