## História e Evolução da Medicina Tradicional no Mundo
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A medicina tradicional, ou a medicina praticada por curandeiros e mágicos com manifestações religiosas do pensamento mágico, é fundamental na história humana. Essas pessoas são consideradas os primeiros especialistas, independentes de outros artesãos envolvidos na produção; surgiram cedo e ocuparam posições privilegiadas na organização social. É importante refletir que a medicina tradicional é praticada com bastante antecedência ao conhecimento científico. Nos grupos de prática médica dentro das classes mais baixas, ela poderia ser chamada de medicina popular tradicional, que se transmite através da tradição oral.
Contexto Histórico Geral
Neste sentido, recorreu-se aos recursos primitivos e às práticas religiosas e mágicas, como o uso de plantas e raízes para curar doenças. Assim, selecionavam-se todos os frutos naturais que tinham uma ação real ou imaginária. Este pensamento primitivo da medicina geral foi chamado de arcaico. Os praticantes, desde cedo, eram sacerdotes, feiticeiros e curandeiros. No campo da prática arcaica, também foi usado o procedimento cirúrgico chamado trepanação, que consistia em perfurar o crânio.
O primeiro nome a figurar nos anais da medicina é Imhotep, figura que posteriormente foi divinizada como o deus da medicina. Outro documento importante é o Código de Hamurabi, Rei da Babilônia, que inclui uma tabela de honorários e penalidades para os profissionais. Há também o documento histórico chamado Lei de Moisés, que inclui o que poderia ser considerado o primeiro código de saúde. Na Índia, os textos sagrados conhecidos como Vedas revelam aspectos da magia religiosa e mencionam nomes de plantas usadas para diferentes tipos de doenças.
Na Grécia, a arte de curar era ensinada por sacerdotes e curandeiros, alcançando grande desenvolvimento devido às contribuições de Hipócrates, que trouxe conselhos práticos sobre diagnóstico, prognóstico e tratamento de várias doenças. Uma prova da grandeza de sua criação é o Juramento de Hipócrates. O médico grego Galeno realizou o último grande feito da época, sendo nomeado médico de prestígio do imperador romano Marco Aurélio.
Aspectos da Medicina Tradicional na Espanha
A missão espanhola, entre a conquista e a colonização, estava enraizada no conhecimento médico clássico greco-romano e árabe, que passou a dominar o Egito e Alexandria. O uso de cataplasmas era comum para aliviar dores de cabeça e musculares, além de tratamentos para ferimentos e outros encargos.
Medicina Tradicional nas Américas
- Astecas: Participavam dos atributos sagrados dos sacerdotes e curandeiros. A doença era vista como a ira dos deuses. O "homem-medicina" (Tepati) possuía conhecimento perfeito da proposta curativa, conforme registrado no Códice Badiano.
- Incas (Peru, Bolívia e Equador): Abrangendo também o norte do Chile e Argentina, possuíam conhecimentos avançados de anatomia para cerimônias, embalsamamento e mumificação. A cirurgia era aplicada para a remoção de tumores e sangramentos, prática disseminada e descrita nos escritos de Garcilaso. O papel da mulher era de parteira ou curandeira. A coca desempenha um papel incalculável na cultura peruana; durante a colonização, Felipe II emitiu uma lei para impedir seu consumo, mas os nativos continuaram a usá-la como estimulante.
- Guatemala (Maias): No período pré-hispânico, várias fontes históricas orientam o estudo da medicina, incluindo representações arqueológicas de doenças. Nos Códices Maias, destaca-se a importância do deus maia da medicina. A cultura Maia mostra o caráter sagrado da medicina; o criador maia do mundo foi Hunab Ku, pai de Itzamná.