História e Desafios da Educação Rural no Brasil

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O ensino regular em áreas rurais teve seu surgimento no fim do 2º Império e implantou-se amplamente na primeira metade deste século. O seu desenvolvimento através da história reflete, de certo modo, as necessidades que foram surgindo em decorrência da própria evolução das estruturas socioagrárias do país. Com o advento da monocultura cafeeira e o fim da escravidão, a agricultura passou a carecer de pessoal mais especializado para o setor.

Desse modo, o ensino da escola elementar, como a escola técnica de 2º grau, começou a impor-se como uma forma de suprir as necessidades que se esperava fossem atendidas a partir do ensino escolar. Com isso, as revoluções agroindustriais e suas consequências no contexto brasileiro, principalmente a industrialização, provocaram alterações que obrigaram os detentores do poder no campo a concordar com algumas mudanças, por exemplo, a presença da escola em seus domínios. Assim, a escola surge no meio rural brasileiro de forma tardia e descontínua.

A Educação do Campo como Movimento Sociocultural

A educação camponesa se constrói a partir de um movimento sociocultural de humanização. As pessoas, gente simples do campo, tornam-se sujeitos culturais, celebrando sua memória ao resgatar a identidade por meio da educação. No entanto, a educação do campo, além de ser um projeto de renovação pedagógica, caracteriza-se por:

  • Falar através de gestos e símbolos (rituais, músicas, danças e teatros);
  • Utilizar linguagens próprias da cultura camponesa;
  • Contrapor-se ao predomínio da pedagogia da fala e da transmissão unilateral.

Entende-se por Educação do Campo uma concepção elaborada pelos trabalhadores, formulada como resultado das lutas de movimentos sociais populares. Diferentemente do que se propagava quando a educação rural era um projeto ligado ao desenvolvimento do país, hoje a realidade é distinta e o novo rural brasileiro guarda pouca semelhança com o da década de 1950.

O Papel do Professor e a Qualidade do Ensino

Esta investigação teórica evidencia a importância de estudarmos o contexto histórico sobre a educação rural no Brasil. Conforme Tardif e Lessard (2009), a escolarização repousa basicamente sobre interações cotidianas entre professores e alunos. Os preconceitos e dificuldades que assolam essa modalidade de ensino devem ser superados via políticas públicas que norteiem os profissionais da educação, desde sua formação até a prática profissional.

Um professor trabalha, portanto, com e sobre seres humanos. Muito há que se fazer para que se possa atingir uma qualidade positiva na educação rural, sendo evidente a necessidade de prioridade para esta modalidade de ensino.

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