História da Educação de Surdos: Da Antiguidade ao Brasil

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Resumo da História da Educação de Surdos

Na Antiguidade, a deficiência era vista como incapacidade; as pessoas não podiam produzir nem eram livres para cuidar de suas vidas. A deficiência era justificada pela religião como um castigo. Consequentemente, não se prestava atendimento educacional ou social, e o deficiente não participava da família como um de seus membros. Naquela época, nascer surdo era visto como uma punição dos deuses.

Idade Média

Os surdos eram considerados inaptos à educação e ao sacerdócio. Somente eram respeitados juridicamente se falassem, e casavam-se apenas com a permissão do Papa.

Idade Moderna

  • Girolamo Cardano: Médico e matemático italiano que acreditava que os surdos poderiam aprender.
  • Pedro Ponce de León: Monge espanhol, considerado o primeiro professor de surdos.
  • Bonet: Apresentava o alfabeto manual (datilologia) no ensino da leitura e da escrita; entretanto, era radicalmente contra o uso da língua gestual.
  • Abbé de l'Épée: Francês que publicou Instruction de sourds et muets par la voix des signes méthodiques (1776) e fundou, em Paris, a primeira escola pública para surdos.
  • Samuel Heinicke: Alemão que proibiu o uso de sinais na Alemanha e criou o método oral (ou método alemão).

O Congresso de Milão (1880)

No II Congresso Mundial, em Milão, foram estabelecidas resoluções que mudariam a história por 100 anos:

  • Declarou-se a superioridade da fala para incorporar os surdos à vida social.
  • Considerou-se que a utilização simultânea de gestos e oralidade era prejudicial.
  • O método oral puro foi declarado ideal para a educação dos surdos.

Essas recomendações foram aceitas por vários países, exceto pelo grupo americano, liderado por Edward Gallaudet. Vale ressaltar que, dos 255 participantes do evento, apenas três eram surdos.

A Educação de Surdos no Brasil

A história teve início em 26 de setembro de 1857, com a criação do Imperial Instituto dos Surdos-Mudos (Lei nº 839), que utilizava o método combinado.

O estado de São Paulo possui escolas pioneiras, como o Instituto Santa Terezinha, fundado em 1929 pelo Bispo Dom Francisco de Campos Barreto, em Campinas/SP. Inicialmente voltado para meninas, o instituto foi transferido para São Paulo em 1933 e, a partir de 1970, passou a atender meninos e meninas surdas.

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