Hegel e Marx: Dialética, Estado e Materialismo

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Hegel e a Dialética do Pensamento

Para Hegel, a distinção entre sujeito e objeto (ser e pensamento) é eliminada, pois, para ele, “o que é racional é real, e o que é real é racional”.

A Dialética: Como o pensamento avança dialeticamente, a realidade também segue as mesmas regras. Todo conceito formado no entendimento é uma tese que abriga em seu próprio conteúdo uma tese contrária (antítese). É a partir desta oposição que o pensamento progride, funcionando como uma grande mola propulsora da razão e, consequentemente, de toda a realidade.

A Razão: Supera este estado de contradição ao formular uma síntese, chamada por Hegel de etapa da especulação ou razão positiva. Esta síntese torna-se uma nova tese, que provoca a sua antítese, possibilitando uma nova síntese sucessivamente.

Estado e Direito: O Estado deve garantir a existência do indivíduo, porém essa existência não pode suplantar o todo; deve atender ao interesse coletivo, preservando o interesse particular. O Direito nunca é uma anulação do interesse público pelo privado, nem vice-versa, pois consiste em uma tensão constante entre ambos.

  • Direito abstrato: Quando não estamos em contato com outra pessoa, não se cria a noção de dever.
  • Moralidade subjetiva: O dever só se realiza através da autonomia da vontade.
  • Moralidade objetiva (eticidade): O conjunto de normas essenciais para a vida em sociedade.

Marx e o Materialismo Histórico

Para Marx, o Materialismo Histórico estabelece que os homens não são meros seres contemplativos do mundo, nem apenas produtos do meio (refutando as teses deterministas), mas são, fundamentalmente, produtores da História.

O Estado: Segundo o autor, o Estado compõe a esfera superestrutural, sendo seu surgimento necessário para ordenar e amenizar a luta de classes. Ao fazê-lo, ele atende aos interesses dos proprietários, já que a intensificação dos conflitos pode gerar uma superação da realidade, e à classe dominante interessa a permanência da situação vigente.

Marx propõe uma espiral na qual a síntese seria também uma tese para uma nova antítese. Ele afirmava que a ação é anterior ao pensamento e que o trabalho é material e transformador da realidade e da natureza, em direta oposição ao conceito de "trabalho espiritual" defendido por Hegel.

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