Guia de Sensores de Proximidade Industriais
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Sensores de proximidade são elementos de controle eletrônico que não estão sujeitos ao desgaste mecânico e possuem alta insensibilidade a condições ambientais adversas.
Seu uso é justificado, principalmente, em instalações com requisitos de alta precisão, segurança e durabilidade do ponto de conexão a longo prazo, além de altas frequências de comutação e elevada velocidade de operação. Para funcionar, necessitam de alimentação e de um dispositivo de amplificação que possa enviar o sinal de saída para o detector em um circuito eletromagnético.
Atualmente, são amplamente utilizados na indústria, destacando-se os seguintes tipos:
- Sensor de Proximidade Indutivo: Este sensor sinaliza a presença de um objeto metálico próximo à sua face sensível. É composto por um oscilador cujas bobinas criam um campo magnético alternado. Quando um objeto metálico entra neste campo, correntes parasitas geram uma carga adicional que altera as oscilações, fazendo com que um circuito de comutação forneça um sinal equivalente à abertura ou fechamento de um contato.
- Sensor de Proximidade Capacitivo: Podem ser definidos como chaves fim de curso que trabalham sem contato físico ou fricção mecânica. Podem detectar, sem tocar, materiais condutores ou isolantes em estado sólido, líquido ou em pó, tais como vidro, cerâmica, madeira, óleo, água, papel, plásticos e papelão. O detector atua sempre que o material é posicionado à sua frente ou a uma certa distância.
- Sensor de Proximidade Ultrassônico: Um detector que funciona sem contato ou atrito mecânico, garantindo que seus componentes não sofram desgaste. Este tipo de detector emite pulsos ultrassônicos que são refletidos pelo objeto; a detecção do eco resulta em um sinal de saída de comutação. É importante que o objeto de detecção possua um tamanho mínimo na distância correta. Pode detectar objetos sólidos, líquidos ou em pó.
- Detectores Fotoelétricos: Consistem em um emissor de luz associado a um receptor fotossensível. A detecção de um objeto ocorre quando o feixe de luz é interrompido ou tem sua intensidade variada. O sinal resultante, após a amplificação, pode ser processado por um receptor externo. A emissão é feita por diodos emissores de luz (LED) que emitem um feixe invisível, garantindo alta imunidade a luzes acidentais e vida útil praticamente ilimitada.
A faixa de operação deve assegurar a detecção confiável em casos extremos, de modo que as distâncias entre o transmissor e o receptor sejam equivalentes à faixa útil de trabalho.