Guia Completo das Correntes Diadinâmicas de Bernard
Classificado em Física
Escrito em em
português com um tamanho de 2,76 KB
Correntes Diadinâmicas de Bernard
Histórico
Criadas por Bernard em 1929, estas correntes surgiram após a observação de que a estimulação elétrica proporcionava benefícios terapêuticos, como a melhora em pacientes psiquiátricos e a diminuição da dor em casos de gota (utilizando o chamado “peixe elétrico”).
No início dos anos 1950, Bernard utilizou a rede elétrica e, através de uma técnica de retificação, produziu cinco tipos de correntes conhecidas como “correntes diadinâmicas de Bernard”.
Origem das Correntes
Originalmente, temos uma corrente senoidal (rede elétrica de 220V e 60Hz). Após o tratamento com um circuito retificador, Bernard obteve dois tipos fundamentais: Difásica (DF) e Monofásica (MF). A partir destas, surgiram as combinações CP, LP e RS.
Definição
São correntes galvano-farádicas, ou seja, alternadas, moduladas em composições duplas ou triplas, retificadas em semiondas ou ondas completas. Consistem em impulsos de baixa frequência (50 e 100 Hz) aplicados em distintas modulações.
Nota: Atualmente, este tipo de corrente foi substituído por modalidades mais confortáveis, como TENS, FES e Corrente Russa.
Modulações de Frequência
- Difásica Fixa (DF): Corrente retificada em dupla fase (100 Hz), sem intervalos. Efeitos: tonificação, vasomotricidade e analgesia temporária.
- Monofásica Fixa (MF): Corrente de 50 Hz com impulsos de 10 ms e repousos de 10 ms. Efeitos: acelera o metabolismo conjuntivo e estimulação muscular.
- Curtos Períodos (CP): Combinação de MF e DF que se alternam sem pausa a cada 1 segundo.
- Longos Períodos (LP): Variação gradual entre MF e DF, oferecendo maior tolerância ao paciente.
- Ritmo Sincopado (RS): Fluxo de 50 Hz por 1 segundo seguido de repouso, ideal para “eletroginástica”.
Contraindicações
- Marcapasso (região precordial e torácica);
- Implantes metálicos (osteossíntese ou próteses);
- Déficits sensitivos;
- Estados febris;
- Fraturas recentes;
- Paralisias espásticas.
Tempo e Aplicação
O tratamento deve ser limitado para evitar a acomodação. Se a aplicação exceder 3 minutos, deve-se dividir o tempo e inverter a polaridade. A intensidade recomendada não deve ultrapassar 15 mA.
Inversão de Polaridade
- Aguda: Polo (+) sobre a lesão.
- Subaguda: Alternância de polos sobre a lesão.
- Crônica: Polo (-) sobre a lesão.