Guia Completo de Microeconomia e Macroeconomia

Classificado em Economia

Escrito em em português com um tamanho de 7,46 KB

Elasticidade

O conceito de elasticidade em economia se baseia na definição do que é elástico. Quando falamos que algo é elástico, entendemos que ele estica ou cede facilmente quando pressionado por uma força. Em economia, uma variável é elástica quando muda acentuadamente sob a influência de outra variável. Quanto maior for a sensibilidade da variável dependente em função das variações na variável independente, mais elástica será a função. Pode-se falar em várias elasticidades.

Elasticidade-preço da demanda

É a razão entre a variação percentual da quantidade demandada e a variação percentual no preço do próprio bem. Matematicamente tem-se:

%IMAGE_1%

Se a taxa de variação for considerada infinitesimal, %IMAGE_2% e a elasticidade pode ser representada por:

%IMAGE_3%

A elasticidade medida do ponto A para o ponto B é diferente da elasticidade medida do ponto B para o ponto A. Essa medida de elasticidade dentro de um intervalo de A para B é chamada de elasticidade arco. Para evitar o problema da diferença da elasticidade calculada de A para B e de B para A, para as mesmas variações, pode-se medir a elasticidade num ponto médio entre A e B, calculando-se o ponto médio %IMAGE_4% e %IMAGE_5% e substituindo na equação da elasticidade tem-se:

%IMAGE_6%

%IMAGE_7%

Como o preço e a quantidade variam em sentido inverso, surgirá um sinal negativo e, por isso, a elasticidade é indicada em módulo, ou simplesmente ignorando-se o sinal negativo.

%IMAGE_8%

Quando a variação na quantidade é alta em relação à variação de preço, diz-se que o bem é elástico. Quando a elasticidade é igual a 1, diz-se que ela é unitária. Elasticidade entre 0 e 1 caracteriza um bem inelástico, ou de baixa elasticidade.

Pela fórmula da elasticidade acima, pode-se verificar que ela varia de 0 a %IMAGE_9%, passando pelo ponto 1, que é importante, pois acima dele não interessa ao vendedor elevar o preço, pois teria redução de receita. %IMAGE_10% é uma elasticidade limite para a elevação de preço da empresa que pretenda elevar sua receita através da majoração de preços.

%IMAGE_11%

Variáveis que afetam a demanda:

  • Essencialidade do bem;
  • Influência dos gastos com o bem sobre a renda do consumidor;
  • Número de usos do bem;
  • Número de bens substitutos e grau de sustentabilidade;
  • Ponto da curva de demanda em que se encontra o preço do bem.

Elasticidade-preço da oferta

Mede a resposta dos produtores frente às variações de preços. É definida como a razão entre a variação percentual das quantidades ofertadas e a variação percentual dos preços de mercado. O sinal será sempre positivo pelo fato de que o preço e a quantidade variam na mesma direção.

%IMAGE_12%

Elasticidade-renda

Mede a sensibilidade do consumo de um bem frente às variações na renda dos consumidores. É definida pela relação entre as variações percentuais nas quantidades consumidas do bem e a variação percentual na renda do consumidor.

%IMAGE_13%

A elasticidade-renda pode ser positiva ou negativa. Dependendo do valor absoluto e do sinal, a elasticidade-renda define um tipo de bem que pode ser superior, normal ou inferior. Os bens ditos inferiores geralmente são de consumo essencial e relativamente baratos, como feijão e arroz.

%IMAGE_14% %IMAGE_15% %IMAGE_16%

Elasticidade-preço cruzada ou mista

Mede a sensibilidade no consumo de um bem X influenciada pela variação no preço de um bem Y. Ela é definida pela relação entre a variação percentual no consumo do bem X e a variação percentual no preço do bem Y.

%IMAGE_17%

Conforme o sinal da elasticidade-preço cruzada, os bens X e Y são classificados como substitutos ou complementares. Substitutos são usados com a mesma finalidade (ex: manteiga e margarina). Bens complementares são aqueles cujo uso de um implica no uso do outro (ex: café e açúcar).

%IMAGE_18% %IMAGE_19% %IMAGE_20%

A análise sobre bens complementares e substitutos também pode ser realizada através de derivadas parciais. Suponha que %IMAGE_21% unidades de um produto e %IMAGE_22% unidades de um segundo produto sejam vendidas quando os preços unitários são %IMAGE_23%. É razoável esperar que as demandas diminuam enquanto os preços aumentam, de modo que %IMAGE_24%.

No caso de produtos substitutos, a demanda de um bem aumenta quando o preço do outro aumenta e, portanto, %IMAGE_25%. No caso de produtos complementares, a demanda de um produto diminui quando o preço do outro aumenta e, portanto, %IMAGE_26%.

Microeconomia

A Microeconomia estuda o comportamento do consumidor e da unidade produtora (agentes econômicos) isoladamente. É dividida em Teoria do Consumidor e Teoria da Empresa.

A utilidade de um bem ou serviço é sua capacidade de satisfazer necessidades. O consumidor racional busca maximizar sua utilidade dentro de um orçamento limitado, escolhendo uma cesta de mercadorias.

Teoria do Consumidor

O consumidor está em equilíbrio quando maximiza sua satisfação, dado o seu nível de renda.

Teoria Cardinal

Parte da hipótese de que as utilidades são mensuráveis (em "utis"), aditivas e independentes. Críticas: a subjetividade da mensuração e a falha na propriedade aditiva (bens consumidos juntos podem ter utilidade maior).

Teoria Ordinal

Também chamada de teoria moderna, dispensa a mensurabilidade e foca na comparação de cestas de bens. É considerada mais realista e prevalece nos estudos atuais.

Teoria Elementar da Produção

Foca no lado da oferta. Define firma como unidade técnica de produção. Os fatores de produção principais são trabalho e capital.

A Função de Produção

É a relação técnica entre fatores e produto: %IMAGE_29%, onde %IMAGE_30% é a quantidade produzida, %IMAGE_31% o trabalho e %IMAGE_32% o capital.

Custo, Receita e Lucro

O lucro (%IMAGE_35%) é a diferença entre a receita (%IMAGE_34%) e os custos (%IMAGE_33%).

  • Se %IMAGE_36%, lucro positivo (viável);
  • Se %IMAGE_37%, ponto de equilíbrio;
  • Se %IMAGE_38%, prejuízo (inviável).

Macroeconomia

A Macroeconomia analisa o desempenho global da economia através da contabilidade nacional. Mede-se a produção pelas óticas do produto, da renda e da despesa. Identidade fundamental: Renda = Produto.

Principais Agregados Macroeconômicos

  • PIB: Soma dos bens e serviços finais produzidos dentro das fronteiras geográficas.
  • PIL: PIB a custo de fatores menos a depreciação.
  • PNL: PIL a custo de fatores menos renda enviada ao exterior, mais renda recebida do exterior.
  • Renda Pessoal Disponível: Renda pessoal menos impostos diretos.

Distribuição de Renda

A distribuição pode ser analisada de forma inter-regional (entre regiões), per capita (por habitante) ou funcional (entre fatores de produção: trabalho e capital).

Entradas relacionadas: