Guia de Modelos de Processos: CMMI, MPS.BR e Análise de Pontos

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CMMI – Capability Maturity Model Integration

O modelo não descreve processos, mas oferece orientações. É um modelo integrado que pode ser utilizado em várias disciplinas.

Objetivos

  • Aumento do foco das atividades;
  • Integração dos processos existentes;
  • Eliminação de inconsistências.

Representações

  • Contínua: Níveis de Capacidade; agrupamento por categoria para uma única área de processo ou um conjunto delas.
  • Por Estágios: Níveis de Maturidade; agrupamento por nível para um conjunto de áreas de processo estabelecidas pela organização.

Nota: Uma única abordagem para representação tornou-se muito difícil.

Vantagens

  • Contínua: Maior flexibilidade, foco em áreas específicas conforme metas de negócio, comparabilidade entre organizações e estrutura compatível com a ISO/IEC 15504.
  • Estágios: Fornece uma rota de implementação sequencial, onde cada nível funciona como fundação para o próximo.

Os componentes do modelo são comuns a ambos: áreas de processo, metas específicas/genéricas, práticas específicas/genéricas, produtos de trabalho, sub-práticas e amplificações de disciplinas.

Níveis de Capacidade e Maturidade

Os Níveis de Capacidade (representação contínua) possuem seis níveis cumulativos. Os Níveis de Maturidade (representação por estágio) possuem cinco níveis:

  1. Inicial: Imprevisível, pouco controlado, caótico.
  2. Gerenciado: Caracterizado para projetos, frequentemente reativo.
  3. Definido: Proativo e caracterizado para a organização.
  4. Gerenciado Quantitativamente: Medido e controlado.
  5. Em Otimização: Melhoria contínua.

MPS.BR – Melhoria de Processo do Software Brasileiro

Visa a melhoria de processos de software em empresas brasileiras com custo acessível.

Estrutura

  • MR-MPS: Modelo de Referência (ISO/IEC 12207, CMMI, ISO/IEC 15504).
  • MA-MPS: Modelo de Avaliação (ISO/IEC 15504).
  • MN-MPS: Documentos do Programa.

Níveis de Maturidade

  • Nível A (Otimização): Processos dos níveis anteriores (G ao B) com atendimento integral.
  • Nível B (Gerenciado Quantitativamente): Processos do G ao C com objetivos de gerenciamento quantitativo.
  • Nível C (Definido): Reutilização, Decisões e Riscos.
  • Nível D (Largamente Definido): Foco em processos organizacionais, RH, requisitos e produto.
  • Nível E (Parcialmente Definido): Processos organizacionais, RH e reutilização.
  • Nível F (Gerenciado): Aquisição, Configuração, Medição e Qualidade.
  • Nível G (Parcialmente Gerenciado): Gerência de Projeto e Requisitos.

Análise de Pontos de Função: Conceitos

Arquivo Lógico Interno (ALI)

Mantido pela aplicação contada. Grupos de dados logicamente relacionados mantidos dentro da fronteira da aplicação. Exemplos: Dados de transações, Backup ou Histórico interno, Arquivos de Erros.

Arquivo de Interface Externa (AIE)

Não mantido pela aplicação contada. Grupos de dados mantidos na fronteira de outra aplicação. Exemplos: Dados lidos de outra aplicação, Arquivos de Erros externos.

Registros e Itens de Dados

  • Registros Lógicos: Subgrupos de dados dentro de um ALI ou AIE.
  • Itens de Dados: Campos únicos e não repetidos reconhecidos pelo usuário.

Regras de Contagem

  • Registros: Conte um por subgrupo; se não houver, conte o arquivo como um registro.
  • Itens de Dados: Conte um por campo único mantido ou recuperado; considere apenas os utilizados pela aplicação e os necessários para relacionamentos.

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