Guia de Manejo Comportamental Infantil na Odontologia
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Manejo Comportamental da Criança no Consultório
- Abordagem inicial: Cumprimentar com tranquilidade, amizade e discrição, priorizando a criança antes dos pais. Converse utilizando afirmações em vez de perguntas. Evite contatos efusivos (beijos ou colo) para não gerar desconfiança. Observe detalhes como roupas e brinquedos para criar conexão.
- Cadeira odontológica: Solicite que a criança sente utilizando afirmações (ex: "Agora é hora de sentar"). Caso recuse, peça delicadamente aos pais que a auxiliem. Explique o funcionamento da cadeira e apresente os materiais que serão utilizados.
- Acordos: Estabeleça combinados claros e cumpra-os rigorosamente.
- Diálogo: Adapte o nível da conversa à idade, inteligência e nível de atenção da criança.
- Gestão do choro: O choro é uma reação normal de liberação de tensão. Mantenha o foco no atendimento, conforte a criança, mas reforce a importância do tratamento. Interprete a causa do choro.
- Ambiente odontológico: Apresente os equipamentos. Instrumentais que causam medo (seringas, agulhas, fórceps) não devem ficar expostos, mas também não devem ser escondidos.
- Comunicação e segurança: Combine um sinal (como levantar a mão esquerda) caso a criança queira falar. Mantenha-a em posição supina para facilitar o manuseio dos instrumentos fora do seu campo de visão. Evite palavras negativas como "sangue" ou "agulha".
- Gestão de sangue: Para evitar mal-estar, não peça para a criança cuspir. Remova o sangue discretamente com sugador e gaze.
- Organização: Mantenha o instrumental organizado para transmitir segurança aos pais e à criança, além de garantir agilidade e evitar ruídos excessivos ou acidentes.
- Agendamento: Evite horários de sono, logo após a escola ou consultas muito longas.
- Evolução do tratamento: A adaptação ocorre com o tempo. Se a dor for inevitável, seja honesto: "Vai incomodar um pouco, mas você é capaz de aguentar". Reforce a coragem da criança durante o procedimento.
- Segurança: A criança nunca deve ser abandonada sozinha na cadeira, para evitar riscos de acidentes e aumento do medo.