A História da Cana-de-Açúcar nas Ilhas Canárias
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A Cana-de-Açúcar nas Ilhas Canárias
A cultura da cana-de-açúcar foi introduzida por Pedro de Vera em 1485. Tornou-se o pilar da economia das Ilhas Canárias durante a primeira metade do século XVI, devido à elevada procura nos mercados europeus.
A cana-de-açúcar foi implantada inicialmente na Gran Canária e, posteriormente, em Tenerife e La Palma, à medida que a conquista das ilhas se completava. A Gran Canária tornou-se o centro económico e o principal polo de exportação, superando Tenerife e La Palma.
A cana-de-açúcar era um produto aproveitado na sua totalidade. O açúcar branco era destinado à exportação, enquanto o açúcar mascavo era utilizado para consumo local. Além disso, o caldo da cana era misturado com álcool para a produção de bebidas.
Processo de Extração do Açúcar
- Produção: Cultivo nos canaviais e sistemas de irrigação.
- Primeira fase (Solo): Processamento na fábrica, esmagamento, extração de sucos e redução da fibra seca (bagaço).
- Segunda fase (Cozedura): Utilização de tachos de cobre e vazamento em moldes.
- Terceira fase (Cristalização e purga): Sistema de gotejamento através de um orifício na parte superior do molde.
- Fase final: O açúcar é removido dos moldes e secado. Um inspetor avalia a qualidade: o açúcar branco de alta qualidade é exportado, enquanto o restante é destinado ao consumo local.
- Eliminação: Obtenção de espuma e mel de cana (melaço) através de uma nova cozedura, utilizado para ração animal.
Mercados de Exportação
- Noroeste da Europa, especialmente a Holanda.
- Rota mediterrânica, abrangendo os mercados de Barcelona e Génova.
- Mercado marginal na África e nas colónias americanas.
Crise do Setor Açucareiro
A crise no setor foi causada por:
- Custos de produção: A mão de obra representava 80% do custo total.
- Concorrência: Surgimento de importantes canaviais nas Américas, impulsionados por emigrantes canários.