Guia de Parasitoses: Enterobíase, Equinococose e Outras
Enterobíase (Oxiuríase)
- Profilaxia: Conhecimento sobre a doença, não sacudir roupas de cama.
- Epidemiologia: Clima temperado; ovos infectantes em poucas horas.
- Diagnóstico: Clínico (coceira que aumenta à noite) e laboratorial (teste da fita adesiva).
- Morfologia do Ovo: Achatado em um dos lados, possui 2 membranas finas e incolores, com larva no interior.
- Transmissão: Comum entre crianças em ambientes coletivos.
- Ciclos de Infecção:
- Heteroinfecção: Ovos na poeira ou alimentos atingem novo hospedeiro.
- Auto-infecção Externa/Direta: Levar ovos da região perianal à boca.
- Auto-infecção Interna: Larvas eclodem no reto e migram para o ceco.
- Retroinfecção: Larvas da região perianal retornam ao ceco.
Equinococose (Cisto Hidático)
Causada pelo Echinococcus granulosus (Cestoda). Ciclo heteroxênico.
- Hospedeiros: H.I. (homem, caprinos, ovinos, suínos) e H.D. (cães).
- Morfologia: Verme adulto (5mm); Cisto Hidático (cresce 1cm/ano).
- Estruturas do Cisto: Membrana adventícia, anista (barreira), prolígera (proliferação) e areia hidática.
- Diagnóstico: Sorologia (ELISA), Raio-X, Ultrassom e Tomografia. Biópsia não recomendada.
Hymenolepis nana (Tênia Anã)
Infecção intestinal, geralmente assintomática, mas casos severos causam enterites, diarreia e dor abdominal.
- Ciclo: Monoxênico e heteroxênico (ingestão de ovos ou hospedeiros intermediários como pulgas/carunchos).
- Morfologia: Verme adulto (3 a 5 cm); Ovo em formato de "chapéu de mexicano".
- Diagnóstico: Clínico e laboratorial (pesquisa de ovos).
Difilobotriase (Tênia do Peixe)
Agente: Diphyllobothrium sp. Pode atingir até 15 metros.
- Transmissão: Ingestão de peixes de água doce crus ou mal cozidos (sushi/sashimi).
- Profilaxia: Congelar peixes a -20 ºC por 7 dias e saneamento básico.