História da Filosofia: Da Antiguidade à Idade Moderna

Classificado em Filosofia e Ética

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Filosofia Helenística: Refletir sobre a Vida Cotidiana

A Filosofia Helenística buscou refletir sobre a vida cotidiana em coletividade. Foi um movimento em que a sociedade grega obteve grande importância, pois, com os avanços de Alexandre pela Europa, África e Ásia, houve uma junção de culturas (conhecida como helenismo).

  • Cinismo: Radicalismo ao desapego das coisas; o abandono de todos os valores e normas sociais, com o objetivo de descobrir os desejos mais básicos e a satisfação individual.
  • Epicurismo: Felicidade na amizade; o indivíduo devia buscar só aquilo que está ao seu alcance no presente. Para Demócrito, a felicidade só era possível "enquanto se for", ou seja, enquanto se tem vida. A felicidade é o presente, a negação do passado e do futuro.
  • Estoicismo: Imperturbabilidade e desapego das coisas materiais; modelo de vida que busca a felicidade pelo conformismo. O homem deve buscar uma vida simples que está ao seu alcance. Concepção: Conformismo (rejeitar o passado e o futuro, pregar o desejo de uma vida simples sem grandes ambições). A sociedade é mais individual, não mais coletiva.
  • Ceticismo: Descrença do indivíduo com o mundo; não se pode acreditar em nada sem questionar, pois não existe verdade absoluta. Para eles, o homem não tem como conceber a realidade plena das coisas.

Filosofia Medieval

Na Filosofia Medieval, temos o Gnosticismo e a primeira representação teológica do cristianismo. Destaca-se o teólogo Orígenes, que viveu em Alexandria e foi curador da antiga biblioteca. Seu trabalho identificou que na Bíblia existiam duas formas de entendimento: o espírito e a forma não literal de ler a Bíblia (saber sentir o verbo).

Santo Agostinho

Defesa da fé sobre a razão: "Creio para entender e entendo para crer". Sua filosofia foi pautada no pensamento de Platão. Em "A Cidade de Deus", Santo Agostinho combate as heresias e o paganismo. Na obra "Confissões", fez uma descrição de sua vida antes da conversão ao cristianismo. Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza; porém, o conhecimento e as ideias eram de origem divina. Para o bispo, nada era mais importante do que a fé em Jesus e em Deus. A Bíblia, por exemplo, deveria ser analisada levando-se em conta os conhecimentos naturais de cada época. Defendia também a predestinação, conceito teológico que afirma que a vida de todas as pessoas é traçada anteriormente por Deus. Maniqueísmo: dualidade entre o bem e o mal.

Tomás de Aquino

O mérito da filosofia de Tomás de Aquino está exatamente em aliar o pensamento lógico e racional de raiz aristotélica com a fé cristã. Ela é, por essência, a metafísica. Seus pilares incluem: Cristianizar Aristóteles; Deus como o "Primeiro Motor"; e a Escolástica (oratória, gramática e história). Considera Tomás de Aquino que a alma é a forma essencial do corpo, responsável por dar vida a este. A alma humana é subsistente, imortal e única; por isso, o homem tende naturalmente para Deus. A ética tomista é precisamente concentrada neste movimento natural e racional do ser para Deus, culminando na visão ou contemplação imediata do Criador.

Filosofia Moderna e Renascimento

René Descartes

Sua filosofia propõe a separação da filosofia da escolástica. A Escolástica era um modelo de ensino no qual as verdades da Igreja eram oriundas de Deus e Aristóteles. O pensamento geocêntrico foi adotado pelo pensamento cristão. Descartes defende a tese de que as ideias são inatas, ou seja, o conhecimento existe desde sempre. Ele é considerado o pai do racionalismo, pois faz o uso da matemática como forma de conhecimento (razão).

Renascimento Artístico e Cultural: Maquiavel

Maquiavel defende uma nova política. A política até então praticada era de forma idealista, ou seja, uma espécie de ética onde haveria respeito pelo próximo e condições de igualdade. Ele pretende mostrar a realidade política entre os principados. Para ele, cada principado teria uma forma de governo: reinos eclesiásticos, herdados, etc. Obra: "O Príncipe".

Virtú e Fortuna: No âmbito dos valores e práticas que devem ser trabalhadas pelo Príncipe, a Virtú (virilidade, virtude) pode ser entendida como força, potência, merecimento ou competência de um governante em conquistar e manter o poder fazendo o que for preciso, diante das necessidades. Já a Fortuna pode ser entendida como a sorte de alguém que, por força do acaso (ou de Deus, como cita Maquiavel), conquiste o poder ou o mantenha graças aos acasos do destino.

Política de Maquiavel

Na política não há uma ética ideal. Com isto, surge no pensamento de Maquiavel uma mudança na concepção política. Podemos perceber o desaparecimento do sistema feudal e o surgimento do que conhecemos hoje como a formação dos Estados Nacionais. Para ele, o príncipe deve ter duas características: virtú e fortuna. Frases célebres: "Os fins justificam os meios" e "É melhor ser temido do que odiado".

Thomas Hobbes

Para Thomas Hobbes, o homem nasce ruim; o homem é o corpo do homem. Por causa disto, ele elabora sua principal obra, "Leviatã", onde usa a metáfora de um monstro marinho para dizer que este Estado controlaria a tudo e a todos. Transição do estado natural (o homem é o lobo do homem, mau por natureza) para o estado civil.

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