Guia de Lógica, Falácias e Teoria do Conhecimento
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Regras do Silogismo
- O silogismo deve ter apenas três termos.
- O termo médio nunca pode aparecer na conclusão.
- O termo médio deve ser tomado universalmente pelo menos uma vez (pelo menos uma das premissas deve ser universal).
- Nenhum termo pode ter maior extensão na conclusão do que na premissa onde ocorre.
- De duas premissas afirmativas não se pode extrair uma conclusão negativa.
- De duas premissas negativas nada se pode concluir.
- De duas premissas particulares nada se pode concluir.
- A conclusão deve seguir a parte mais fraca.
Argumentos e Falácias
- Analogia: A é como B em X e Y. B é Z. Logo, A também é Z.
- Indutivos:
- Generalização: Todos os amendoeiros observados (A) são castanhos. Logo, todos os amendoeiros são castanhos.
- Previsão: Todos os amendoeiros observados até este momento são castanhos. Logo, todos os amendoeiros observados no futuro serão castanhos.
- Autoridade: X (uma fonte com obrigação de saber) diz A. Logo, A é verdade.
Falácias Informais
- Ad hominem: Atacar pessoalmente o opositor em vez das suas afirmações.
- Apelo à Ignorância: Ninguém provou que A é verdadeiro/falso. Logo, é falso/verdadeiro.
- Post hoc, ergo propter hoc: Quando A acontece, B acontece de seguida. Logo, A é causa de B.
- Petição de Princípio: A. Logo, A.
- Derrapagem: Se começares a fumar, terás um cancro, esse cancro levar-te-á à morte...
- Boneco de Palha: Distorcer a posição de alguém para a atacar mais facilmente.
- Falso Dilema: Reduzir as opções a apenas duas.
Correntes Filosóficas (Sofistas)
- Ceticismo: Negam a possibilidade de estabelecer conhecimento seguro.
- Relativismo: Põem em causa a universalidade e objetividade da verdade.
- Agnosticismo: Questionam o conhecimento acerca da existência e natureza dos deuses.
Análise Fenomenológica do Conhecimento
O conhecimento é uma relação entre um sujeito e um objeto.
- Relação Sujeito-Objeto: É uma correlação irreversível. O sujeito conhece o objeto; o objeto é conhecido pelo sujeito. Conhecer é representar na mente as características fundamentais de um objeto.
- Fases do ato de conhecer:
- O sujeito sai de si.
- Apreende as características do objeto.
- O sujeito regressa a si para construir o conhecimento.
Definição Tradicional de Conhecimento
. ( O conhecimento é crença verdadeira justificada )
Crença porque não se pode conhecer algo sem se acreditar no que se diz conhecer.
Verdadeira porque o que não é verdadeiro não pode ser objeto de conhecimento.
Justificada porque a crença verdadeira não pode ser uma simples opinião. Tem de haver boas razões e evidências a favor da verdade dessa crença.
Dúvida Cartesiana ( Metódica é um caminho para chegar à verdade, universal porque incide sobre todo o conhecimento Humano, provisória porque quando encontrada a verdade a dúvida desaparece, é hiperbólica porque ele duvida de tudo, sendo que chega a colocar a possibilidade da existência de um génio maligno que se diverte a fazer-nos crer que é verdade o que afinal seria mentira)
O papel de Deus no sistema filosófico Cartesiano ( Deus serve como um garante caso Descartes erre, porque segundo ele apenas Deus é perfeito.
a) Deus, sendo perfeito , não pode ser enganador. Enquanto perfeição, Deus é garantia da verdade das nossas ideias claras e distintas ( por exemplo, Penso, logo existo).
Se Deus é perfeito e criador do homem e da realidade, então é também o criador das verdades incontestáveis e o fundamento da certeza.
Segundo Descartes, é Deus que garante a adequação entre o pensamento evidente e a realidade, conferindo assim validade ao conhecimento.
Deus é a perfeição, ou seja, é o bem, a virtude , a eternidade, logo não poderá ser o autor do mal nem responsável pelos nossos erros.
Se Deus não existisse e não fosse perfeito, não teríamos a garantia da verdade dos conhecimentos produzidos pela razão, nem teríamos a garantia de que um pensamento claro e distinto corresponde a uma evidência, isto, é a uma verdade inconstetável. Se Deus não é enganador, então as nossas evidências racionais são absolutamente verdadeiras.
Os erros do ser humano resultam de um uso descontrolado da vontade, quando esta se sobrepõe à razão.
Erramos quando usamos mal a nossa liberdade e quando aceitamos como evidentes afirmações que o não são, então, Deus não é responsável pelos nossos erros mas é garantia das verdades alcançadas pela razão humana.