Guia de Manejo Agronômico: Trigo e Feijão

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01. A Importância da Disciplina de Culturas de Cereais e Fibras para a Agronomia

  • Aumento na produção de alimentos.
  • Participação no PIB brasileiro.
  • Disponibilidade de áreas para produção no Brasil.
  • Desenvolvimento de formas sustentáveis de produção, reduzindo impactos ambientais.
  • Aumento da produtividade.
  • Desenvolvimento de tecnologias.

02. Fases de Desenvolvimento do Trigo e Condições Climáticas

  • Germinação (4-5 dias): Condições hídricas.
  • Perfilhamento (15-20 dias): Condições hídricas e temperatura (15-20°C).
  • Elongação: Temperatura (20°C).
  • Espigamento: Condições hídricas/temperatura (18-24°C) e riscos de geadas.
  • Maturação: Condições hídricas e riscos de geadas.

03. Zoneamento Climático e Escalonamento de Cultivares no Trigo

  • O escalonamento consiste na utilização de diferentes cultivares de ciclos variados em diversas épocas de semeadura.
  • É indicado para reduzir os riscos causados por adversidades climáticas e viabilizar o seguro agrícola.
  • No início da época de semeadura, deve-se dar preferência às cultivares de ciclo tardio; as de ciclo precoce são indicadas para o final da época, visando reduzir o risco de geada na Região 1 (RS, SC e PR).

04. Planejamento da Cultura: Cálculo de Sementes

Cálculo para a região de Itapeva (SP):

  • Nº de sementes/m = 300 x 17 (cm) = 52 (98% de germinação).
  • kg/ha = 300 x 33 (g) = 101 (98% de germinação).

05. Vantagens do Sistema Plantio Direto (SPD)

  • Menor impacto na estrutura do solo.
  • Proteção contra erosão.
  • Produção de cobertura vegetal e aumento de matéria orgânica (MO).
  • Menor número de operações (aração e gradagem).
  • Evita a formação de pé de grade e pé de arado.

06. Adubação Nitrogenada e Fixação Biológica (FBN)

Prática: Inoculação de sementes com bactérias diazotróficas para suprir parte das exigências de nitrogênio. No trigo, utiliza-se o Azospirillum; no feijão, o Rhizobium.

07. Exigências Climáticas do Feijoeiro (15-29°C)

Temperaturas Elevadas:

  • Queda no número de grãos por vagem.
  • Aumento da concentração de etileno, provocando queda de folhas, flores e vagens.

Temperaturas Baixas:

  • Redução na formação de ramos laterais.
  • Abortamento de sementes e falhas na formação de estruturas reprodutivas.
  • Redução da germinação do grão de pólen e da taxa de fecundação.

08. Eficiência da FBN no Feijão

O Rhizobium apresenta menor eficiência na FBN comparado ao Bradyrhizobium da soja devido à maior competição das estirpes comerciais com as nativas. As estirpes nativas presentes no solo não apresentam alta eficiência na fixação, mas possuem alta capacidade de associação com as raízes do feijoeiro.

09. Competitividade do Feijoeiro

O feijoeiro não é considerado competitivo devido ao seu crescimento inicial lento, sistema radicular superficial, porte reduzido e metabolismo C3. Plantas daninhas (muitas vezes C4) apresentam melhores adaptações ao ambiente.

10. Cuidados no Manejo Químico

  • Rotação de moléculas químicas.
  • Uso das doses recomendadas.
  • Integração com outros métodos de manejo (Manejo Integrado).
  • Monitoramento da resistência de plantas e condições climáticas adequadas para aplicação.

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