Instrumentação Periodontal: Raspadores, Apoios e Técnicas de Escovação

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Resumo

O documento apresenta os fundamentos da instrumentação periodontal, incluindo a composição dos raspadores, as indicações de uso e os tipos de apoio intraoral e extraoral. Aborda também a afiação do instrumental, a anatomia e histologia gengival, os defeitos ósseos e as técnicas de escovação. Por fim, descreve a formação do biofilme bacteriano.

Pontos-chave

  • Os raspadores são compostos por face coronária, superfície lateral/face apical, dorso e ângulo de corte.
  • A instrumentação periodontal está indicada em gengivite com cálculo, periodontite com bolsa ou cálculo e profundidade de sondagem ≥ 3 mm.
  • Os apoios intraorais podem ser convencionais, arcada cruzada, arcada oposta ou dedo sobre dedo.
  • A afiação deve ser feita quando o instrumento fica cego, exige maior pressão ou tende a escapar; as curetas são afiadas com ângulo de 100-110°.
  • O sulco clínico vai da margem gengival até a profundidade de penetração da sonda periodontal.
  • A técnica de Bass é indicada para gengivites e periodontites, enquanto a técnica de Stillman modificada é indicada para retrações múltiplas.
  • O biofilme bacteriano forma-se a partir da película adquirida, com uma fase reversível inicial e uma fase irreversível posterior.

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Ponta Ativa dos Raspadores

Composta por: face coronária, superfície lateral/face apical, dorso e ângulo de corte.

Indicação para Instrumentação Periodontal

  • Gengivite com cálculo;
  • Periodontite com bolsa ou cálculo;
  • Profundidade de sondagem ≥ 3mm;
  • Remoção de biofilme subgengival;
  • Remoção de cálculo sub e supragengival.

Apoios Intraorais

  • Convencionais: 3 ou 4 dedos apoiados sobre a superfície dental, o mais próximo da face a ser instrumentada.
  • Arcada cruzada: 3 ou 4 dedos apoiados na superfície dental na mesma arcada da instrumentação.
  • Arcada oposta: 3 ou 4 dedos apoiados na superfície dental da arcada oposta.
  • Dedo sobre dedo: 3 ou 4 dedos apoiados sobre a superfície do dedo da mão que afasta os tecidos.

Apoio Extraoral

Realizados fora da cavidade oral, normalmente na região do mento, corpo da mandíbula ou seio maxilar.

Afiação do Instrumental

Aumenta a efetividade, sensibilidade tátil e precisão. Deve ser realizada quando o instrumento se torna cego (ângulo reflete a luz), exige maior pressão lateral, remove depósitos de forma incompleta ou tende a escapar.

Ângulo de afiação: Curetas (100-110° entre face coronária e pedra). Utilizar pedra retangular, lima triangular ou ponta diamantada.

Anatomia e Histologia Gengival

  • Gengiva livre: Justaposta à superfície dental.
  • Gengiva inserida: Inserida ao perióstio e superfície dental.
  • Gengiva interproximal: Logo abaixo do ponto de contato.
  • Sulco histológico: Distância da margem gengival até a porção mais coronária do epitélio juncional.
  • Sulco gengival: Espaço entre margem gengival e superfície dental.
  • Sulco clínico: Margem gengival até a profundidade de penetração da sonda periodontal.
  • Espaço biológico: Área de união entre gengiva e superfície dental.
  • Gengiva saudável: Cor rosada, textura de casca de laranja, ausência de sangramento/exsudato.

Defeitos Ósseos

  • Fenestração: Janela no tecido ósseo expondo a superfície radicular, com margem óssea presente.
  • Deiscência: Descontinuidade da margem óssea, expondo a superfície radicular.

Fase Inicial do Tratamento

Profissional: Orientar técnica de escovação, motivar o paciente, controlar biofilme com profilaxias, remover cálculo supragengival e eliminar áreas de retenção.

Paciente: Controle do biofilme via escovação e fio dental. Indicação de escovas uni/bitufo, interdentais e passa-fio conforme necessidade.

Técnicas de Escovação

  • Técnica de Bass: Indicada para gengivites e periodontites. As cerdas penetram no sulco gengival com movimentos vibratórios vai-vem.
  • Técnica de Stillman Modificada: Indicada para retrações múltiplas. Não penetra no sulco, inclinação de 45°, pressão leve e movimentos vibratórios.
  • Escovas uni ou bitufo: Indicadas para aparelhos ortodônticos, distal de 3º molar, apinhamento dental e faces linguais de anteriores.

Biofilme Bacteriano

  • Película adquirida: Necessária para a formação do biofilme; promove a aderência seletiva inicial.
  • Estágio 1: Fase reversível, aderência inicial bacteriana (isoladas ou em grupos).
  • Estágio 2: Fase irreversível, bactérias aderidas iniciam multiplicação e sucessão.

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Perguntas frequentes

Quando deve ser feita a afiação do instrumental periodontal?

A afiação deve ser realizada quando o instrumento se torna cego (o ângulo reflete a luz), exige maior pressão lateral, remove depósitos de forma incompleta ou tende a escapar. Ela aumenta a efetividade, a sensibilidade tátil e a precisão.

Qual é a diferença entre fenestração e deiscência óssea?

A fenestração é uma janela no tecido ósseo que expõe a superfície radicular, mas com margem óssea presente. A deiscência é uma descontinuidade da margem óssea, também expondo a superfície radicular.

Para que tipo de retração a técnica de Stillman modificada é indicada?

A técnica de Stillman modificada é indicada para retrações múltiplas. Nela, as cerdas não penetram no sulco, com inclinação de 45°, pressão leve e movimentos vibratórios.

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Teste

1. Qual dos itens NÃO faz parte da composição dos raspadores?
2. Qual é o ângulo de afiação indicado para curetas?
3. Em qual situação a técnica de Bass é indicada?
4. O que é o sulco clínico?
5. Qual é a característica da fase 1 do biofilme bacteriano?
6. Qual apoio intraoral utiliza os dedos apoiados na superfície dental da arcada oposta?
7. Qual defeito ósseo apresenta descontinuidade da margem óssea?

Perguntas geradas com IA a partir do documento: verifique as respostas com o texto.