Guia de Psicanálise: Conceitos e Estruturas de Freud

Classificado em Psicologia e Sociologia

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1º - Inversão e as Aberrações Sexuais

Existem Invertidos? Sim (Texto: As Aberrações Sexuais). Como é a interpretação de Freud com relação à Inversão? Freud entende que a inversão é um desvio com respeito ao objeto sexual. Cite três tipos de invertidos:

  • Invertidos Absolutos
  • Invertidos Anfígenos (Hermafroditas)
  • Invertidos Ocasionais

2º - A Carta de Freud sobre a Homossexualidade

A carta de Freud em resposta à mãe de um homossexual que desejava que seu filho fosse curado da homossexualidade (19 de abril de 1935):

"Minha querida Senhora, lendo a sua carta, deduzo que seu filho é homossexual. Chamou fortemente a minha atenção o fato de a senhora... ao me perguntar se eu posso lhe oferecer a minha ajuda, imagino que isso seja uma tentativa de indagar acerca da minha posição em relação à abolição da homossexualidade, visando substituí-la por uma heterossexualidade normal. A minha resposta é que, em termos gerais, nada parecido podemos prometer. Em certos casos conseguimos desenvolver rudimentos das tendências heterossexuais presentes em todo homossexual, embora na maioria dos casos não seja possível. A questão fundamenta-se principalmente na qualidade e idade do sujeito, sem possibilidade de determinar o resultado do tratamento. A análise pode fazer outra coisa pelo seu filho. Se ele estiver experimentando descontentamento por causa de milhares de conflitos e inibição em relação à sua vida social, a análise poderá lhe proporcionar tranquilidade, paz psíquica e plena eficiência, independentemente de continuar sendo homossexual ou de mudar sua condição."

3º - Perversão e Objetos Sexuais dos Invertidos

Sobre a Perversão e os objetos sexuais dos invertidos... Libido na Inversão e o amor? Objeto Sexual dos Invertidos: A teoria do hermafroditismo psíquico pressupõe que o objeto sexual dos invertidos seja o oposto do normal. O homem invertido sucumbiria, como a mulher, ao encanto proveniente dos atributos masculinos do corpo e da alma; sentir-se-ia como uma mulher e buscaria o homem.

No entanto, por melhor que isso se aplique a toda uma série de invertidos, ainda está longe de revelar uma característica universal da inversão. Não há dúvida alguma de que uma grande parcela dos invertidos masculinos preserva o caráter psíquico da virilidade, traz relativamente poucos caracteres secundários do sexo oposto e, com efeito, buscam em seu objeto sexual traços psíquicos femininos. Não fosse assim, seria incompreensível o fato de a prostituição masculina, que hoje como na Antiguidade se oferece aos invertidos, copiar as mulheres em todas as exteriorizações da indumentária e do porte; tal imitação, de outro modo, ofenderia necessariamente o ideal dos invertidos.

Nos gregos, entre os quais os homens mais viris figuravam entre os invertidos, está claro que o que inflamava o amor do homem não era o caráter masculino do efebo, mas sua semelhança física com a mulher, bem como seus atributos anímicos femininos: a timidez, o recato e a necessidade de ensinamentos e assistência. Mal se tornava homem, o efebo deixava de ser um objeto sexual para o homem, e talvez ele próprio se transformasse num amante de efebos. Nesses casos, portanto, como em muitos outros, o objeto sexual não é do mesmo sexo, mas uma conjugação dos caracteres de ambos os sexos, como que um compromisso entre uma moção que anseia pelo homem e outra que anseia pela mulher, com a condição imprescindível da masculinidade do corpo (da genitália): é, por assim dizer, o reflexo especular da própria natureza bissexual.

A situação é menos ambígua nas mulheres, entre as quais as invertidas ativas exibem com particular frequência os caracteres somáticos e anímicos do homem e anseiam pela feminilidade em seu objeto sexual, muito embora, também nesse caso, um conhecimento mais estreito pudesse revelar uma variedade maior.

  • Particularmente interessantes são os casos em que a libido se altera no sentido da inversão depois de se ter uma experiência penosa com o objeto sexual normal.
  • Diz-se de forma “fictícia” que o ser humano está dividido em duas metades, onde se encontram no amor.

4º - Estrutura da Personalidade e Histeria

Histeria (Anna O) e Características do Obsessivo: Texto Caráter do Erotismo Anal e 2º Ensaio sobre uma Teoria Sexual.

  • Anna O era neurótica.
  • A histeria é encarada como uma neurose, podendo manifestar-se com sintomas diversos, estranhos, muitas vezes transitórios. Frequentemente os pacientes apresentam alterações das sensações, como cegueira, surdez, perda da voz, dores ou perda de sensibilidade (anestesia) em determinados locais. Outras queixas comuns são dores de cabeça “até mesmo crises de enxaqueca”, contrações da musculatura, dificuldade para caminhar, abrir a boca e elevar os braços.
  • O obsessivo regride à posição anal-sádica da libido por um conflito caracterizado pela ambivalência nas relações com o objeto. Ele tem ideias indecisas e vive em um estado de dúvida que paralisa o sujeito, impedindo-o de fazer escolhas, porque ele não suporta as perdas que possam surgir nas escolhas (Freud, 1913).

Três características do obsessivo:

  1. Ordeiros: querendo dizer extremo esmero.
  2. Escrupulosos: significando forma exagerada de avareza.
  3. Obstinados: isto é, obstinação que pode se transformar em rebeldia e raiva.

A racionalidade está entre as características que aparecem como o principal atributo, deixando às vezes parecer que são frios e calculistas, mas, na verdade, subjacente ao sujeito obsessivo se encontra um sujeito hipersensível. O obsessivo não gosta de mudanças e prefere que tudo permaneça como está.

Teoria da Sexualidade:

  1. A função sexual existe desde o princípio da vida, logo após o nascimento, e não só a partir da puberdade.
  2. O período da sexualidade é longo e complexo até chegar à sexualidade adulta, onde as funções de reprodução e de obtenção de prazer podem estar associadas.
  3. A libido, nas palavras de Freud, é a “energia dos instintos sexuais e só deles”. Foi nos Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade que Freud postulou o processo de desenvolvimento psicossexual.

5º - Complexo de Édipo e Castração

Charge sobre o complexo de Édipo – Castração e estruturação da personalidade – Ler Dissolução do Complexo de Édipo. Inicialmente, Freud afirma que o Complexo de Édipo é um importante fenômeno central do período da primeira infância e que, após isso, é efetuada sua dissolução seguida do período de latência. Isso ocorre devido a experiências de desapontamentos penosos associados à fase genital, ameaças de castração e à constituição do superego. Fonte: http://monitoriapsicanalisesp.blogspot.com.br/2012/11/

6º - Id, Ego e Superego

Id, Ego e Superego são conceitos criados por Freud para explicar o funcionamento da mente humana, considerando aspectos conscientes e inconscientes. Seriam três “partes” da mente que determinam e coordenam o comportamento humano:

  • Id: Regido pelo “princípio do prazer”. Profundamente ligado à libido, está relacionado à ação de impulsos e é considerado inato. Localizado na zona inconsciente, age apenas a partir de estímulos instintivos (amoral).
  • Ego: Parte consciente da mente, responsável por percepção, memória e pensamentos. É regido pelo “princípio da realidade”, atuando como mediador entre id e superego.
  • Superego: Componente inibidor da mente, considerado hiper-moral. Segue o “princípio do dever” e faz o julgamento das intenções de acordo com regras de conduta e heranças culturais.

Fonte: http://psicoativo.com/2016/05/resumo-id-ego-e-superego.html

Psicose e Melancolia: A Psicose, segundo a psicanálise, é uma das três possibilidades de constituição do sujeito. O psicótico é a pessoa que tem delírios, alucinações ou ouve vozes; o modo de relação dele com o mundo é como se fosse uma relação única, sem separação. A melancolia se caracteriza por um abatimento doloroso, cessação do interesse pelo mundo exterior, perda da capacidade de amar e diminuição da autoestima.

7º - Modos de Relação do Paciente

As coisas que o paciente faz e não tem controle são sintomas, uma expressão de um conflito psíquico e uma mensagem do inconsciente de uma pulsão que se satisfaz. Esse sintoma é sustentado pela compulsão inconsciente e pode ser fundamental para orientar a prática terapêutica e demarcar limites.

8º - Inveja do Pênis e Estruturas Clínicas

Charge – Inveja do pênis - Castração e Complexo de Édipo (2º Ensaio). Neurose e psicose.

  • Castração: Quando a criança não consegue atingir seus desejos incestuosos e tem que aceitar a derrota.
  • Complexo de Édipo: Termo usado para descrever os sentimentos de um menino: desejo pela mãe e ciúme/raiva em relação ao pai (concorrência pelo afeto da mãe).
  • Neurose: Estrutura de constituição do sujeito onde existe o conflito interior.
  • Psicose: Estrutura onde a realidade é composta por alucinações e delírios; o conflito é com o mundo exterior.

9º - Diferenças entre Neurose e Psicose

  • Psicótico: Conflito com o Mundo Exterior. O modo de relação com o mundo é conflituoso, interpretando vozes internas como comandos.
  • Neurótico: Conflito com o Mundo Interior (Culpa). É a estrutura da maioria, onde o sujeito tem dificuldade de lidar com seu Ego e seu Id. A culpa é uma característica marcante.

10º - Luto e Melancolia

Para Freud, a melancolia é uma estrutura sintomática atrelada à psicose.

  • Luto: Processo saudável e natural de lidar com a perda de um objeto de amor específico. Ocorre na mente consciente. “No luto é o mundo que se tornou pobre e vazio”.
  • Melancolia: Considerada patológica, ocorre na mente inconsciente pois a pessoa é incapaz de compreender plenamente a perda. Apresenta um extraordinário rebaixamento da autoestima. “Na melancolia é o próprio ego que se torna pobre e vazio”.

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