Guia Completo de Vias de Administração de Fármacos

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Via Enteral: Bucal

Administração de fármacos com efeitos locais. Os fármacos estão, geralmente, associados a compostos que proporcionem maior aderência para compensar a ação diluidora da saliva.

  • Formas Farmacêuticas: soluções, géis, colutórios, orabases, dentifrícios, etc.
  • Métodos de Administração: fricção, instilação, irrigação, aerossol e bochechos.

Via Enteral: Sublingual

Utiliza a mucosa sublingual, ricamente vascularizada, e o epitélio pouco espesso para a absorção de fármacos com efeito sistêmico.

  • Veias linguais ⇒ circulação sistêmica.
  • Evita o metabolismo de primeira passagem.
  • Formas Farmacêuticas: comprimidos para dissolução sublingual.

Vantagens

  • Fácil acesso e aplicação;
  • Circulação sistêmica e latência curta;
  • Ideal para emergências;
  • Não requer deglutição;
  • Evita interferências do suco gástrico.

Desvantagens

  • Inadequado para pacientes inconscientes;
  • Irritação da mucosa;
  • Dificuldade em pediatria;
  • Baixa disponibilidade de formas farmacêuticas no mercado.

Via Enteral: Retal

Aplicação retal de medicamentos para efeitos locais ou sistêmicos. Utilizada principalmente em pacientes com vômitos ou crianças. Oferece proteção parcial, pois 50% da drenagem venosa é feita para o fígado (circulação porta-hepática).

  • Formas Farmacêuticas: soluções, suspensões, supositórios e enemas.
  • Vantagens: Circulação sistêmica, pacientes não colaboradores (semi-conscientes, vômitos) e impossibilidade das vias oral ou parenteral.
  • Desvantagens: Lesão da mucosa, incômodo, expulsão e absorção irregular/incompleta.

Administração Parenteral

Requer material e soluções estéreis.

Via Parenteral Direta: Intravenosa (IV)

Propicia efeito imediato com biodisponibilidade de 100%. Não ocorre absorção, apenas distribuição.

  • Indicações: Emergências médicas, doenças graves, baixa perfusão periférica (choque), infusão de substâncias irritantes ou grandes volumes.
  • Inconvenientes: Necessita pessoal treinado e assepsia, causa desconforto, menor segurança (risco de toxicidade, flebite, infecção, trombose).
  • Vantagens: Efeito imediato, controle da dose, grandes volumes, ajuste de posologia.

Via Parenteral Direta: Intramuscular (IM)

A absorção depende do fluxo sanguíneo local e do grupo muscular. Volume máximo de 4 mL (3 mL para o deltoide).

  • Efeitos Adversos Locais: Dor, dano tecidual, hematoma, abcessos, reações alérgicas.
  • Vantagens: Efeito rápido com segurança, via de depósito (efeitos sustentados).
  • Desvantagens: Dolorosa, não suporta grandes volumes, absorção variável conforme a formulação (aquosa vs. oleosa).
  • Recomendações: Aspirar antes da aplicação, assepsia, posição perpendicular da agulha. Auxílio na absorção: calor/massagem; Retardamento: gelo.

Via Parenteral Direta: Subcutânea (SC) e Submucosa

Utilizada para liberação de pequenas e constantes quantidades de fármacos.

  • Desvantagens: Inadequada para grandes volumes (máx. 0,5 a 2 mL) e substâncias irritantes.
  • Inconvenientes: Dor local, abcessos, infecções, fibroses.
  • Complicação: Fenômeno de Arthus (formação de nódulos por injeções repetidas).

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