Guia de Melhoramento Genético: Autógamas e Alógamas

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1. A maioria dos métodos de melhoramento genético em autógamas preconiza a seleção de plantas em F₂, onde ocorre a segregação genética. Pergunta-se: é possível a seleção em F₁?
R: Sim, em reprodução assexuada, com utilização por meio de mitose, gerando células geneticamente idênticas à célula original.

2. Quando aplicamos a seleção em alógamas, embora praticada com base no fenótipo, na realidade, o que está sendo selecionado?
R: Estão sendo selecionados alelos ou gametas. A seleção em alógamas ocorre em populações com cerca de 95% de polinização cruzada e 5% de autofecundação, como, por exemplo, o milho.

3. No teste de progênie pelo método de espiga por fileira modificado, em qual fase ocorre a seleção entre e dentro das progênies?
R: Pode ser chamado de seleção entre e dentro de famílias de meios-irmãos, que é constituído por 4 etapas:

  • 1) Obtenção de progênies de meios-irmãos;
  • 2) Experimentação agrícola da progênie;
  • 3) Análise estatística por softwares, onde se seleciona entre as progênies;
  • 4) Recombinação com amostra de germoplasma, selecionando dentro.

4. Qual a diferença básica na combinação de híbridos para Capacidade Geral de Combinação (CGC) e para Capacidade Específica de Combinação (CEC)?
R: O testador. Na CGC, utilizam-se variedades e híbridos duplos com variabilidade genética ampla. Na CEC, utilizam-se linhagens e híbridos simples com variabilidade genética estreita para a seleção das melhores linhas.

5. No melhoramento de uma população alógama (milho), qual o tipo de seleção o melhorista deve escolher: interpopulacional ou intrapopulacional? Justifique a resposta.
R: Depende do objetivo final. Para baixo capital envolvido, utiliza-se a seleção intrapopulacional, visando a obtenção de variedades. Já com maior capital, utiliza-se a interpopulacional, visando a obtenção de híbridos.

6. Defina depressão por endogamia e carga genética.
R: Depressão por endogamia é a redução das médias obtidas através da autofecundação de indivíduos consanguíneos. Carga genética refere-se a alelos indesejáveis ou genes que prejudicam a produtividade, podendo levar à morte da planta.

7. Defina heterose.
R: É o aumento das médias de uma característica favorável através do cruzamento de indivíduos não consanguíneos e geneticamente distintos.

8. Defina Híbrido Simples (HS), Híbrido Triplo (HT) e Híbrido Duplo (HD).

  • Híbrido Simples: É o cruzamento de duas linhagens totalmente homozigotas; o F₁ é o resultado do cruzamento de linhas puras geneticamente distintas.
  • Híbrido Duplo: É o resultado do cruzamento de dois híbridos simples com F₁ induzido.
  • Híbrido Triplo: É o resultado do cruzamento de um híbrido simples com uma linhagem pura homozigota; o resultado do F₁ será o híbrido triplo induzido.

9. Defina Híbrido Top Cross.
R: Híbridos Top Cross são especiais dentro do melhoramento; permitem que o testador utilizado selecione ou elimine linhagens, diminuindo a quantidade e selecionando somente as promissoras de acordo com o testador. Na CGC, o testador é uma variedade ou híbrido duplo; já na CEC, utiliza-se testador de linhas simples e base genética estreita.

10. Defina grupos heteróticos.
R: São grupos geneticamente distintos que, quando cruzados com grupos externos, atingem o máximo da exploração da heterose. Quando cruzados com grupos que têm consanguinidade, não se busca uma produção desejável, mas sim uma produção similar.

11. Descreva o que significa plantas autógamas e dê exemplos.
R: São plantas que se reproduzem predominantemente por autofecundação (95%) e fecundação cruzada (5%), mantendo uma linha fenotípica semelhante. Exemplos: trigo, soja e feijão.

12. Descreva o que significa plantas alógamas e dê exemplos.
R: São plantas com polinização cruzada predominante (95%) e autofecundação (5%). Exemplo: o milho é o mais comum, além da cana-de-açúcar.

13. Cite os métodos de melhoramento em autógamas que utilizam o que já existe no mercado e os métodos que visam gerar variabilidade (hibridação).
R:

  • Métodos existentes: Introdução, Seleção Massal e Seleção Genealógica.
  • Métodos de hibridação: Bulk, Pedigree, SSD e Retrocruzamento.

14. Qual o objetivo da seleção recorrente em milho e quais são as etapas?
R: O objetivo é a seleção repetitiva que favorece o aumento da frequência de alelos desejáveis. Etapas:

  • 1) Obtenção de progênies (M.I., I.G., S₁, S₂);
  • 2) Experimento em campo;
  • 3) Análise de progênies (seleção entre);
  • 4) Recombinação (seleção dentro).

15. Defina linhas puras sob o ponto de vista de Johannsen.
R: É a linhagem resultante da autofecundação de uma única planta homozigota. A seleção é efetiva quando realizada sobre diferenças genéticas, e não sobre efeitos ambientais. Exemplo: feijão Princess.

16. Qual a diferença do método de retrocruzamento para transferência de características dominantes e recessivas?
R: O retrocruzamento consiste na hibridação entre uma planta F₁, descendente de um cruzamento, com um de seus parentais (parental recorrente). O gene que controla a característica em estudo virá do parental doador, que deve apresentar a característica desejada com alelos dominantes (ou recessivos) deste gene, podendo ser uma linhagem pura ou linhagem endogâmica.

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