Guia Completo: Sistema Predial de Esgotos Sanitários

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O Sistema Predial de Esgotos Sanitários

A instalação predial de esgotos é o conjunto de aparelhos sanitários, canalizações e dispositivos destinados a coletar e afastar da edificação as águas servidas por fins higiênicos, encaminhando-as ao destino adequado. Essas instalações regem-se pela NBR 8160/83 - Instalação predial de esgoto sanitário.

Componentes e Características do Sistema

Uma instalação de esgotos pode ser descrita, de maneira simplificada, como um sistema que se inicia num aparelho sanitário (lavatório), do qual a água servida passa para uma tubulação (ramal de descarga), que deságua numa caixa sifonada.

1. Desconectores e Caixas

O desconector é um dispositivo provido de fecho hídrico, destinado a vedar a passagem de gases e insetos, como os sifões e as caixas sifonadas.

  • Sifão: Dispositivo que recebe efluentes do esgoto sanitário, impedindo o retorno de gases, graças ao fecho hídrico.
  • Caixa sifonada: Dispositivo desconector destinado a receber efluentes do ramal de descarga e águas de lavagem de piso, encaminhando-as ao ramal de esgoto.
  • Fecho hídrico: É a camada líquida convenientemente disposta num desconector, destinada a vedar a passagem de gases e de insetos. A altura mínima deve ser 50 mm (5 cm). Nota: O fecho hídrico, por melhor que projetado e instalado, pode ser afetado e ter sua função comprometida com a redução de sua altura.
  • Caixa de passagem: Caixa destinada a receber águas de lavagem de pisos ou efluentes de tubulação secundária, podendo ter grelha ou tampa cega, conforme sua destinação.
  • Caixa ou ralo seco: Caixa destinada a receber águas provenientes de piso (chuveiro). O ralo tem entrada somente pela parte superior (grelha) e uma saída, na lateral ou no fundo, a qual deve se ligar a uma caixa sifonada para a devida proteção, por não ser dotado de sifão.

2. Ramal de descarga

Tubulação que recebe efluentes diretamente dos aparelhos sanitários, sendo, portanto, uma tubulação secundária de esgoto, com exceção do ramal de descarga das bacias sanitárias, que pode ser considerado tubulação primária.

3. Ramal de esgoto

Tubulação destinada a receber efluentes dos ramais de descarga, a partir das caixas sifonadas, sendo, portanto, uma tubulação primária de esgoto.

4. Tubo de queda

Tubulação vertical que recebe os efluentes do ramal de esgoto, ramal de descarga e subcoletores, devendo ser instalada num único alinhamento reto, preferencialmente, evitando-se desvios.

5. Caixa retentora de gordura

Também denominada simplesmente caixa de gordura, é um dispositivo para separar e reter materiais gordurosos indesejáveis, impedindo-os de serem encaminhados às tubulações. As razões para o uso da caixa de gordura são:

  • Evitar entupimentos da rede predial de esgotos por matérias graxas presas às paredes internas das tubulações, reduzindo o seu diâmetro útil;
  • Facilitar a manutenção do sistema;
  • Aumentar a vida útil do sumidouro, caso este seja usado;
  • Melhorar as condições da rede pública coletora de esgotos;
  • Impedir a passagem dos gases localizados na tubulação primária.

6. Caixa de inspeção

Adequadamente disposta para permitir mudanças de direção, limpeza e desobstrução das tubulações, possibilitando melhor fluxo dos efluentes.

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