H3: A Consolidação do Poder Totalitário na Alemanha e Itália

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Alemanha Nazista: A Ascensão de Hitler ao Poder

Depois de sua derrota na eleição de 1932, o NSDAP (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) promoveu uma onda de motins e violência de rua que levaram ao colapso de governos fracos e instáveis. O Chefe de Estado, Paul von Hindenburg, foi pressionado a fazer um compromisso com Hitler, que foi nomeado Chanceler da Alemanha em 30 de janeiro de 1933.

Uma vez no poder, Hitler ordenou a realização de novas eleições em meio a intensa propaganda nazista. Pouco antes da eleição, o edifício do Reichstag foi incendiado. Hitler, então, culpou os comunistas, sugerindo que o fogo era o começo de uma revolução, e semeou o pânico a fim de obter uma maior maioria eleitoral (4). Finalmente, as eleições deram-lhe o controle do Parlamento, que pouco depois aprovou uma lei que estabeleceu uma ditadura por meios democráticos.

O Führerprinzip e o Totalitarismo

Hitler impôs um governo centrado na sua figura, baseado no Princípio do Líder ou Führerprinzip. De acordo com esse princípio político, o Führer era identificado com o povo ("era" do povo), e só ele sabia e representava o interesse nacional. Esta representação do povo era fundamental para o líder: ele não estava sujeito a processos de consulta ou delegação de poderes.

Segundo os seus ideólogos, o Führerprinzip substituiu o governo irresponsável e impotente (o parlamento) por um poder forte, onde a responsabilidade recaía sobre uma única figura. Assim, a vontade do Führer foi transformada em lei. A aplicação deste princípio resultou em formas totalitárias de controle e repressão, visto que qualquer oposição à vontade do Führer era, por definição, antipatriótica.

Antissemitismo e Holocausto

O antissemitismo desempenhou um papel central na doutrina nazista. A raça ariana, símbolo perfeito de tudo o que era puro na Alemanha, era contrastada com a perversão da raça judaica, o inimigo da humanidade. Os judeus foram apresentados por Hitler como um bode expiatório para a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial.

A propaganda nazista foi responsável por espalhar uma série de filmes (como O Judeu Süß e O Judeu Eterno), folhetos e outras publicações que foram capazes de explorar o antissemitismo latente da população. À medida que os nazistas ganhavam poder, os judeus foram perseguidos cada vez mais, culminando com o genocídio conhecido como o Holocausto ou Shoah.

A Ascensão do Fascismo na Itália

Na sequência do tratado de paz, e influenciadas pela propaganda nacionalista que infundiu o mito da "vitória mutilada", surgiram organizações de veteranos entre as camadas descontentes, especialmente ex-Arditi (tropas de assalto de elite). A estas camadas somava-se a frustração e o ressentimento generalizado causados pela falta de reconhecimento suficiente pelos sacrifícios, coragem e desprezo do perigo demonstrados ao longo dos duros anos de luta na frente.

Este foi o contexto em que Benito Mussolini fundou em Milão o primeiro Fascio di Combattimento (Fascio de Combate) em 23 de março de 1919, adotando símbolos que distinguiam os Arditi, como as camisas pretas e a caveira.

O novo movimento expressou o desejo de "transformar, se necessário por meios revolucionários, a vida italiana", autodefinindo-se como parte da ordem e ganhando a confiança das camadas mais abastadas e conservadoras da população, que eram contrárias a qualquer agitação e reivindicação sindical. Estas camadas esperavam que a força de impacto dos fascistas de combate atuasse favoravelmente contra os motins promovidos pelos socialistas e católicos populares.

O movimento recém-nascido, no entanto, inicialmente não tinha uma base ideológica bem definida, e Mussolini não havia optado por uma linha ideológica específica, mas sim se posicionava contra todas as outras. De acordo com a sua intenção, o fascismo deveria representar uma "terceira posição".

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