História do Golpe Militar de 1964 e a Redemocratização
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O Golpe Militar de 1964
Ato Institucional Número 1 (AI-1): Este cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a estabilidade de funcionários públicos.
Governo Castello Branco (1964-1967)
Estabeleceu eleições indiretas para presidente. Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estavam autorizados o funcionamento de dois partidos: o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA).
Governo Costa e Silva (1967-1969)
Foi eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil. Em MG e SP, greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar. A guerrilha urbana começa a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e sequestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada. Decreta o Ato Institucional Número 5 (AI-5). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas corpus e aumentou a repressão militar e policial.
Governo da Junta Militar (31/08/1969 - 30/10/1969)
O MR-8 e a ALN sequestram o embaixador dos EUA, Charles Elbrick. Exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida. Em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária".
Governo Médici (1969-1974)
Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-CODI atua como centro de investigação e repressão do governo militar.
Governo Geisel (1974-1979)
Lento processo de transição rumo à democracia. Fim do milagre econômico. Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.
Governo Figueiredo (1979-1985): Lei de Anistia
A Redemocratização e a Campanha pelas Diretas Já
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal. Era o fim do regime militar. Porém, Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988, é aprovada uma nova Constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.