Guia Completo: Ginástica Rítmica, Aeróbica e Artística

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Ginástica Rítmica: Resumo e História

Esta modalidade envolve movimentos corporais em dança de variados tipos e dificuldades, combinados com a manipulação de pequenos equipamentos. As atletas, durante suas apresentações, devem mostrar coordenação, controle e movimentos de dança harmônicos e sincronizados com as companheiras e a música.

A Ginástica Rítmica, também conhecida como GRD ou Ginástica Rítmica Desportiva, é uma ramificação da ginástica que possui infinitas possibilidades de movimentos corporais combinados aos elementos de ballet e dança teatral, realizados fluentemente em harmonia com a música e coordenados com o manejo dos aparelhos próprios desta modalidade olímpica, que são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita. Praticada apenas por mulheres em nível de competição, tem ainda uma prática masculina surgida no Japão. Seus eventos são realizados sempre sobre um tablado e seu tempo de realização varia entre 75 segundos, para as provas individuais, e 150 segundos, para as provas coletivas.

Fisicamente, é função desta modalidade desenvolver o corpo em sua totalidade, por meio dos movimentos naturais aperfeiçoados pelo ritmo e pelas capacidades psicomotoras nos âmbitos físico, artístico e expressivo. Por essa reunião de características, é chamada de esporte-arte.

Marcos Históricos da GR

  • 1942: Realizado o primeiro evento competitivo: O Campeonato Nacional Soviético.
  • 1961: Apresentada à Federação Internacional de Ginástica (FIG).
  • 1963: Realização do Primeiro Campeonato Mundial, em Budapeste.
  • 1975: Passou a ser chamada oficialmente de Ginástica Rítmica Desportiva.
  • 1980: Reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional, integrando os Jogos de Moscou como modalidade de apresentação. Nesse mesmo ano, passou a ser chamada apenas de Ginástica Rítmica.
  • 1984: Nos Jogos de Los Angeles, passou a ser modalidade competitiva com eventos individuais.
  • 1996: A partir dos Jogos de Atlanta, passou a ser disputada em provas de conjunto.

Modalidade Masculina da GR

Ganhou uma versão masculina desenvolvida no Japão durante a década de 70. Enquanto na versão feminina valoriza-se a beleza da graciosidade e a sutileza dos movimentos harmônicos envoltos pela música, a modalidade masculina exalta força e resistência, combinando a ginástica tradicional feminina com a arte marcial do wushu. Os homens competem em grupos de seis atletas sem aparelhos e em uma apresentação que se assemelha ao aparelho solo da ginástica artística masculina. Entre os elementos exigidos estão o equilíbrio (obrigatório também para as mulheres), os saltos verticais e a formação de correntes, como elos. Individualmente, o ginasta já manuseia aparelhos, que se apresentam em um total de quatro: dois arcos menores, dois bastões longos, duas maças e a corda.

A Ginasta e o Treinamento

Esta modalidade tem na simetria e na bilateralidade princípios fundamentais para uma boa execução, além de uma elegância e beleza destacáveis. Como treinamento, o ideal é que a modalidade seja praticada a partir dos seis anos de idade. A introdução de aparelhos deve ser feita de forma gradual para que a criança se adapte às características de cada um deles. Nesta prática, deve-se desenvolver ainda as seguintes habilidades: força, energia, flexibilidade, agilidade, destreza e resistência, para que atinja grau técnico rítmico, isto é, para que seja capaz de mostrar vigor, graça e harmonia dos movimentos em apresentação.

A GR possui três características a serem trabalhadas pelas praticantes: os movimentos corporais, o manuseio de aparatos e o acompanhamento musical. Esses três elementos juntos formam a unidade que fundamenta esta modalidade.

Os elementos corporais são a base dos exercícios individuais e de conjuntos, que podem ser realizados em várias direções, planos, com ou sem deslocamento, em apoio sobre um ou dois pés e coordenados com movimentos de todo o corpo. Andar, correr, saltar, saltitar, balançar, circunduzir, girar, equilibrar, ondular, lançar e recuperar são elementos corporais obrigatórios e acompanhados por estímulo musical. Os principais movimentos realizados são: a atitude, a onda, o moinho, o pivote ou pivot e o véu.

Regida pela FIG como exclusivamente feminina, é uma modalidade totalmente baseada nos exercícios de solo. O tablado, localizado sempre dentro de um ginásio coberto, é a área de competição que deve ter as dimensões de 14 x 14 m.

Aparatos da Ginástica Rítmica

São cinco os aparatos utilizados na modalidade:

  • Corda: As ginastas lançam e recuperam a corda executando saltos, giros, ondulações e equilíbrio. Os principais elementos corporais da corda são os saltos.
  • Arco: O formato do arco ou aro, como também é chamado, favorece rolamentos, passagens, rotações, saltos e pontes. Seus elementos corporais principais são os saltos, pivotes e equilíbrios.
  • Bola: Jogada e recuperada com controle e precisão, é um elemento dinâmico que valoriza a série da ginasta. Flexibilidade e ondas são os elementos corporais principais deste aparelho.
  • Maças: A ginasta usa as maças para executar rolamentos, círculos, curvas e formar o número máximo possível de figuras assimétricas, combinando-as com várias figuras formadas apenas pelo corpo. O equilíbrio é o elemento corporal mais importante deste aparelho.
  • Fita: Serpentinas, espirais e arremessos exigem da ginasta coordenação, leveza, agilidade e plasticidade. O elemento corporal da fita são os pivotes.

Regulamento da Ginástica Rítmica

Esta modalidade possui duas categorias diferentes de competição: a individual e a por equipes, chamada também de grupos, composta por cinco ginastas. As atletas competem com cinco aparelhos. Contudo, em um espaço de dois em dois anos, um é deixado de fora, o que gera uma rotação olímpica marcada sempre pela ausência de um aparelho diferente.

Na competição individual as atletas apresentam quatro rotinas diferentes, uma para cada aparelho. Já na de grupos são duas as apresentações: na primeira, as cinco ginastas utilizam cinco aparelhos idênticos, enquanto na segunda, apresentam-se com dois distintos, na disposição de dois mais três.

Pelas regras da Federação, as competições dividem-se em três etapas, mais as disputas por equipes:

  • Competição I – Qualificatória: Esta etapa qualifica para a chamada Competição II (individual geral), que conta com as três melhores apresentações em cada aparelho para a final geral, e com as oito melhores em cada equipe para a final de cada aparato, chamada de Competição III. É ainda nessa fase que se define a final por equipes, formada pelas oito melhores colocadas.
  • Final por equipes: Nesta prova conta-se um total de doze exercícios, três para cada aparelho, a serem realizados pelas ginastas participantes. Seu somatório define as dez primeiras colocadas, que passaram pela fase de classificação, entre elas, as medalhistas.
  • Competição II - Individual Geral: Aqui definem-se as vencedoras e o ranking final da disputa individual geral. Como na Competição I, as ginastas se apresentam nos aparelhos e o total é utilizado para a nota final, que definirá as posições das 24 ginastas qualificadas na CI.
  • Competição III - Final por Aparelhos: Nesta etapa as ginastas classificadas para cada um dos quatro aparelhos, posicionadas de uma a oitava, repetem suas apresentações para definirem as colocações e as vencedoras de cada aparato.

Tanto na disputa por conjunto como na individual, a avaliação é feita por três juízes especializados, que distribuem notas de acordo com a qualidade da apresentação das competidoras. Aquela que obtiver a maior nota (média da soma de todos os jurados) ao fim das apresentações será considerada campeã.

Julgamento na Ginástica Rítmica

Em geral, cada exercício deve incluir elementos de dificuldade B e de dificuldade A, que pela ordem semelhante em todas as ginásticas, significam os elementos mais básicos da tabela. Nas finais, são exigidos também elementos de maior dificuldade, C e D, um dos quais deve ser executado com a mão esquerda. A ordem dos aparelhos é decidida pela FIG. Durante as apresentações são contados as faltas e os bônus, como os problemas de equilíbrio e a originalidade de uma coreografia.

Por fim, as notas são avaliadas por um grupo de quatro árbitras, que avaliam o valor da dificuldade corporal (D1), o valor da dificuldade do aparelho (D2), e o valor artístico da série (VA). O júri de execução então, avalia as faltas técnicas. Em uma disputa, são utilizados três painéis de quatro juízes cada:

  • Júri D: Avalia a dificuldade dos movimentos das ginastas e dos aparelhos, em um máximo a ser atingido de dez pontos na média dos dois (D1 + D2).
  • Júri A: Avalia a parte artística e a sincronia da rotina com a música e a expressividade da ginasta, também em uma nota máxima de dez pontos.
  • Júri E: Avalia as falhas técnicas, também chamadas de erros de execução, em um total de dez a ser debitado.

A pontuação final (PF) é feita da seguinte forma:

(D1 + D2) / 2 + A + E = PF
ou seja
(10 + 10) / 2 + 10 + 10 = 30 pt

Principais Competições de GR

  • Jogos Olímpicos: de quatro em quatro anos.
  • Campeonato Mundial: realizado anualmente, exceto em anos olímpicos.
  • Copa do Mundo: torneio realizado por temporada, dividido em etapas durante o ano.
  • Jogos Mundiais: realizado de quatro em quatro anos.

Ginástica Aeróbica

Os exercícios aeróbicos foram estudados nas décadas de 60 e 70 pelo Dr. Keneth Cooper, que comprovou sua eficiência para o emagrecimento e a melhoria das condições cardiovasculares dos indivíduos.

A iniciativa foi continuada por Jane Fonda, que expandiu o programa técnica e comercialmente para se tornar o fitness aerobics popular.

Assim, a ginástica aeróbica surgiu no final da década de 1980 como forma de praticar exercícios físicos, voltada para o público em geral. Pouco depois, tornou-se também um esporte competitivo para ginastas de alto nível.

Esta disciplina requer do ginasta um elevado nível de força, agilidade, flexibilidade e coordenação. Piruetas e mortais, típicos da ginástica artística, não são movimentos executados pela modalidade aeróbica. Seus eventos são divididos em cinco categorias: individual feminino e masculino, pares mistos, trios e sextetos.

A Ginástica Aeróbica, em sentido amplo, é uma combinação de ginástica clássica com dança. É um treinamento dinâmico com movimentos rítmicos acompanhados com música motivadora. Esta modalidade não pertence ao calendário olímpico, porém, possui campeonatos realizados pela FIG a nível internacional.

Padrões e Rotinas da Ginástica Aeróbica

Padrões de Movimentos Aeróbicos são a combinação simultânea de passos básicos e movimentos de braços executados de forma consecutiva, respeitando a característica da música para assim criar sequências dinâmicas, rítmicas e contínuas, de movimentos de alto e baixo impacto.

A rotina (coreografia) deve demonstrar movimentos contínuos, flexibilidade, força, agilidade e equilíbrio, além de utilizar os sete passos básicos e elementos de dificuldade com alto nível de perfeição.

PROVAS: Dinamismo, força, flexibilidade, coordenação e ritmo são o que os atletas dessa modalidade procuram mostrar aos juízes em menos de 2 minutos de rotina.

Os movimentos executados são divididos em várias “famílias”, ou seja, agrupamentos, que vão de A até F. Os elementos da família A são os mais simples (e, portanto, os que recebem menor pontuação) e os da família F são os mais complexos (sendo então os que possuem maior valor de ponto).

Em todas as categorias, cada rotina deve apresentar até 12 elementos, respeitando-se os limites de valores de elemento de cada uma delas.

As seis famílias de elementos são: força estática; força dinâmica; saltos e giros; equilíbrio; passadas; flexibilidade.

Critérios de Arbitragem da GAE

Os critérios de Arbitragem da GAE são:

  1. QUALIDADE ARTÍSTICA: Avalia a composição da coreografia, o equilíbrio, a variedade, a colocação no espaço e a integração dos movimentos com a música, assim como a adequação da coreografia ao competidor, e sua capacidade de apresentá-la de forma original, cativante e com energia natural. A nota máxima para este critério é de 10,0 pontos.
  2. EXECUÇÃO: Avalia a perfeição de todos os movimentos da coreografia, havendo deduções quando desvios ou erros são cometidos. A nota máxima para este critério é de 10,0 pontos. Todo exercício cuja performance não se realize de acordo com a definição da ginástica aeróbica de competição, está sujeito a descontos. Até porque a correta execução técnica permite um melhor controle do movimento, evitando também desta maneira possíveis lesões.

Dentro da execução coreográfica de dupla, trio e grupos, não é permitido mais de quatro 'lifts' (figuras, formações) em toda a rotina, incluindo a pose inicial e final, não esquecendo que na ginástica aeróbica desportiva não estão permitidas as hiper-extensões da coluna vertebral, nem suportes de peso extra por parte da mesma. Pretende-se que em todo o momento se observe uma linha natural da postura.

  1. DIFICULDADE: Avalia a validade dos elementos de Força Dinâmica, Força Estática, Saltos, Flexibilidade e Equilíbrios, apresentados pelo ginasta, conforme os valores e requerimentos mínimos citados no Código de Pontuação. A soma total dos valores dos elementos validados será dividida por 2 e assim se dará a pontuação de Dificuldade.

Dificuldade: Em todas as categorias, poderão ser executados até doze elementos na rotina, respeitando-se os limites de valores de elementos para cada uma delas. Incluir elementos faz com que a série fique mais variada, equilibrada e chamativa.

A Pontuação Final é a soma das notas de Qualidade Artística, Execução e Dificuldade menos as deduções eventualmente ocorridas.

Estrutura da GAE

  • Equipamento: A GAE utiliza uma área de competição de 7x7m para Individuais, Duplas e Trios, e 10x10m para Grupos.
  • Exercícios: A GAE é composta por 7 Passos Básicos e 4 Grupos de Elementos de Dificuldade, além de elevações, transições e ligações entre os movimentos. A duração total da coreografia é de 1 minuto e 45 segundos.

Os 7 Passos Básicos da GAE são: Marcha, Jogging (Corrida), Chutinho, Chute Alto, Polichinelo, Elevações de Joelho, Lunge (Afundo).

Uma rotina de GAE atualmente deve conter, no máximo, doze elementos de dificuldade distribuídos entre as quatro famílias de elementos (força estática, força dinâmica, flexibilidade e salto) de forma original e criativa, apresentando os sete passos básicos da ginástica realizados em uma classe de aeróbica de academia, o que caracteriza a modalidade (polichinelos, afundo lateral, saltar ou saltitar, elevação dos joelhos, corrida, chutes e andar), demonstrando, de forma diversificada, uma execução perfeita. A coreografia é avaliada nos seguintes critérios: dificuldade (exercícios de habilidade corporal listados nos livros de cada federação), a execução (forma correta de conduzir a coreografia do início ao fim da rotina) e a qualidade artística (aquela que demonstra a plástica e característica fundamental de aeróbica desde sua criação – o contágio emocional e coreográfico que o exercício deve proporcionar).

As categorias da GAE são: Individual Masculino, Individual Feminino, Dupla Mista, Trios e Equipes (6 a 8 atletas), dependendo da federação.

Ginástica Artística

Esta modalidade, por ser a mais antiga de todas, tem sua história constantemente confundida com a da própria ginástica. A ginástica artística foi a primeira ramificação da ginástica em si, em matéria de combinação de exercícios sistemáticos. A ginástica artística é também conhecida no Brasil como ginástica olímpica.

Fases de Preparação do Atleta

A preparação de um atleta passa por três fases:

  1. Iniciação: Dura até aproximadamente os dez anos de idade.
  2. Treinamento Intensivo: Começa após a iniciação, específico para a modalidade escolhida. A média da idade de início é aproximadamente doze anos.
  3. Treinamento de Alto Nível: Começa aos quinze, em geral, quando o atleta deve buscar maior autonomia e desenvolver ao máximo sua performance.

Movimentos e Aparelhos

A variação se vale tanto no solo, quanto nos demais aparelhos. No entanto, tais movimentos possuem apenas duas variantes: longitudinal (onde gira-se em volta de si mesmo - as piruetas) e transversal (de movimento - os mortais).

Suas competições dividem-se em duas submodalidades: WAG (feminina) e MAG (masculina), com regras e aparelhos distintos.

Enquanto os homens disputam provas em 06 aparelhos diferentes, as mulheres as disputam em 04. Em comum, homens e mulheres possuem as provas de solo e salto.

Aparelhos Masculinos (MAG)

  • Solo
  • Salto sobre a mesa
  • Cavalo com alças
  • Barras paralelas
  • Barra fixa
  • Argolas

Aparelhos Femininos (WAG)

  • Trave
  • Solo
  • Salto sobre a mesa
  • Barras assimétricas

Detalhes dos Aparelhos

  • Cavalo com Alças: Dimensões: 1,15 m x 1,60 m x 35 cm. As alças possuem distância ajustável e a altura de 12 cm. Uma série típica envolve tesouras (exercícios feitos com as pernas separadas, geralmente com as mãos sobre as alças) e movimentos circulares (as chamadas russas, feitos com as duas pernas unidas).
  • Argolas: A prova consiste em uma série de exercícios de força, balanço e equilíbrio. Quanto menos tremer a estrutura que suspende as argolas à haste, melhor será a pontuação de execução do ginasta.
  • Barras Paralelas: A prova consiste em exercícios de equilíbrio – entre giros e paradas de mãos – e força, onde o ginasta utiliza das duas barras obrigatoriamente, passando por todo o seu comprimento.
  • Barra Fixa: A prova consiste em movimentos de força e equilíbrio. O ginasta deve fazer movimentos giratórios em uma rotina acrobática, que envolve os giros propriamente ditos, as largadas e retomadas, as piruetas e as pegadas.
  • Barras Assimétricas: A posição das duas barras em diferentes alturas possibilita à ginasta uma gama variada de movimentos obrigatórios, mudanças de empunhaduras e alternância entre as barras.
  • Trave Olímpica: A atleta deve equilibrar-se e realizar saltos e giros.
  • Solo: Local 12x12m. Os exercícios têm uma duração de 50 a 70s para os homens, e 70 a 90s para as mulheres. Durante a prova, são realizados movimentos acrobáticos e ginásticos anteriormente pontuados (nota de partida). Os exercícios femininos têm a particularidade de incluir acompanhamento musical instrumental.
  • Salto: O salto sobre a mesa é a prova mais rápida da ginástica artística. Dura aproximadamente 50 segundos, incluindo apenas o momento dos dois saltos aos quais o ginasta tem direito. O salto é considerado um evento de explosão muscular, possuidor de uma margem mínima para erros.

Regulamento Geral da Ginástica Artística

Todas as competições oficiais de ginástica artística são reguladas pela FIG, que estabelece normas e calendários para os eventos internacionais. As competições nacionais são geralmente regulamentadas pelas diversas federações locais. A FIG tem a responsabilidade sobre o Código de Pontuação.

Para a obtenção do resultado completo de um campeonato de ginástica artística, os ginastas devem participar de quatro competições:

  • Competição I (Qualificatória - CI): Objetiva a qualificação para as competições finais (C II, C III e C IV) e determina a classificação das equipes a partir do 9º lugar e dos ginastas a partir do 25º lugar. As 8 primeiras equipes qualificam-se para a Final por Equipes (C IV) e os 24 ginastas melhores classificados individualmente qualificam-se para a Final Individual Geral (C II). Da CI participam todas as equipes e todos os ginastas individuais inscritos no evento. Somente os ginastas que competem em todas as provas poderão se qualificar para participar da Final Individual Geral (C II). O Campeonato Mundial que antecede os Jogos Olímpicos define as equipes e os ginastas individuais que participarão dos JO, considerando os resultados obtidos na CI.
  • Competição II (C II) - Final Individual Geral: Dela participam os 24 ginastas melhores classificados individualmente na CI. Os ginastas executarão uma nova série, desconsiderando, para o resultado desta competição, as notas obtidas na CI. Ao término, serão somadas as notas obtidas por cada ginasta em cada prova, chegando ao total de pontos de cada um, definindo a classificação individual geral. O ginasta que obtiver o maior somatório de pontos será considerado o vencedor.
  • Competição III (C III) - Final por Provas: Onde é definida a classificação individual de cada uma das provas. Estarão qualificados para esta competição os oito ginastas que obtiveram as pontuações mais altas na CI, em cada uma das provas. Os oito ginastas qualificados executam uma nova série na prova na qual se classificaram.
  • Competição IV (C IV) - Final por Equipes: Desta fase participam as oito equipes que obtiveram as maiores pontuações na CI. Nesta competição os ginastas das equipes qualificadas executarão uma nova série. Todas as notas obtidas nesta competição entram na totalização dos pontos da equipe. A classificação final das equipes é determinada pelas pontuações obtidas após as rotações.

Julgamento na Ginástica Artística

A série, em cada aparelho, é julgada por um grupo de árbitros que aplicam o Código de Pontos. Eles ficam divididos em dois grupos:

  • Banca de Arbitragem A: Avalia o valor da série (nota de partida, com exceção do salto).
  • Banca de Arbitragem B: Avalia a execução.

Para poderem avaliar uma série, os árbitros dividem os elementos em sete grupos de valor: A, B, C, D, E, F e G, onde "A" é o elemento mais fraco e "G", o elemento mais forte.

O julgamento é feito baseado na soma das notas A e B. Supondo que um ginasta tenha sua nota de partida (Banca A) em 6,500 e suas notas de execução (Banca B) em 9,500; 9,250; 9,100; 9,500; 10,000; 9,500. Primeiro, retira-se a maior e a menor notas. Depois, tira-se a média B, que nesse caso é de 9,437. A nota final do ginasta, desse modo, é de 15,937 (A + B).

O Código de Pontos e a Tabela de Elementos

O Código de Pontos é um conjunto de regras que rege as modalidades da ginástica e abarca a Tabela de Elementos de cada uma delas. Sua criação, ajustes e atualizações são realizados pela Federação Internacional de Ginástica.

A Tabela dos Elementos ou tábua de elementos é uma seção do Código de Pontos elaborado pela FIG. Nela, baseiam-se técnicos, ginastas e juízes ao avaliarem, validarem e selecionarem os movimentos. É dela que se retiram os valores de dificuldade das rotinas realizadas nos eventos oficiais.

O Comitê Técnico também é responsável por excluir permanentemente aqueles movimentos em demasia perigosos à integridade física do ginasta.

Nomeação de Elementos: Os elementos adicionados na Tabela podem ser nomeados após a primeira execução bem-sucedida do mesmo por um ginasta. Ou seja, se um atleta é o primeiro a executar o movimento X, este irá para a Tabela de Elementos com seu nome. Contudo, isso só ocorrerá caso o movimento, até então original, seja apresentado, avaliado e incluído na Tabela antes de ser realizado – pelo ginasta requerente em questão – ou em um Campeonato Mundial de Ginástica Artística ou em uma competição olímpica.

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