Guia Prático de Ortopedia e Traumatologia: Resumo Clínico

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Instabilidade Pélvica e Fraturas

  • Inst. pélvica: abertura da sínfise púbica >2,5 cm; avulsão da tuberosidade isquiática; fratura do processo transverso de L5; desnível das cristas ilíacas >1 cm; abertura da articulação sacroilíaca >4 mm. Nervo isquiático: L5-S1. Trueta: irrigação, incisão, drenagem e imobilização.
  • F. clavícula: Velpeau / tipóia.
  • F. úmero proximal: Plexo braquial, n. axilar, n. supraescapular, n. musculocutâneo. Bankart – hiperabdução e rotação externa. Manobra de Hipócrates.
  • F. diafisária úmero: Pinça de confeiteiro, gesso pendente, Sarmiento. Nervo radial.
  • F. supracondiliana úmero: Postero-lateral – artéria braquial; postero-medial – n. radial.
  • F. antebraço:
    • Monteggia: diaf. ulna e radioulnar proximal.
    • Galeazzi: diaf. rádio e radioulnar distal.
    • Essex-Lopresti: radioulnar proximal + distal + membrana interóssea.
    • Colles: metáfise 1/3 distal rádio s/ art., n. mediano. Dorso de garfo.
  • F. escafoide: Axilopalmar c/ punho em extensão. Risco de pseudoartrose.
  • F. boxer: 4º e 5º dedos.
  • F. acetábulo e luxação coxofemoral: Luxação posterior (rotação interna, impotência funcional, adução do membro, encurtamento). Luxação anterior (abdução e rotação externa). Tratamento conservador: desvio <2 mm na abóbada, fraturas baixas da coluna anterior, fraturas transversas baixas, fraturas das 2 colunas, ângulo de Matta >45°. Tratamento cirúrgico: desvio >2 mm, redução não concêntrica após luxação do quadril, fragmento intra-articular, fratura instável da parede posterior.
  • F. colo fêmur: Intracapsular; risco de pseudoartrose e necrose da cabeça. Pouca rotação externa. Tratamento cirúrgico.
  • F. intertrocantéricas: Extracapsular; rotação externa.
  • F. diaf. fêmur: Lesão ligamento cruzado posterior. Perfusão quadril e joelho.
  • F. tíbia: Risco tornozelo e joelho.
  • F. tornozelo: Tornozelo AP, perfil, AP rotação interna 15°.
  • F-L Lisfranc: Luxação da articulação tarsometatarsal.
  • F. calcâneo: AP, perfil (ângulo de Bohler e Gissane), axial posterior, oblíqua de Broden.

Trauma de Coluna e Lesões Ligamentares

  • L. C1 e C2 (Atlantoaxial): Sem fratura do dente do áxis. Ruptura do ligamento transverso, projeção do dente p/ o canal neural, trauma medular. Perfil: 3 mm adulto e 5 mm criança.
  • F. Atlas: Ruptura dos arcos anterior e posterior, fratura do arco posterior e ruptura do ligamento transverso.
  • F. dente áxis: Planigrafia. Cervicalgia pouco intensa e dificuldade para movimentação. Tratamento: redução.
  • F. do enforcado (Espondilolistese traumática do áxis): Ruptura dos pedículos de C2 com deslizamento sobre C3. Gesso tipo Minerva.
  • Menisco lateral: Lesões horizontais e transversais. Testes: Apley e McMurray.
  • L. cruzado anterior: Garante estabilidade anteroposterior, impede que a tíbia se anteriorize em relação ao fêmur com o joelho estendido e limita valgização. Testes: Gaveta anterior, Jerk Test, Pivot Shift.
  • L. cruzado posterior: Trauma na perna com joelho em flexão, deslocamento posterior da tíbia. Testes: Godfrey e gaveta ativa do quadríceps.

Ortopedia Pediátrica

  • Displasia Congênita do Quadril: Anormalidade do desenvolvimento da articulação.
    • 0-2 meses: USG, Ortolani, Barlow.
    • 3-12 meses: Pregas cutâneas assimétricas, Sinal de Galeazzi. Panorâmica da pelve (Ombredane).
    • Idade da marcha: Trendelenburg, m. glúteo médio. Tratamento: Suspensório de Pavlik.
  • Mielomeningocele: Falha na fusão entre os arcos, com displasia da medula e membranas. Transluminação.
  • Pé torto congênito: Equino, Varo, Supinado. Talus curto e mal formado. Encurtamento do tendão calcâneo. Técnica de Ponseti.
  • 1-3 anos: Artrite Séptica (neonato, USG, S. aureus, S. pyogenes). Sinovite Transitória (3-8 anos, febre, dor, claudicação, USG com derrame articular).
  • 4-10 anos: Legg-Calvé-Perthes (necrose asséptica da cabeça do fêmur). Claudicação sem dor, dor no joelho (n. femoral). Limitação de rotação interna e abdução. RX AP e Perfil.
  • 11-15 anos: Fratura por estresse (linha de esclerose na tíbia). Epifisiólise (descolamento da epífise proximal do fêmur). Sinal de Drehman.

Patologias e Tumores Ósseos

  • Manguito Rotador: M. Supraespinhoso (hipovascularização), M. Infraespinhoso, M. Subescapular, M. Redondo Menor. Testes: Jobe (supra), Patte (infra).
  • Epicondilite: Medial (flexores) e Lateral (extensores).
  • Síndrome do Túnel do Carpo: Compressão do N. Mediano. Testes: Phallen, Tinel.
  • Tumores:
    • Encondroma: Lesão lítica benigna (dedos).
    • Osteocondroma: Exostose óssea perto da metáfise.
    • Osteossarcoma: Adolescentes, joelho (fêmur distal, tíbia proximal).
    • Tumor de células gigantes: Metaepifisário, joelho.
    • Mieloma Múltiplo: Tumor primário mais frequente no adulto (ossos chatos).
    • Osteoma Osteoide: Lesão <1 cm, cortical de ossos longos.
    • Tumor de Ewing: Diafisário, lesão salpicada.
  • Estatísticas: Tumor ósseo mais frequente no adulto = Metástase. Tumor primário mais frequente no adulto = Mieloma Múltiplo. Tumor primário mais frequente na criança/adolescente = Osteossarcoma.

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