Guia de Pré-natal, Preventivo e Mamografia

Classificado em Medicina e Ciências da Saúde

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1. Pré-natal

Início: preferencialmente até a 12ª semana de gestação.

Consultas: mensal até 28 semanas; quinzenal de 28 a 36 semanas; semanal a partir de 36 semanas até o parto.

Exames iniciais: hemograma, tipagem sanguínea e fator Rh, glicemia, HIV, sífilis, hepatites B e C, toxoplasmose, EAS e urocultura.

Vacinas: dTpa, hepatite B, influenza, COVID-19 e VSR, conforme calendário vigente.

Alto risco: hipertensão, diabetes descompensado, infecções com complicações, alterações fetais e gestação gemelar com fatores de risco.

Sinais vitais

  • PA: investigar valores ≥ 140/90 mmHg.
  • FC: 70 a 90 bpm, pode aumentar durante a gestação.
  • FR: 12–20 irpm.
  • Temperatura: geralmente entre 36 e 37,2 °C.
  • SpO₂: geralmente ≥ 95%.

Metas de glicemia

  • Jejum: até 92 mg/dL.
  • Antes das refeições: até 100 mg/dL, conforme protocolo.
  • 1 hora após refeição: até 140 mg/dL.
  • 2 horas após refeição: até 120 mg/dL.
  • Madrugada: evitar hipoglicemia, especialmente abaixo de 60 mg/dL.

2. Preventivo (Papanicolau)

Público-alvo: pessoas com colo do útero, dos 25 aos 64 anos, que já tiveram atividade sexual.

Frequência: após dois exames anuais normais, realizar a cada 3 anos.

Antes dos 25 anos: não é recomendado o rastreamento de rotina, pois muitas alterações causadas pelo HPV desaparecem espontaneamente.

Objetivo: detectar lesões que podem evoluir para câncer do colo do útero.

Motivos para evitar o exame antes dos 25 anos

  • Infecções transitórias: o vírus HPV é muito comum em jovens, mas o sistema de defesa do corpo elimina o vírus sozinho em até dois anos na maioria dos casos.
  • Regressão natural: alterações celulares leves (lesões de baixo grau) são comuns nessa idade e somem sozinhas sem virar câncer.
  • Tratamentos desnecessários: descobrir alterações passageiras pode levar a biópsias e pequenas cirurgias desnecessárias no colo do útero.
  • Riscos em gestações futuras: intervenções cirúrgicas desnecessárias no colo do útero podem aumentar o risco de parto prematuro no futuro.
  • Baixa eficácia: o câncer invasivo leva anos para se desenvolver, tornando o rastreamento ineficiente e desproporcional em pessoas com menos de 25 anos.

3. Mamografia

  • 40 a 49 anos: decisão individualizada, conforme avaliação e diretrizes adotadas.
  • 50 a 74 anos: rastreamento populacional pelo SUS, geralmente a cada 2 anos.
  • Alto risco: histórico familiar importante ou alterações genéticas podem exigir acompanhamento antecipado e individualizado.
  • Após os 74 anos: avaliar saúde geral, expectativa de vida e benefícios do exame.

Atenção: presença de nódulo ou outra alteração mamária exige investigação em qualquer idade.

4. Implanon

  • O que é: implante anticoncepcional colocado sob a pele do braço.
  • Duração: até 3 anos.
  • Eficácia: superior a 99%.
  • Indicações: prevenção da gravidez, dificuldade de lembrar da pílula e situações em que se deseja evitar estrogênio.
  • Benefícios: longa duração e praticidade; pode reduzir cólicas e fluxo menstrual em algumas mulheres.
  • Efeito adverso comum: alteração do padrão menstrual, incluindo sangramento irregular ou ausência de menstruação.
  • Contraindicações importantes: gravidez, doença hepática grave, câncer de mama atual e sangramento vaginal sem diagnóstico, entre outras situações que exigem avaliação profissional.

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