História do Brasil: Do Primeiro Império à República
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O Primeiro Império: Brasil após a Emancipação
A emancipação política do Brasil em relação a Portugal trouxe desafios significativos. A participação política estava restrita a grupos privilegiados e detentores do poder econômico. O setor econômico enfrentava uma crise secular: a produção açucareira declinou devido à concorrência das ilhas do Caribe, e o algodão maranhense perdia mercado para o sul dos Estados Unidos. Apenas o café estava em crescimento, impulsionando a lavoura no Vale do Rio Paraíba e a manutenção da mão de obra escrava até o fim do século XIX.
Elaboração da Constituição
D. Pedro I convocou a Assembleia Nacional Constituinte em 1823, no Rio de Janeiro. O grupo reunia políticos liberais, conservadores e defensores de interesses portugueses. Em 12 de novembro de 1823, o Imperador fechou a Assembleia e determinou que a Constituição fosse elaborada por homens de sua confiança.
Confederação do Equador
A outorga da Constituição de 1824 e a imposição do Poder Moderador geraram protestos contra o autoritarismo de D. Pedro I. Em Pernambuco, o movimento ganhou proporções de revolta político-social em 2 de julho de 1824, unindo proprietários e camadas humildes contra o descaso do governo central, culminando na proclamação da Confederação do Equador.
Abdicação de D. Pedro I
A popularidade do Imperador declinou devido ao fechamento da Constituinte, à imposição do Poder Moderador e à repressão a movimentos provinciais. O Partido Brasileiro dividia-se em:
- Democratas: Defendiam a descentralização e ideais republicanos.
- Aristocratas: Defendiam a monarquia constitucional, voto censitário e a propriedade privada.
- Partido Português: Defendia o absolutismo e a centralização do poder monárquico.
Período Regencial
Marcado por disputas entre liberais e conservadores, o período foi gerido por regências trinas. A instabilidade econômica e a exclusão política da maioria da população geraram grande descontentamento social.
Segundo Império: Política e Economia
D. Pedro II assumiu o governo em meio a disputas partidárias. Em 1847, instituiu-se o parlamentarismo, onde o Imperador detinha o Poder Moderador e o primeiro-ministro o Executivo. O período também registrou um surto industrial no Rio de Janeiro e São Paulo, com fábricas de tecidos, chapéus e artigos de consumo local.
Guerra do Paraguai
A partir de 1870, o Império enfrentou pressões internas e externas, incluindo a exigência inglesa pelo fim da escravidão. A Guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai de Solano López) iniciou-se em 1865. O conflito resultou em dívidas externas, perdas territoriais paraguaias e um alto custo humano, acelerando o processo que levaria à abolição da escravatura e à Proclamação da República.