Guia Completo das Principais Falácias Lógicas
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Principais Tipos de Falácias Lógicas
Falácia Ad Hominem (Ataque ao Homem)
Existem três formas principais desta falácia:
- Ad hominem (abusivo): Em vez de atacar uma afirmação, o argumento ataca a pessoa que a proferiu.
- Ad hominem (circunstancial): Em vez de atacar uma afirmação, o autor aponta para as circunstâncias em que a pessoa se encontra.
- Tu quoque: Consiste em fazer notar que a pessoa não pratica o que diz.
Falácia do Recurso à Força (Ad Baculum)
Argumento que recorre a ameaças como meio de fazer aceitar uma afirmação. Baseia-se em ameaças explícitas ou implícitas ao bem-estar físico e psicológico: “As minhas opiniões estão corretas, porque mandarei prender quem discordar de mim.”
Apelo à Misericórdia (Ad Misericordiam)
Argumento que consiste em pressionar psicologicamente o auditório, desencadeando sentimentos de piedade ou compaixão: “Eu estudei desalmadamente durante as últimas semanas. Logo, o professor deve dar-me uma boa nota.”
Apelo à Ignorância (Ad Ignorantiam)
Argumento que consiste em refutar um enunciado porque ninguém provou que é verdadeiro, ou defendê-lo porque ninguém provou que é falso: “Nunca ninguém provou que há extraterrestres. Logo, não há extraterrestres.”
Falácia da Autoridade (Ad Verecundiam)
Argumento que pretende sustentar uma tese apelando a uma autoridade de reconhecido mérito, mas fora do seu campo de especialidade: “É falacioso defender a qualidade de uma marca de computadores afirmando que o futebolista X ou o ministro Y compraram um computador dessa marca.”
Falso Dilema
Argumento com forma lógica válida, mas que utiliza o operador proposicional "ou" para desviar a atenção da falsidade de uma proposição: “Ou concordas comigo ou não.”
Petição de Princípio
Argumento com forma lógica válida, mas que falha a prova de que a conclusão é verdadeira, pois a verdade da conclusão é pressuposta pelas premissas: “Dado que não estou a mentir, segue-se que estou a dizer a verdade.”
Boneco de Palha
Em vez de atacar o melhor argumento do opositor, ataca-se um argumento diferente, mais fraco ou tendenciosamente interpretado (distorcido ou caricaturado): “As pessoas que querem legalizar o aborto querem prevenção irresponsável da gravidez. Mas nós queremos uma sexualidade responsável. Logo, o aborto não deve ser legalizado.”
Bola de Neve
Argumento dedutivamente válido onde premissas apenas prováveis são apresentadas como certas e exageradas, escondendo que a conclusão é menos provável do que as premissas: “Se beberes um copo de vinho, vais beber dois. Se beberes dois, vais beber três… Logo, se beberes um copo de vinho, vais tornar-te alcoólico.”
Apelo à Popularidade
Forma de argumento que explora os sentimentos da audiência, baseando-se no princípio de que o que a maioria das pessoas considera verdadeiro, valioso e agradável, é, de facto, verdadeiro, valioso e agradável.