Guia de Controle de Qualidade e Ensaios de Comprimidos

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Questão 1: Análise de Peso Médio

Peso médio: 250 mg - 7,5% = 231,75 mg (mínimo aceitável); 250 mg + 7,5% = 268,75 mg (máximo aceitável).

Introdução: O ensaio de peso médio garante a uniformidade de dose e a segurança dos comprimidos, conforme a Farmacopeia Brasileira.

Desenvolvimento: Para comprimidos de 250 mg, aceita-se uma variação de ±7,5%, com no máximo duas unidades fora do limite e nenhuma acima de ±15%. Apenas um comprimido (230 mg) ficou fora da faixa, sem ultrapassar o limite extremo.

Conclusão: O lote está conforme, pois atende aos critérios estabelecidos.

Questão 2: Ensaios de Qualidade (500 mg)

Dados da questão: 500 mg. Cálculo: 500 mg - 5% = 475 mg (mínimo aceitável); 500 mg + 5% = 525 mg (máximo aceitável).

Introdução: Os ensaios de peso médio, friabilidade e desintegração são essenciais para avaliar a qualidade, segurança e eficácia de comprimidos.

Desenvolvimento: No teste de peso médio, três comprimidos apresentaram valores fora da faixa permitida de ±5%, excedendo o máximo de duas unidades, o que reprova o lote nesse ensaio. No teste de friabilidade, o resultado de 1,2% está dentro do limite máximo de 1,5%, sendo considerado conforme. Já no ensaio de desintegração, apenas 15 dos 18 comprimidos testados desintegraram no tempo estabelecido, enquanto o mínimo exigido é de 16, caracterizando reprovação. Essas falhas indicam possíveis problemas na uniformidade de dose e na liberação do fármaco.

Conclusão: Assim, o lote deve ser reprovado, pois não atende aos critérios de peso médio e desintegração, comprometendo a qualidade do produto final.

Questão 3: Garantia da Qualidade

Análise: A Garantia da Qualidade assegura a segurança, eficácia e conformidade dos produtos farmacêuticos.

Desenvolvimento: O lote apresentou falhas críticas: teor abaixo do mínimo, impureza acima do limite, uso de equipamento descalibrado, matéria-prima com lacre violado e desvio de temperatura, comprometendo a qualidade e a segurança do produto.

Conclusão: Diante das não conformidades, o lote deve ser reprovado por não atender aos padrões exigidos.

Questão 4: Teste de Dissolução

Análise / Introdução: O teste de dissolução é essencial para avaliar a liberação do fármaco, sendo um indicador direto da biodisponibilidade do medicamento.

Desenvolvimento: De acordo com os dados apresentados, todas as unidades testadas apresentaram percentual de dissolução inferior a 80% no estágio E1 (reprovado). No estágio E2 (aprovado), os valores demonstraram que os comprimidos liberaram quantidade adequada do princípio ativo dentro do tempo especificado.

Conclusão: Portanto, o lote encontra-se em conformidade com o teste de dissolução no estágio 2, atendendo aos critérios estabelecidos pela Farmacopeia.

Questão 5: Cálculo de Média e DPR (Desvio Padrão Relativo)

Cálculo: Calcule a média do DPR: soma-se todos os comprimidos e depois divide-se pela quantidade para achar a média. Exemplo: Total de 10 comprimidos deu 610 ÷ 10 = 61 (média).

Subtraia a média de cada comprimido e eleve ao quadrado (x²). Some o total e divida pelo número de amostras menos um (n-1). Tire a raiz quadrada. Exemplo: 81 + 36 + 1 + 9 + 1 + 16 + 49 + 81 + 16 + 4 = 294 ÷ 9 = 32,67.

Raiz quadrada de 32,67 = 5,71. Cálculo final: (5,715 x 100) ÷ 61 = 9,36%.

Questão 5 (Continuação): Análise de Dureza

Introdução: A dureza dos comprimidos é um parâmetro importante que influencia diretamente na desintegração e dissolução do medicamento.

Desenvolvimento: A média de dureza encontrada foi de aproximadamente 61 N, próxima ao valor desejado. No entanto, o desvio padrão relativo (DPR) foi de cerca de 8,98% (ou 9,36% conforme cálculo anterior), acima do limite máximo de 5%, indicando alta variabilidade entre as unidades. Essa variação pode resultar em comprimidos mais duros, que apresentam maior resistência à desintegração, dificultando a liberação do fármaco no meio de dissolução.

Conclusão: Assim, a alta variabilidade da dureza pode justificar a falha observada no teste de dissolução, comprometendo o desempenho do medicamento.

O que pode alterar resultados nas matérias-primas?

1. Peso Médio

  • Má mistura do pó (falta de homogeneidade);
  • Problemas na compressão (má regulagem da máquina);
  • Fluxo irregular do granulado;
  • Variação no enchimento da matriz.

2. Dureza

  • Força de compressão inadequada (baixa ou alta);
  • Quantidade de ligante (aglutinante);
  • Umidade do granulado;
  • Tipo e quantidade de excipientes.

3. Friabilidade

  • Baixa dureza;
  • Pouco ligante na formulação;
  • Compressão insuficiente;
  • Granulação mal feita.

4. Desintegração

  • Excesso de ligante (retarda o processo);
  • Pouco desintegrante;
  • Compressão muito forte;
  • Revestimento inadequado;
  • Umidade.

5. Dissolução

  • Problemas na desintegração;
  • Tamanho de partícula do fármaco;
  • Excipientes (lubrificantes em excesso, ex: estearato de magnésio);
  • Dureza elevada;
  • Formulação mal desenvolvida.

✅ Resumo Geral: Os resultados no Controle de Qualidade (CQ) podem ser alterados por falhas na formulação, mistura, granulação, compressão, escolha de excipientes e condições de processo, impactando diretamente a qualidade, eficácia e segurança do medicamento.

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