Guia de Farmacologia: Vias de Administração e Conceitos
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Conceitos Fundamentais em Farmacologia
- Fitoterápicos: Medicamentos que empregam exclusivamente matérias-primas vegetais com finalidade profilática, curativa, paliativa ou diagnóstica.
- Veículo Farmacológico: Meio em que a droga se encontra dispersa.
- Forma Farmacêutica: Apresentação da droga para uso (ex: comprimidos, cápsulas, drágeas, injetáveis, líquidos, pomadas ou cremes).
- Dose: Quantidade de droga administrada.
- Biodisponibilidade: Fração do fármaco administrado que atinge a circulação sistêmica.
- Bioequivalência: Quando um fármaco pode ser substituído por outro sem consequências clínicas adversas.
- Tempo de Meia-Vida (t½): Tempo necessário para que a concentração plasmática do fármaco reduza em 50%. Utilizado para o cálculo da posologia.
- Especificidade: Reciprocidade entre substâncias e ligantes (a substância liga-se apenas a alvos específicos).
Vias de Administração de Drogas
As vias dividem-se conforme o local de absorção e o objetivo do efeito (local ou sistêmico):
- Uso Interno: Ingestão de drogas.
- Uso Externo: Administração sem ingestão.
- Enteral: O fármaco entra em contato com o trato digestivo (sublingual, oral, bucal e retal).
- Parenteral: Não utiliza o tubo digestório (injeção, cutânea, respiratória, conjuntival, etc.).
Classificação das Vias
- Parenterais Diretas: EV (intravenosa), IM (intramuscular), subcutânea, intra-arterial, intraperitoneal, intratecal, peridural.
- Parenterais Indiretas: Cutânea, respiratória, conjuntival, rino e orofaríngea, geniturinária.
- Enterais: Oral, bucal, sublingual, retal.
Dinâmica de Absorção
- Via Oral: Estômago/Intestino → Circulação Porta Hepática → Circulação Sistêmica.
- Inalação: Pulmões → Coração → Circulação Sistêmica.
- Via IM: Músculo → Circulação Geral.
- Via EV: Direta na circulação.
Detalhes das Vias Enterais
Via Oral
⇨ ESTÔMAGO/INTESTINO ⇨ CIRC. PORTA HEPÁTICO ⇨ CIRC. SISTÊMICA INALAÇÃO ⇨PULMÕES ⇨CORAÇÃO ⇨CIRC. SISTÊMICA VIA IM ⇨ MÚSCULO ⇨ CIRC. GERAL VIA EV ⇨ DIRETA NA CIRCULAÇÃO.
VIA ENTERAL: ORAL
• Consiste na administração pela boca de uma forma
farmacêutica que após a deglutição, chega até o TGI,
(estômago, intestino delgado, intestino grosso);
• Principal sítio de entrada para a circulação sistêmica é o
duodeno;
• Entra na circulação porta (drena o sg para o fígado) e passa
pelo fígado antes de ser distribuída pela circulação geral.
Vantagens:
• Via mais comum de administração;
• auto administração;
• baixo custo;
• atinge concentrações graduais (possibilidade de intoxicação)
• indolor e
• fácil aceitação pelo paciente. Desvantagens
•quando se desejam efeitos imediatos;
•drogas irritantes gástricas;
•metabolismo de primeira passagem (ou primeiro passo metabólico)
•formação de compostos não-absorvíveis com o conteúdo gástrico
•crianças e paciente inconscientes
• paciente com êmese (vômitos)
•fármacos com sabor desagradável VIA ENTERAL: BUCAL
• Administração de fármacos com efeitos locais.
• Os fármacos estão, geralmente associados, a compostos que
proporcionem maior aderência para compensar a ação diluidora da
saliva.
• Formas Farmacêuticas: soluções, géis, colutórios, orabases,
dentifrícios etc.
• Métodos de Administração: fricção, instilação, irrigação, aerossol
e bochecho. VIA ENTERAL: SUBLINGUAL
• é a utilização da mucosa sublingual, ricamente vascularizada, e do
epitélio pouco espesso para a absorção de fármacos para efeito
sistêmico. • Formas Farmacêuticas: comprimidos para serem colocados abaixo
da língua e dissolvidos pela saliva. VANTAGENS - facil acesso e aplicacao, circulacao sistemica, nao engolir o medicamento. Formas farmacêuticas: comprimidos, pastilhas. DESVANTAGENS - • Pacientes inconscientes
• Irritação da mucosa
• Dificuldade em pediatria