História Contemporânea: Do Liberalismo à 1.ª República

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Causas da Revolução Liberal Portuguesa

  • Invasões francesas e crise económica grave.
  • Fuga da família real para o Brasil, deixando Portugal sem rei.
  • Domínio inglês no governo (general Beresford).
  • Perda do monopólio comercial com o Brasil, afetando a burguesia.
  • Miséria da população e destruição do país.

Constituição de 1822 (Liberal)

  • Soberania da nação: Poder pelo voto.
  • Igualdade perante a lei.
  • Separação de poderes: Legislativo (Cortes), executivo (rei), judicial (tribunais).
  • Liberdade de imprensa e ensino.
  • Fim do absolutismo e da Inquisição.

Carta Constitucional de 1826

  • Outorgada por D. Pedro IV (sem votação).
  • Soberania partilhada entre rei e nação.
  • Criação da Câmara dos Pares (nomeada pelo rei).
  • Rei com poder moderador (pode dissolver as Cortes).

Resistência Absolutista

  • D. Miguel lidera os absolutistas, querendo restaurar o poder total do rei.
  • Conflito entre miguelistas (absolutistas) e liberais.
  • Vitória final dos liberais em 1834.

Independência do Brasil e Revolução Liberal

Após a Revolução Liberal de 1820, as Cortes quiseram que o Brasil voltasse a ser colónia e exigiram o regresso de D. Pedro. O Brasil, mais desenvolvido, recusou. D. Pedro desobedeceu e, a 7 de setembro de 1822, proclamou a independência e tornou-se imperador do Brasil. A independência foi consequência da tentativa das Cortes de recentralizar o poder em Portugal.

Do Fim do Antigo Regime à Guerra Civil

Com a Revolução Liberal e a Constituição de 1822, acabou o Antigo Regime e instalou-se uma ordem liberal e burguesa em Portugal. D. Miguel, defensor do absolutismo, tentou recuperar o poder com dois golpes falhados. Mais tarde, traiu a Carta Constitucional, proclamou-se rei absoluto e perseguiu os liberais. Isso levou à guerra civil entre liberais e absolutistas (1832-1834), liderada por D. Pedro. Os liberais venceram e D. Miguel foi forçado ao exílio, marcando o triunfo do Liberalismo em Portugal.

Potências Industrializadas no Século XIX

  • Grã-Bretanha (líder inicial).
  • França, EUA, Alemanha, Japão.
  • Itália e Rússia (mais tarde).

Revolução dos Transportes

  • Uso do vapor em comboios e barcos.
  • Trocas comerciais mais rápidas.
  • Ligações globais: Mundialização da economia.

Mudanças Económicas

  • Novas energias: eletricidade e petróleo.
  • Novas indústrias: química, elétrica, automóvel.
  • Aumento da produção e da comunicação.
  • Vida quotidiana transformada pelas inovações.

Imperialismo Europeu no Final do Século XIX

Posição Hegemónica da Europa

Dominância sobre os povos colonizados dos continentes africano e asiático. Atuação económica, financeira, científica, técnica e cultural. As colónias forneciam matérias-primas e eram mercados para produtos manufaturados europeus. Crescimento demográfico nas colónias e destino da emigração europeia. Superioridade financeira europeia permitia investimentos lucrativos.

Políticas Imperialistas

  • Económico: As colónias forneciam matérias-primas baratas e consumiam produtos industriais.
  • Político-Militar: Governança direta, protetorados ou concessões nas colónias.
  • Ideológico e Cultural: Imposição dos modelos europeus nas colónias, como língua, religião, instituições e cultura.
  • Racismo: Crença na superioridade de um povo sobre outros considerados inferiores.

A Conferência de Berlim (1884-1885)

  • Objetivo: Resolver disputas territoriais na África entre potências europeias.
  • Princípio da Ocupação Efetiva: Exigência de povoar e desenvolver os territórios africanos para garantir sua posse.
  • Consequência: Formação de grandes impérios coloniais, com destaque para o império britânico.

O “Mapa Cor-de-Rosa” e o Ultimato Inglês (1890)

Contexto: Projeto português de unir Angola e Moçambique colidia com o projeto britânico de unir o Cairo ao Cabo. Ultimato Inglês: Em 1890, a Inglaterra impôs a Portugal a desistência do “mapa cor-de-rosa”, fragilizando sua posição em África e gerando uma crise política interna.

Causas da 1.ª Guerra Mundial

  • Rivalidades Económicas: Disputa entre Inglaterra, França e Império Alemão pelo domínio das colónias e mercados.
  • Rivalidades Políticas: Nacionalismo e exaltação de valores nacionais, exacerbando os conflitos territoriais, como o caso da Alsácia e Lorena entre França e Alemanha.
  • Formação de Alianças: Tríplice Aliança (Alemanha, Itália, Império Austro-Húngaro) e Tríplice Entente (França, Império Russo, Reino Unido), criando um clima de “paz precária”.
  • Assassinato de Francisco Fernando (1914): Desencadeou a Primeira Guerra Mundial, com a Áustria-Hungria responsabilizando a Sérvia.

A Eclosão e o Desenrolar da 1.ª Guerra Mundial

  • Fases da Guerra:
    • Guerra de Movimento: Caracterizada pela deslocação rápida dos exércitos, com superioridade alemã no início.
    • Guerra das Trincheiras: Estabelecimento de fortificações no solo, prolongando o conflito.
  • Mudança de Equilíbrio: Em 1917, com a entrada dos EUA na guerra e a saída da Rússia, a balança inclinou-se a favor dos Aliados.
  • Fim da Guerra: A Alemanha assinou o armistício em novembro de 1918.

Custos da 1.ª Guerra Mundial

  • Humanos: 8 milhões de mortos e mais de 6 milhões de inválidos.
  • Materiais: Destruição de infraestruturas, como fábricas e campos agrícolas, especialmente na Europa.

Alterações Geopolíticas Pós-Guerra

  • Tratado de Versalhes (1919): Impôs sanções severas à Alemanha, incluindo perda de territórios, desmilitarização e pagamentos de indemnizações.
  • Novos Países: Formação de novos Estados independentes, como Polónia, Hungria, Checoslováquia e Jugoslávia.
  • Sociedade das Nações (SDN): Proposta para preservar a paz, mas enfraquecida pela ausência de adesão dos EUA e países vencidos.

Declínio da Europa e Ascensão dos EUA

  • Problemas Económicos e Sociais: Inflação e escassez de produtos alimentares devido à destruição das infraestruturas. Dependência crescente da Europa em relação aos EUA, que emergiram como a principal potência mundial. Nova Iorque tornou-se o centro financeiro global.
  • Fatores de Crescimento dos EUA: Abundância de recursos naturais e capitais. Desenvolvimento de monopólios. Taylorismo e Fordismo: Métodos de organização do trabalho que aumentaram a produção em massa e a produtividade.

A Crise da Monarquia Constitucional em Portugal

  • Crise Económica e Política: A crise de 1890 afetou a economia portuguesa, gerando descontentamento.
  • Ultimato Inglês e Consequências: A cedência a um ultimato britânico em 1890 fragilizou a monarquia e intensificou a crise política interna.
  • Partido Republicano: Crescimento do movimento republicano devido à insatisfação popular.

Revolução de 5 de Outubro de 1910

  • Derrube da Monarquia: Após o regicídio de 1908, a monarquia perdeu apoio, e a Revolução de 1910 levou à proclamação da República.
  • Características do Novo Regime: O novo regime republicano defendia os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade, com um sistema de governo presidencialista.

Medidas Governativas da 1.ª República

  • Medidas Sociais: Implementação de direitos à greve, descanso semanal e proteções em caso de doença e velhice.
  • Medidas Políticas: Abolição de privilégios de nascimento, separação da Igreja e do Estado, e expulsão das ordens religiosas.
  • Medidas Educativas: Combate ao analfabetismo, universalização do ensino primário e fundação de escolas normais para formar professores.

Conceitos Importantes

  • Imperialismo: Forma de dominação económica, política, militar, ideológica e cultural.
  • Nacionalismo: Exaltação da nação e dos seus feitos históricos.
  • Colonialismo: Expansão territorial para dominar outras áreas.
  • Racismo: Crença na superioridade de um povo sobre outros.
  • Ultimato: Intimação a um Estado para cumprir exigências sob ameaça.
  • Paz Precária: Situação de instabilidade.
  • Fordismo e Taylorismo: Métodos de organização do trabalho industrial.
  • Inflação: Aumento dos preços sem correspondente aumento nos salários.

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