Guia Completo de Controle Interno e Auditoria

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Departamento de Estrutura de Controle Interno

A estrutura de controle interno de uma entidade é constituída por políticas e procedimentos estabelecidos para fornecer um nível razoável de segurança de que os objetivos da entidade podem ser alcançados. Em geral, as políticas e procedimentos relevantes para uma auditoria referem-se à capacidade da entidade de registrar, processar e resumir dados financeiros coerentes com as afirmações contidas nas demonstrações financeiras.

Elementos da Estrutura de Controle Interno

Para fins de uma auditoria de demonstrações contábeis, a estrutura de controles internos de uma entidade compreende os seguintes elementos:

  • O ambiente de controle;
  • O sistema de contabilidade;
  • Os procedimentos de controle.

Esta divisão da estrutura de controle facilita a discussão sobre a natureza e a forma como o auditor a considera em uma auditoria.

Controle Ambiental

O ambiente de controle representa o efeito combinado de vários fatores para determinar a eficácia das políticas e procedimentos específicos. Esses fatores incluem:

  • O estilo da filosofia e da gestão operacional;
  • A estrutura organizacional da entidade;
  • O funcionamento do conselho e seus comitês, incluindo a comissão de auditoria;
  • Os métodos de alocação de autoridade e responsabilidade;
  • Métodos de controle de gestão para monitorar e acompanhar o desempenho, incluindo auditoria interna;
  • As políticas e práticas de pessoal;
  • Várias influências externas que afetam as operações e práticas de uma entidade.

Sistema de Contabilidade

O sistema de contabilidade consiste nos métodos e registros estabelecidos para identificar, coletar, analisar, classificar, registrar e relatar as transações da entidade. Um sistema de contabilidade eficaz deve:

  • Identificar e registrar todas as transações válidas;
  • Descrever de maneira oportuna todas as transações em detalhe suficiente para permitir a correta classificação da informação financeira;
  • Quantificar o valor das operações para ter o seu devido valor monetário nas demonstrações financeiras;
  • Determinar o período em que as transações ocorrem, permitindo o registro no período contábil apropriado;
  • Apresentar adequadamente as transações e divulgações nas demonstrações financeiras.

Procedimentos de Controle

Os procedimentos de controle são políticas adicionais ao ambiente de controle e ao sistema de contabilidade, estabelecidos pela administração para assegurar um nível razoável de segurança. Podem ser classificados como:

  • Autorização adequada de operações e atividades;
  • Segregação de deveres para reduzir a possibilidade de erros ou irregularidades;
  • Design e uso de documentação e registros apropriados;
  • Manutenção de dispositivos de segurança para acesso a ativos e registros;
  • Verificação independente do registro e avaliação dos dados.

Auditoria de Riscos e Avaliação

O conceito de risco decorre da revisão do controle interno. Dada a complexidade das empresas, o auditor avalia o controle interno para agilizar a validação de saldos. A visão clássica de risco limita-se a três tipos:

  • Controle: Relacionado ao sistema de controle interno;
  • Inerente: Relacionado à natureza do negócio;
  • Detecção: Relacionado ao exercício da auditoria.

A existência de risco de auditoria é definida como a possibilidade de o auditor, sem saber, falhar ao modificar adequadamente seu parecer sobre demonstrações financeiras significativamente distorcidas.

Componentes do Risco de Auditoria

  1. Risco Inerente: Probabilidade de ocorrência de distorção financeira devido à natureza das operações.
  2. Risco de Controle: Grau de habilidade da administração em detectar erros, dependendo da qualidade do sistema de controle interno.
  3. Risco de Detecção: Probabilidade de o auditor não detectar situações que afetam as demonstrações financeiras.

Abordagem COSO

O COSO (Committee of Sponsoring Organizations) criou uma estrutura integrada de controle interno composta por cinco elementos:

  1. Ambiente de controle;
  2. Avaliação de riscos;
  3. Atividades de controle;
  4. Informação e comunicação;
  5. Acompanhamento (monitoramento).

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