Guia Completo de Metodologia da Pesquisa Científica

Classificado em Filosofia e Ética

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AULA 1 - 1º/03/12.

O CONHECIMENTO

1 Definição

—Conhecimento (acepção 11, Filosofia): A apropriação do objeto pelo pensamento, como quer que se conceba essa apropriação: como definição, como percepção clara, apreensão completa, análise, etc. (Dicionário Aurélio)

—É o ato ou efeito de abstrair ideia ou noção de alguma coisa, como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato (obter informação); conhecimento de um documento; termo de recibo ou nota em que se declara o aceite de um produto ou serviço; saber, instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento)

2 Classificação do conhecimento

·Conhecimento sensorial: É o conhecimento comum entre seres humanos e animais. Obtido a partir de nossas experiências sensitivas e fisiológicas (tato, visão, olfato, audição e paladar).
·Conhecimento intelectual: Esta categoria é exclusiva ao ser humano; trata-se de um raciocínio mais elaborado do que a mera comunicação entre corpo e ambiente. Aqui já pressupõe-se um pensamento, uma lógica. Ex.: se ouço uma sirene de ambulância, posso pressupor que terá havido algum acidente.
·Conhecimento vulgar/popular: É a forma de conhecimento do tradicional (hereditário), da cultura, do senso comum, sem compromisso com uma apuração ou análise metodológica. Não pressupõe reflexão, é uma forma de apreensão passiva, acrítica e que, além de subjetiva, é superficial.
·Conhecimento científico: Preza pela apuração e constatação. Busca por leis e sistemas, no intuito de explicar de modo racional áquilo que se está observando. Não se contenta com explicações sem provas concretas; seus alicerces estão na metodologia e na racionalidade. Análises são fundamentais no processo de construção e síntese que o permeia, isso, aliado às suas demais carácterísticas, faz do conhecimento científico quase uma antítese do popular.
·Conhecimento filosófico: Mais ligado à construção de ideias e conceitos. Busca as verdades do mundo por meio da indagação e do debate; do filosofar. Portanto, de certo modo assemelha-se ao conhecimento científico - por valer-se de uma metodologia experimental -, mas dele distancia-se por tratar de questões imensuráveis, metafísicas. A partir da razão do homem, o conhecimento filosófico prioriza seu olhar sobre a condição humana.
·Conhecimento teológico: Conhecimento adquirido a partir da fé teológica, é fruto da revelação da divindade. A finalidade do teólogo é provar a existência de Deus e que os textos bíblicos foram escritos mediante inspiração Divina, devendo por isso ser realmente aceitos como verdades absolutas e incontestáveis. A fé pode basear-se em experiências espirituais, históricas, arqueológicas e coletivas que lhe dão sustentação.
·Conhecimento intuitivo: Inato ao ser humano, o conhecimento intuitivo diz respeito à subjetividade. Às nossas percepções do mundo exterior e à racionalidade humana. Manifesta-se de maneira concreta quando, por exemplo, tem-se uma epifania.

3 Senso comum e conhecimento científico

SENSO COMUM (doxa)CONHECIMENTO CIENTÍFICO (episteme) — pragmátiço — ingênuo (não contesta) — fragmentário — impreciso — espontâneo — subjetivo — conservador — causalista — crítiço — sistemátiço — preciso — induzido — objetivo — baseado na experiência (muda sempre)
—Ex. 1: o senso comum diz que a águá congela a uma temperatura fria o suficiente; o conhecimento científico demonstra que a águá congela a 0 C.

—Ex. 2: a temperatura ambiente será considerada calor ou frio conforme a impressão de cada um; já um termômetro daria uma informação precisa baseada na experiência.

4 Método científico

—É a ordem que se impõe aós diferentes processos necessários pára atingir-se um determinado resultado ou finalidade. O método não se improvisa e depende do objeto de pesquisa.

—Pára ser considerado científico, um método inquisitivo deve ser baseado na coleta de provas observáveis, empíricas e mensuráveis sujeitas aós princípios específicos do raciocínio. O método científico consiste na coleta de dados através de observação e experimentação, bem como na fórmulação e teste de hipóteses.

5 Carácterísticas (ou mitos) da ciência

—imparcialidade
—neutralidade
—autonomia

Tecnologia: aliança entre a ciência e a técnica que permite o controle da natureza. É a técnica enriquecida pelo saber científico. O trabalho tecnológico deve se fazer acompanhar por reflexões de caráter moral e polítiço.

AULa02
O MÉTODO
1 Conhecimento científico

·É resultado da investigação metódica e sistemática da realidade. Ele analisa os fatos e fenômenos verificando-os na prática, por demonstração ou experimentação, pára com isso concluir leis gerais, universalmente válidas pára todos os casos da mesma espécie.
·O que melhor caracteriza o conhecimento científico não é o que ele estuda, mas como estuda. Não é o objeto de estudo que importa, mas a forma, o método pelo qual estudamos este objeto.
·consciência do mundo exterior
·impulso de querer saber
·vontade de saber fazer
·necessidade de um método

2 Método

·Etimologia: methodos (gr.) - caminho pára se chegar a um fim.
·A ordem em que se devem dispor os diferentes processos necessários pára se atingir um resultado desejado.
·É um procedimento (forma), o qual pode ser repetido pára atingir-se algo, seja tangível (material) ou intangível (conceitual).
·Sempre há um método pára testar criticamente e selecionar as melhores hipóteses e teorias e é neste sentido que podemos dizer que há um método científico.

3 Método científico

·Conjunto de processos ou óperações mentais que se devem empregar na investigação.
·É autocorretivo, capaz de colocar sempre em dúvida antigas verdades quando encontra provas mais adequadas, corrigindo-se, progredindo, aperfeiçoando-se.
·Surge com o advento da ciência (séc. XVII), especialmente René Descartes (1596-1650).
·Método e técnica: em comum, a busca pelas verdades. Método: procedimento sistemátiço em plano geral. Técnica: processo, aplicação, instrumentalização específica do plano metodológico.

4 Métodos

·dedutivo
·indutivo
·hipotétiço-dedutivo
·dialétiço
·fenomenológico

4.1 Método dedutivo

·Método proposto pelos racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz que pressupõe que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. O raciocínio dedutivo tem o objetivo de explicar o conteúdo das premissas. Por intermédio de uma cadeia de raciocínio em ordem descendente, de análise do geral pára o particular, chega a uma conclusão. Usa o silogismo, construção lógica pára, a partir de duas premissas, retirar uma terceira logicamente decorrente das duas primeiras, denominada de conclusão.

·Pesquisa, a definição de conceitos e o estabelecimento de leis.

·Um exemplo do raciocínio dedutivo ocorre no silogismo:

Todo homem é mortal. (premissa maior)
Sócrates é homem. (premissa menor)
Logo, Sócrates é mortal. (conclusão)

·Exemplos de sofisma (argumento que parte de premissas verdadeiras, ou tidas como verdadeiras, e chega a uma conclusão inadmissível, que não pode enganar ninguém, mas que se apresenta como resultante das regras formais do raciocínio; argumento falso formulado de propósito pára induzir outrem a erro):

Todo homem se locomove sobre duas pernas.
Henrique é homem.
Logo, Henrique se locomove sobre duas pernas.

Corvos são pássaros.
Corvos são pretos.
Logo, pássaros são pretos.

4.2 Método indutivo

·Método proposto pelos empiristas Bacon, Hobbes, Locke e Hume. Considera que o conhecimento é fundamentado na experiência, não levando em conta princípios preestabelecidos. No raciocínio indutivo a generalização deriva de observações de casos da realidade concreta. As constatações particulares levam à elaboração de generalizações.

·Exemplos de raciocínio indutivo:

O calor dilata o ferro. (particular)
O calor dilata o cobre. (particular)
O calor dilata o bronze. (particular)
O ferro, o cobre e o bronze são metais.
Logo, o calor dilata os metais. (universal, geral)

Antônio é mortal.
Pedro é mortal.
Jóão é mortal.
Carlos é mortal.
Antônio, Pedro, Jóão e Carlos são homens.
Logo, os homens são mortais.

·Indução: processo pelo qual - a partir de um certo número de observações, recolhidas de um conjunto de objetos, fatos ou acontecimentos - concluíMós algo aplicável a um conjunto mais amplo ou a casos dos quais ainda não tivemos experiência.

·Etapas da indução:
1) observação dos fenômenos a fim de se descobrir as causa de sua manifestação;
2) descoberta da relação entre eles: aproximação dos fatos ou fenômenos;
3) generalização da relação entre fenômenos e fatos semelhantes não observados.

·Nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas produzem os mesmos efeitos. Se, em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, em futuras verificações o mesmo sucederá.

·Quanto mais representativa a amostra, maior a força indutiva do argumento, sendo sua aplicação considerada válida enquanto não se encontrar nenhum caso que não cumpra o modelo proposto.

·Pára descartar uma indução basta que um fato a contradiga.

·Em síntese:

Método dedutivoMétodo indutivo explicar o conteúdo das premissas do geral pára o particular conclusões verdadeiras Matemática e Física (seus princípios podem ser enunciados como leis) ampliar os alcances do conhecimento do particular pára o geral conclusões prováveis Ciências Naturais e Ciências Sociais
4.3 Método hipotétiço-dedutivo

·Quando os conhecimentos disponíveis sobre deter-minado assunto são insuficientes pára a explicação de um fenômeno, surge o problema. Pára tentar explicar a dificuldades expressas no problema, são formuladas conjecturas ou hipóteses. Das hipóteses formuladas, deduzem-se consequências que deverão ser testadas ou falseadas. Falsear significa tornar falsas as consequências deduzidas das hipóteses. Enquanto no método dedutivo se procura a todo custo confirmar a hipótese, no método hipótético-dedutivo, ao contrário, procuram-se evidências empíricas pára derrubá-lá.

·Etapas:
- fórmulação de problemas;
-solução proposta constituindo numa conjectura;
-dedução das consequências na forma de proposições passíveis de testes;
-testes de falseamento (tentativa de refutação, entre outros meios, pela observação e experimentação;
- corroboração.

·Falsear: tentar tonar falsas consequências deduzidas das hipóteses.

·Quando não se consegue demonstrar qualquer conceito capaz de falsear a hipótese, tem-se a sua corroboração, que não excede o nível do provisório.

4.4 Método dialétiço

·As contradições se transcendem dando origem a novas contradições que passam a requerer solução. É um método de interpretação dinâmica e totalizante da realidade. Considera que os fatos não podem ser considerados fora de um contexto social,polítiço, econômico, etc. Empregado em pesquisa qualitativa
·Tese, antítese e síntese.

4.5 Método fenomenológico

·Preocupa-se com a descrição direta da experiência tal como ela é. A realidade é construída social-mente e entendida como o compreendido, o interpretado, o comunicado. Então, a realidade não é única: existem tantas quantas forem as suas interpretações e comunicações. O sujeito/ator é reconhecidamente importante no processo de construção do conhecimento.

AULA 3 - 15/03/12.

A PESQUISA CIENTÍFICA

1 O que é pesquisa?

Esta pergunta pode ser respondida de muitas formas.
Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas pára indagações propostas.
É um questionamento sistemátiço crítiço e criativo, mais a intervenção competente na realidade, ou o diálogo crítiço permanente com a realidade em sentido teórico e prátiço. (Demo, apud SILVA, 2001, p. 19)
A pesquisa tem um caráter pragmátiço, é um processo formal e sistemátiço de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas pára problemas mediante o emprego de procedimentos científicos. (Gil, apud SILVA, 2001, p. 19)

2 Classificações das pesquisas

Do ponto de vista da sua natureza:
·Pesquisa básica: objetiva gerar conhecimentos novos úteis pára o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais.
·Pesquisa aplicada: objetiva gerar conhecimentos pára aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.

Do ponto de vista da forma de abordagem do problema:
·Pesquisa quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações pára classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.).
·Pesquisa qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo in-dissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural e o humano são a fonte direta pára coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente (do particular pára o geral). O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.

Do ponto de vista de seus objetivos:
·Pesquisa exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso.
·Pesquisa descritiva: visa descrever as carácterísticas de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de Levantamento.
·Pesquisa explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem pára a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o porquê das coisas. Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental, e nas ciências sociais requer o uso do método observacional. Assume, em geral, a formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa Expost-facto.

Do ponto de vista dos procedimentos técnicos:
·Pesquisa bibliográfica: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet.
·Pesquisa documental: quando elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítiço.
·Pesquisa experimental: quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
·Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer.
·Estudo de caso: quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.
·Pesquisa Expost-Facto: quando o experimento se realiza depois dos fatos.
·Pesquisa participante: quando se desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas. Ex.: reconstituição de crime.

3 O planejamento da pesquisa

Pesquisa é a construção de conhecimento original de acordo com certas exigências científicas. Pára que seu estudo seja considerado científico você deve obedecer aós critérios de coerência, consistência, originalidade e objetivação.
É desejável que uma pesquisa científica preencha os seguintes requisitos:
a) a existência de uma pergunta que se deseja responder;
b) a elaboração de um conjunto de passos que permitam chegar à resposta;
c) a indicação do grau de confiabilidade na resposta obtida.
O planejamento de uma pesquisa dependerá basicamente de três fases:
·fase decisória: referente à escolha do tema, à definição e à delimitação do problema de pesquisa;
·fase construtiva: referente à construção de um plano de pesquisa e à execução da pesquisa propriamente dita;
·fase redacional: referente à análise dos dados e informações obtidas na fase construtiva. É a organização das ideias de forma sistematizada visando à elaboração do relatório final. A apresentação do relatório de pesquisa deverá obedecer às formalidades requeridas pela Academia.

4 Etapas da pesquisa

1) escolha do tema;
2) revisão de literatura;
3) justificativa;
4) fórmulação do problema;
5) determinação de objetivos;
6) metodologia;
7) coleta de dados;
8) tábulação de dados;
9) análise e discussão dos resultados;
10) conclusão da análise dos resultados;
11) redação e apresentação do trabalho científico (dissertação ou tese).

Considerações finais

Pesquisa científica seria, portanto, a realização concreta de uma investigação planejada e desenvolvida de acordo com as normas consagradas pela metodologia científica. Metodologia científica entendida como um conjunto de etapas ordenadamente dispostas que você deve vencer na investigação de um fenômeno. Inclui a escolha do tema, o planejamento da investigação, o desenvolvimento metodológico, a coleta e a tábulação de dados, a análise dos resultados, a elaboração das conclusões e a divulgação de resultados. Os tipos de pesquisa apresentados nas diversas classificações não são estanques. Uma mesma pesquisa pode estar, ao mesmo tempo, enquadrada em várias classificações, desde que obedeça aós requisitos inerentes a cada tipo. Realizar uma pesquisa com rigor científico pressupõe que você escolha um tema e defina um problema pára ser investigado, elabore um plano de trabalho e, após a execução operacional desse plano, escreva um relatório final e este seja apresentado de forma planejada, ordenada, lógica e conclusiva.

Bibliografia
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Eustera Muszkat. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. Florianópólis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC, 2001
AS ETAPAS DA PESQUISA

1 Escolha do Tema
Nesta etapa você deverá responder à pergunta: O que pretendo abordar? O tema é um aspecto ou uma área de interesse de um assunto que se deseja provar ou desenvolver. Escolher um tema significa eleger uma parcela delimitada de um assunto, estabelecendo limites ou restrições pára o desenvolvimento da pesquisa pretendida.A definição do tema pode surgir com base na sua observação do cotidiano, na vida profissional, em programas de pesquisa,em contato e relacionamento com especialistas, no feedback de pesquisas já realizadas e em estudo da literatura especializada. A escolha do tema de uma pesquisa, em um Curso de Pós-Graduação, está relacionada à linha de pesquisa à qual você está vinculado ou à linha de seu orientador.
2 Revisão de Literatura
Nesta fase você deverá responder às seguintes questões: quem já escreveu e o que já foi publicado sobre o assunto, que aspectos já foram abordados, quais as lacunas existentes na literatura. Pode objetivar determinar o estado da arte, ser uma revisão teórica, ser uma revisão empírica ou ainda ser uma revisão histórica. A revisão de literatura é fundamental, porque fornecerá elementos pára você evitar a duplicação de pesquisas sobre o mesmo enfoque do tema. Favorecerá a definição de contornos mais precisos do problema a ser respondido.
3 Justificativa
Nesta etapa você irá refletir sobre o porquê da realização da pesquisa procurando identificar as razões da preferência pelo tema escolhido e sua importância em relação a outros temas. Pergunte a você mesmo: o tema é relevante e, se é, por quê? Quais os pontos positivos que você percebe na abordagem proposta? Que vantagens e benefícios você pressupõe que sua pesquisa irá proporcionar? A justificativa deverá convencer quem for ler o projeto, com relação à importância e à relevância da pesquisa proposta.

4 Fórmulação do Problema
Nesta etapa você irá refletir sobre o problema que pretende resolver na pesquisa, se é realmente um problema e se vale a pena tentar encontrar uma solução pára ele. A pesquisa científica depende da fórmulação adequada do problema, isto porque objetiva buscar sua solução.

6 Metodologia
Nesta etapa você irá definir onde e como será realizada a pesquisa. Definirá o tipo de pesquisa, a população (universo da pesquisa), a amostragem, os instrumentos de coleta de dados e a forma como pretende tabular e analisar seus dados. População (ou universo da pesquisa) é a totalidade de indivíduos que possuem as mesmas carácterísticas definidas pára um determinado estudo. Amostra é parte da população ou do universo, selecionada de acordo com uma regra ou plano.

7 Coleta de Dados
Nesta etapa você fará a pesquisa de campo propriamente dita. Pára obter êxito neste processo, duas qualidades são fundamentais: a paciência e a persistência.

8 Tábulação e Apresentação dos Dados
Nesta etapa você poderá lançar mão de recursos manuais ou computacionais pára organizar os dados obtidos na pesquisa de campo. Atualmente, com o advento da informática, é natural que você escolha os recursos computacionais pára dar suporte à elaboração de índices e cálculos estatísticos, tabelas, quadros e gráficos.

9 Análise e Discussão dos Resultados

Nesta etapa você interpretará e analisará os dados que tabulou e organizou na etapa anterior. A análise deve ser feita pára atender aós objetivos da pesquisa e pára comparar e confrontar dados e provas com o objetivo de confirmar ou rejeitar a(s) hipótese(s) ouP os pressupostos da pesquisa.

10 Conclusão da Análise e dos Resultados ObtidosP

Nesta etapa você já tem condições de sintetizar os resultados obtidos com a pesquisa. Deverá explicitar se os objetivos foram atingidos, se a(s) hipótese(s) ou os pressupostos foram confirmados ou rejeitados. E, principalmente, deverá ressaltar a contribuição da sua pesquisa pára o meio acadêmico ou pára o desenvolvimento da ciência e da tecnologia.

11 Redação e AprPesentação do Trabalho Científico

Nesta etapa o pesquisador deverá redigir seu relatório de pesquisa: dissertação ou tese. O texto deverá ser escrito de modo apurado, isto é, gramaticalmente correto, fraseologicamente claro, terminologicamente preciso e estilisticamente agradável. Normas de documentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) deverão ser consultadas visando à padronização das indicações bibliográficas e a apresentação gráfica do texto. Normas e orientações do próprio Curso de Pós-Graduação também deverão ser consultadas.

Considerações finais

As etapas aqui identificadas e as orientações feitas deverão servir de guia à elaboração de sua pesquisa e não como uma camisa-de-força. Portanto, não devem impedir sua criatividade ou causar entraves à elaboração da pesquisa. A intenção deste roteiro é fornecer a você orientações básicas à elaboração de uma investigação científica

REVISÃO DE LITERATURA

A revisão de literatura em um trabalho de pesquisa pode ser realizaPda com os seguintes objetivos:
·determinação do estado da arte: o pesquisador procura mostrar através da literatura já publicada o que já sabe sobre o tema, quais as lacunas existentes e onde se encontram os principais entraves teóricos ou metodológicos;
·revisão teórica: você insere o problema de pesquisa dentro de um quadro de referência teórica pára explicá-lo. Geral-mente acontece quando o problema em estudo é gerado por uma teoria, ou quando não é gerado ou explicado por uma teoria particular, mas por várias;
·revisão empírica: você procura explicar como o problema vem sendo pesquisado do ponto de vista metodológico procurando responder: quais os procedimentos normalmente empregados no estudo desse problema? Que fatores vêm afetando os resultados? Que propostas têm sido feitas pára explicá-los ou controlá-los? Que procedimentos vêm sendo empregados pára analisar os resultados? Há relatos de manutenção e generalização dos resultados obtidos? Do que elas dependem?;
revisão histórica: você busca recuperar a evolução de um conceito, tema, abordagem ou outros aspectos fazendo a inserção dessa evolução dentro de um quadro teórico de referência que expliq

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