Guia Prático de Construção Civil: Fundações e Estruturas
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1. Fundações: O que são?
Elementos estruturais cuja função é a transferência de cargas da estrutura para a camada resistente do solo.
2. Critérios para escolha do tipo de fundação
- Solo e carregamentos
- Vibração causada pelo processo
- Cultura do local
- Aspectos auxiliares: experiência em projetos anteriores e fundações vizinhas
3. Classificação quanto à transmissão de cargas
- Diretas: a transmissão da carga para o solo é feita pela base.
- Indiretas: a transmissão da carga para o solo é feita pela superfície lateral.
4. Classificação quanto à profundidade da cota de apoio
- Superficiais: a cota de apoio está em torno de 2m de profundidade.
- Profundas: a cota de apoio está acima de 2m de profundidade.
5. Classificação quanto ao porte do edifício
- Edifícios Pequenos:
- Diretas Superficiais: Blocos, alicerces, sapatas, ensoleiramento geral.
- Indiretas Profundas: Pegões, Strauss, pré-fabricadas.
- Edifícios Altos:
- Diretas Superficiais: Sapatas, ensoleiramento geral.
- Diretas Profundas: Pegões.
- Indiretas Profundas: Estacas moldadas in situ, betão pré-fabricado, aço.
6. Quando optar por ensoleiramento geral em vez de sapatas
- Solo com características mecânicas elevadas a grande profundidade.
- Solo superficial fraco, mas capaz de receber cargas.
- Superestrutura extremamente sensível a assentamentos diferenciais.
- Carregamentos muito elevados.
- Quando as sapatas ocupam quase 50% da área da obra.
7. Vantagens do ensoleiramento geral
- Distribuição de tensões no solo mais uniforme e em maior profundidade.
- Maior uniformização dos assentamentos.
- Eficiente em situações de nível freático elevado.
- Ideal para cargas muito elevadas.
- Processo mais rápido e económico.
8. Exemplos de fundações profundas
Pegões ou poços, estacas, microestacas, estacas cravadas e estacas moldadas in situ.
Cofragem
1. Objetivos de dimensionamento
- Suportar peso próprio.
- Suportar o impulso do betão.
- Suportar solicitações adicionais (pessoas e equipamentos).
2. Tipos de cofragem para pilares
Madeira e metal.
3. Reescoramento de uma laje
Remoção do escoramento e da cofragem de uma laje ou viga, substituindo-a por um escoramento reduzido.
Armaduras
1. Cuidados na receção e armazenamento
Verificação de diâmetro e pesagem. Guardar em local plano, longe de água. Divisão em lotes por diâmetro e organização por local de descarga.
Betonagem
1. Etapas do processo
Dosagem, mistura, transporte externo, transporte interno, lançamento, adensamento e cura.
2. Procedimentos na receção em obra
- Verificar fatura: especificações, hora de saída, número da betoneira, volume solicitado e quantidade máxima de água permitida.
- Verificar o abaixamento do tronco de cone (Slump test).
3. Métodos de colocação
Bombagem, grua ou carrinhos sobre pneus.
4. Função da compactação
Eliminar totalmente os vazios.
5. Acabamentos superficiais
- Sarrafeada: para betonilha, nivelamento médio, alta rugosidade.
- Desempenada: para pisos cerâmicos.
- Alisada: para alcatifa, madeira ou revestimentos vinílicos.
Alvenarias
1. Funções da argamassa de assentamento
- União dos tijolos.
- Distribuição uniforme de cargas verticais.
- Selagem das juntas.
- Absorção de deformações.
- Resistência a esforços laterais.
2. Verificações prévias
Geometria da estrutura, desempeno, alinhamentos, reparação pontual, limpeza, nivelamento dos pavimentos e fornecimento de material.
3. Etapas de execução
Marcação da 1ª fiada, marcação em altura e nivelamento, elevação da parede e fecho superior.
4. Cuidados na ligação com o edifício
Molhagem dos tijolos, aplicação de salpico e ligação por dispositivos metálicos.
5. Cuidados no fecho superior
Executar de cima para baixo. Não fechar a última fiada antes da aplicação do revestimento para evitar fissuração por compressão da estrutura.