Guia Completo: O Processo de Auditoria e Planejamento
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Processo de Auditoria
Planejamento
Para alcançar os objetivos da auditoria, é necessário definir o que será feito, como será feito, quando deve ser executado e quem será o responsável por cada tarefa ou decisão.
O planejamento é a fase mais importante de qualquer teste. Ele é fundamental para garantir que os resultados alcancem os objetivos propostos. A intervenção da auditoria deve ser agendada para minimizar ao máximo o impacto na rotina de trabalho dos auditados.
Armadilhas de iniciar uma auditoria sem um cronograma:
- A. Ignorar áreas de auditoria importantes ou definir prazos que não permitem a realização de testes oportunos e apropriados.
- B. Identificação prematura de problemas significativos que afetam o cumprimento dos objetivos e metas fixados pelo Conselho de Administração.
Etapas da Fase de Planejamento
1. Conhecimento e entendimento da entidade
O auditor deve obter informações suficientes sobre o negócio do cliente, compreendendo os acontecimentos, controles e situações que impactam o plano estratégico da empresa. É necessário conhecimento sobre: tipo de negócio, produtos e serviços, características operacionais, métodos de produção, marketing e estrutura de controle interno.
O entendimento da entidade deve ser obtido por meio de visitas in loco, entrevistas, pesquisas, análise comparativa das demonstrações financeiras e análise SWOT.
2. Objetivos e Escopo da Auditoria
As metas indicam a finalidade da contratação da auditoria, visando informar a gerência sobre o estado real da empresa ou cumprir estatutos que exigem auditorias anuais para a tomada de decisão.
O escopo define a extensão do estudo: se examinará todas as demonstrações financeiras, apenas uma parte, um grupo de contas (ex: Ativo Fixo) ou uma conta específica (ex: Contas a Receber ou Caixa). Também define o período em análise (um ano, um mês, uma semana ou vários anos).
3. Análise preliminar de Controle Interno
Esta análise é de vital importância, pois seu resultado determinará a natureza, a extensão e o cronograma dos procedimentos de auditoria a serem utilizados.
4. Análise de Risco e Materialidade
O Risco de Auditoria é a possibilidade de o auditor expressar uma opinião errônea devido a distorções materiais ou regulatórias.
- Risco Inerente: Possibilidade de distorções nas informações, independentemente da eficácia dos controles internos.
- Risco de Controle: Possibilidade de que os controles internos existentes não previnam ou detectem falhas nos sistemas.
- Risco de Detecção: Relaciona-se ao trabalho do auditor e à falha dos procedimentos em detectar erros existentes.
Fórmula: AR = IR x CR x DR
A Materialidade (ou importância relativa) é o erro monetário máximo que pode existir no saldo de uma conta sem afetar substancialmente as demonstrações financeiras.
5. Planejamento da auditoria específica
Deve-se desenvolver um plano técnico e administrativo para cada auditoria, incluindo cálculos de custos, composição da equipe e horas-homem.
6. Desenvolvimento de programas de auditoria
Cada membro da equipe deve seguir um programa de execução com objetivos e procedimentos específicos para sua área de atuação (ex: programa para auditoria de caixa, programa para contas a receber, etc.).
Execução
Nesta fase, realizam-se testes e análises das demonstrações financeiras para determinar sua razoabilidade. O processo envolve a coleta de evidências suficientes, competentes e relevantes para fundamentar as observações e garantir o sucesso da auditoria.