Guia de Diagnóstico e Patogenia em Doenças Animais

Classificado em Medicina e Ciências da Saúde

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1. Diagnóstico por PCR

O diagnóstico correto é fundamental para o tratamento. A PCR ocorre em três etapas: desnaturação (separação da hélice dupla), anilhamento (ligação dos primers às bases complementares) e extensão (síntese da nova cadeia pela DNA polimerase).

2. Metodologias Diagnósticas

Existem dois métodos principais:

  • Direto: Identifica o patógeno (bactérias, vírus, fungos) via cultivo celular ou microscopia eletrônica.
  • Indireto: Identifica anticorpos via ELISA, Soro-Neutralização ou IDGA.

3. Sorologia Pareada

Método que consiste em testar o soro do mesmo animal em um intervalo de 15 a 20 dias para monitorar a evolução da resposta imunológica ou nível de infecção.

4. Mastite Bovina

A mastite é uma resposta inflamatória do tecido mamário, frequentemente associada ao Streptococcus agalactiae.

5. Teste CMT (California Mastitis Test)

O CMT identifica a presença de células somáticas que reagem com o reagente do teste, sendo utilizado para o diagnóstico de mastite subclínica.

6. Tratamento da Mastite

O tratamento é essencial. O teste da Caneca de Fundo Preto detecta a mastite clínica, enquanto a cultura bacteriana e o antibiograma são indicados para mastite clínica e subclínica.

7. Patogenia da Brucella abortus

Via oral → fagocitose → ativação dos macrófagos → tropismo para a placenta → aborto nas primeiras gestações.

8. Fator de Crescimento

O hormônio/composto associado é o Eritritol.

9. Brucelose: Zoonose de Importância Econômica

A Brucella abortus é a principal causa em bovinos e humanos no Brasil. A Brucella melitensis é a mais patogênica para humanos, sendo considerada uma doença ocupacional.

10. Programa de Controle e Erradicação

Testes utilizados: AAT, 2-ME, FPA, FC, TCS, TPC e TCC.

11. Tratamento da Campilobacteriose

Repouso sexual das fêmeas por três ciclos e infusão de 5g de di-hidroestreptomicina no prepúcio (1º e 3º dia) em touros.

12. Patogenia da Tuberculose Bovina

A infecção inicia-se pela via oral. A bactéria resiste à fagocitose e entra em estado latente. A disseminação causa destruição de macrófagos e ativação de linfócitos T, resultando em granulomas (necrose caseosa e calcificação).

13. Anemia Infecciosa Equina (AIE)

Para identificar a presença de anticorpos, utiliza-se o teste de IDGA.

14. Mormo (Burkholderia mallei)

Doença que afeta principalmente o sistema respiratório, podendo causar infecções crônicas nos pulmões e linfonodos, com disseminação para fígado e baço.

15. Patogenia da AIE

Porta de entrada → replicação → disseminação (fígado, baço, linfonodos, pulmões, rins, adrenais) → destruição de macrófagos → viremia, complexos antígeno-anticorpo e febre.

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