Guia de Equoterapia: Técnicas, Equipamentos e Patologias
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Estrutura da Sessão
- 1ª etapa: Aproximação – “O cuidar do animal”
- 2ª etapa: Montaria – “Objetivo”
- 3ª etapa: Desfecho – “Início, meio e fim”
Seleção dos Equipamentos
- Sela: Movimento, estímulos, estabilidade e segurança.
- Manta: Mudanças de decúbito, montaria dupla e instabilidade.
- Estribo: Estabilidade (sempre); alguns exercícios sem estribo.
Seleção do Trajeto
- Subida: Abdominal.
- Descida: Paravertebrais.
- “S”: Coordenação motora e equilíbrio.
- Círculo: A mais utilizada.
Tipo de Solo
- Areia: Absorção de impactos.
- Grama, Asfalto e Terra Batida: Mais impacto – cuidado com a osteoporose.
Pistas e Objetivos
- Transpistar: Espasticidade, dissociação de cinturas, coordenação motora e transferência de peso.
- Sobrepistar: Alinhamento corporal, controle de cabeça e tronco.
- Antepistar: Equilíbrio, hipotonia e força muscular.
Fases do Desenvolvimento Motor
Mobilidade I
Caracteriza-se pela aquisição da mobilidade funcional. Com o progresso do desenvolvimento, o controle da mobilidade funcional passa do âmbito reflexo para o voluntário.
Estabilidade II
Capacidade de manter uma posição constante em relação à gravidade.
- Equilíbrio Estático: As reações de endireitamento e equilíbrio contribuem para a capacidade de manutenção da posição corporal.
Habilidade IV
Caracterizada por um movimento coordenado, evidenciado pela função motora distal superposta à estabilidade proximal. A estabilidade dinâmica do tronco e articulações proximais é mantida durante as atividades, permitindo a interação com o meio ambiente.
Mecanorreceptores Articulares
- Tipo I (Corpúsculos de Golgi-Mazzoni): Encapsulados, localizados na camada externa da cápsula articular fibrosa.
- Tipo II (Corpúsculos de Pacini): Localizados na cápsula articular fibrosa.
- Tipo III (Corpúsculos de Ruffini): Finamente encapsulados, confinados aos ligamentos intrínsecos e extrínsecos.
- Tipo IV (Terminações nervosas livres): Desencapsulados, encontrados nos coxins gordurosos e por toda a cápsula articular.
Distrofia Muscular de Duchenne (DMD)
Causada por mutações no gene DMD, localizado no braço curto do cromossomo X. A distrofina é uma proteína intracelular associada ao sarcolema, expressa em abundância nos músculos lisos, esqueléticos, cardíacos e em alguns neurônios.
Ela forma um complexo distrofina-glicoproteínas que atua na regulação da permeabilidade da membrana celular e estabilidade do sarcolema durante a contração muscular. Sua ausência ou redução interfere no complexo proteico que atua na regeneração do tecido muscular.
Quadro Clínico
A distrofina é uma proteína intracelular associada ao sarcolema que se expressa predominantemente em abundância nos músculos esqueléticos, cardíacos, lisos e em alguns neurônios.