História e Regras dos Esportes Paralímpicos

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Em 1956, na Holanda, houve a fusão do voleibol convencional e o sitzball, esporte alemão que não tem a rede, praticado por pessoas com mobilidade limitada e que jogam sentadas, resultando no voleibol sentado. Na modalidade, podem competir amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora.

Na Paralimpíada de Toronto (1976), o voleibol sentado teve jogos de exibição. Desde 1993, existem campeonatos mundiais masculinos e femininos da modalidade. Até Sydney (2000), o voleibol paralímpico era dividido entre a categoria sentada e em pé. A partir de Atenas, por decisão do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), o Brasil estreou na disputa em Beijing (2008) com atletas com lesões nos membros inferiores (muitos são vítimas de acidentes de trânsito) e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora (sequelas de poliomielite, por exemplo).

A quadra mede 10 por 6 metros, e a altura da rede é inferior à da modalidade convencional, com 1,15 m do solo no masculino e 1,05 m para o feminino. Os atletas jogam sentados na quadra. No voleibol paralímpico, o saque pode ser bloqueado.

A quadra se divide em zonas de ataque (2 metros) e defesa (3 metros) e é permitido o contato das pernas de jogadores de um time com os do outro, porém eles não podem obstruir as condições de jogo do oponente.

Cada jogo é decidido em melhor de cinco sets, vencendo o time que marcar 25 pontos no set. Em caso de empate, ganha o primeiro que abrir dois pontos de vantagem. Há ainda o tie-break de 15 pontos. Na Holanda, no final de 1953, o Athletics e o Sitzball, originários da Alemanha, foram os primeiros esportes praticados. Logo em seguida, percebeu-se que o Sitzball seria ideal. Cada equipe pode ter 12 jogadores inscritos, dos quais 10 são amputados e dois são les autres (os outros) – com outras lesões que, sob avaliação técnica, possam ser encaixados na classificação funcional.

Classificação: O sistema de classificação funcional do voleibol é dividido, portanto, entre amputados e les autres. Para amputados, são nove classes básicas baseadas nos seguintes códigos:

  • AK - Acima ou através da articulação do joelho (above knee);
  • BK - Abaixo do joelho, mas através ou acima da articulação tálus-calcâneo (below knee);
  • AE - Acima ou através da articulação do cotovelo (above elbow);
  • BE - Abaixo do cotovelo, mas através ou acima da articulação do pulso (below elbow).


O goalball é uma modalidade esportiva desenvolvida especificamente para pessoas com deficiência visual. É baseado nas percepções auditivas e táteis, como também na orientação espacial. Caracteriza-se como uma atividade dinâmica, interessante e especial. São três jogadores em cada equipe, que lançam a bola, rolando-a no piso da quadra, para tentar fazer o gol. A outra equipe tenta impedir o gol com os três jogadores deitando-se no piso para realizar a defesa da bola lançada pelo adversário e, assim, a disputa segue em duas etapas; vence o jogo a equipe que conseguir o maior número de gols.

Histórico do Goalball

O esporte foi criado na Alemanha logo após a II Guerra Mundial, em 1946, pelo alemão Hans Lorenzer e pelo austríaco Sepp Reindl. O intuito de sua criação era a reabilitação de veteranos de guerra com deficiência visual por intermédio da prática esportiva (IBSA, 2006).

Quase trinta anos após sua origem, mas ainda apenas como evento de exibição, a modalidade fez sua primeira aparição internacional em 1972, nos Jogos Paralímpicos de Heidelberg, na Alemanha (MATARUNA et al., 2005). Em 1976, foi incorporado ao programa esportivo dos Jogos Paralímpicos de Toronto, no Canadá, apenas no gênero masculino. A ampliação para o gênero feminino ocorreu somente em 1984, nos Jogos de Nova Iorque, nos EUA, após a disputa do primeiro campeonato mundial em 1978, na Áustria (MATARUNA et al., 2005).

No Brasil existem duas vertentes sobre a introdução da modalidade. Uma aponta Steven Dubner como o "Charles Miller" do goalball. De acordo com esta linha, Steven trouxe a primeira bola de goalball para o país em 1985, no Clube de Apoio ao Deficiente Visual (CADEVI), de São Paulo, e ajudou a disseminar sua prática (CBDC, 2006; MATARUNA et al., 2005).

A outra versão aponta o início formal da prática após o mundial de Goalball da Holanda em 1986. Mário Sérgio Fontes foi enviado a este evento com o intuito de conhecer a modalidade e retornou ao país com as regras e as bolas oficiais (CBDC, 2006; MATARUNA et al., 2005). Apesar das diferentes informações, o marco da sistematização da modalidade no Brasil é a realização do I Campeonato Brasileiro de Goalball, em Uberlândia, no ano de 1987 (CBDC, 2006). No Brasil existem duas vertentes sobre a introdução da modalidade. Uma aponta Steven Dubner como o "Charles Miller" do goalball. De acordo com esta linha, Steven trouxe a primeira bola de goalball para o país em 1985, no Clube de Apoio ao Deficiente Visual (CADEVI), de São Paulo, e ajudou a disseminar sua prática (CBDC, 2006; MATARUNA et al., 2005).

A outra versão aponta o início formal da prática após o mundial de Goalball da Holanda em 1986. Mário Sérgio Fontes foi enviado a este evento com o intuito de conhecer a modalidade e retornou ao país com as regras e as bolas oficiais (CBDC, 2006; MATARUNA et al., 2005). Apesar das diferentes informações, o marco da sistematização da modalidade no Brasil é a realização do I Campeonato Brasileiro de Goalball, em Uberlândia, no ano de 1987 (CBDC, 2006).

Em competições internacionais, a equipe brasileira debutou nos Jogos Pan-americanos da IBSA de Mar del Plata, na Argentina, em 1995. Mas o grande divisor de águas, responsável pela crescente procura pela sua prática, consequente aumento do número de equipes e desenvolvimento da modalidade no país foi, indubitavelmente, a realização do VII Campeonato Mundial em 2002, na cidade do Rio de Janeiro. Este evento possibilitou a evolução e a capacitação de nossos atletas, técnicos e dirigentes ao proporcionar o contato direto com o que havia de melhor em nível mundial. Tal evolução da modalidade em nosso país pôde ser comprovada pelas conquistas posteriores ao mundial do Rio, entre as quais podemos citar a primeira participação do Brasil em Jogos Paralímpicos, em Atenas (2004), e a medalha de prata nos IV Jogos Pan-americanos da IBSA realizados em São Paulo, em 2005, ambas as conquistas com a equipe feminina (CBDC, 2006).

Esta classificação só poderá ser feita por médicos oftalmologistas em clínicas ou consultórios especializados. As classes visuais são reconhecidas pela IBSA. As três diferentes categorias competem juntas em igualdade de condições, pois os atletas têm os olhos devidamente bandados e vendados para impossibilitar o uso de qualquer resquício visual.

  • Bola: Pesa 1,250 kg.
  • Quadra: As dimensões oficiais da quadra são 18 m de comprimento x 9 m de largura, em formato retangular. As traves ficam sobre as linhas de fundo da quadra e medem 9 m de largura x 1,30 m de altura. Cada metade da quadra é dividida em três áreas de dimensões idênticas: área neutra, área de ataque (ou de lançamento) e área de defesa (3 m para as alas, 1 m para o pivô, 0,50 m).

A área de ataque (ou de lançamento) limita a ação ofensiva das equipes. O primeiro contato da bola com o solo, após o lançamento dos jogadores, deve acontecer obrigatoriamente até a linha que separa a área de ataque da respectiva área neutra da meia-quadra de cada equipe, para que os defensores tenham tempo de ouvir e perceber a trajetória da bola lançada. A área de defesa cerceia as ações defensivas. Somente é permitido aos jogadores efetuarem a defesa das bolas lançadas pelos adversários com parte do corpo em contato com esta área. Sendo esta área o principal ponto de referência para laudos de orientação espacial dos jogadores, existem diferentes marcações (linhas táteis) em seu interior diferenciando-a das demais áreas. São as linhas do ala esquerdo, do pivô e do ala direito.

Jogadores - Cada equipe é composta de três jogadores em quadra e até três reservas. São permitidas três substituições, não se contabilizando como parte dessas três possíveis as substituições realizadas no intervalo. Ao entrarem em quadra, os atletas devem estar devidamente bandados e vendados para que não haja desigualdade de condições entre os que não enxergam e os que possuem algum resíduo visual.

Tempo - A duração da partida é de 2 tempos de 10 minutos com 3 minutos de intervalo entre eles. É permitido o pedido de até três tempos técnicos por equipe, com duração de quarenta e cinco segundos cada um.

Infrações - As infrações invertem a posse de bola durante a partida. Elas são marcadas quando os jogadores: não esperam a autorização do árbitro para lançar após qualquer interrupção da partida (premature throw – lançamento prematuro); tentam passar a bola para o companheiro e jogam-na para fora da quadra (pass out – passe fora); defendem a bola lançada pelo oponente, mas ela retorna à meia-quadra adversária ultrapassando a linha de centro (ball over – bola perdida); entre outras situações.

Penalidades - As penalidades podem ser individuais ou coletivas. Em ambos os casos, somente um jogador da equipe penalizada permanece em quadra para defender o tiro livre.

Na ocorrência de penalidades individuais, o jogador que a cometeu deve permanecer em quadra para defendê-la. Em caso de penalidades coletivas, o jogador que realizou o último lançamento de sua equipe antes do pênalti deve defendê-la. São exemplos de penalidades individuais: o lançamento em que a bola tem seu primeiro contato com o solo após a área de ataque (high ball – bola alta);


o terceiro arremesso consecutivo de um jogador da mesma equipe (third time throw – terceiro arremesso consecutivo); defender a bola fora da área de defesa da meia-quadra de sua equipe (illegal defense – defesa ilegal); entre outras.

Penalidades coletivas: Demorar mais de dez segundos para arremessar a bola após o primeiro contato defensivo (ten seconds – dez segundos); atrasar o início ou o recomeço da partida (team delay of game – atraso de jogo da equipe); entre outras.

Arbitragem - Os árbitros têm uma função extra além de apitarem os jogos. Eles também são responsáveis por comandar o jogo, numa espécie de narração para que os jogadores compreendam o que está ocorrendo na partida e para facilitar o entendimento da torcida, que, na maioria das vezes, é formada por pessoas com deficiência visual. Na versão oficial, são onze árbitros no total: dois árbitros principais (um de cada lado da quadra); quatro juízes de linha (um em cada quina da quadra), responsáveis pela reposição de bola; cinco mesários com funções de cronometragem, marcação dos arremessos, substituições, tempos técnicos, controle de penalidades etc. (sendo 5 mesários: 1 cronometrará os 18 s, 1 cronometrará o tempo de jogo, 1 cuidará das substituições, 1 das penalidades, 1 das faltas; e mais 2 árbitros principais e 4 juízes de linha).

São os dois árbitros principais que orientam a dinâmica do jogo, estabelecendo certa ordem por intermédio de comandos padronizados na língua inglesa. Mesmo nos campeonatos realizados no Brasil, são utilizados os comandos em inglês, visando a facilitar o entendimento dos atletas do país em eventos internacionais. São exemplos da utilização de comandos básicos: iniciar ou reiniciar a partida após qualquer interrupção (play – inicia/joga); indicar que o lançamento foi para fora da quadra sem tocar em nenhum jogador oponente (out – fora); indicar que a bola lançada saiu de quadra após ser bloqueada pelo defensor, mantendo a posse de bola com a equipe que a defendeu (block out – bloqueio fora).

Competições - Em nível internacional, os jogos paralímpicos são, sem dúvida, a competição de maior destaque. Atualmente eles são realizados nas mesmas instalações dos jogos olímpicos e iniciam-se poucos dias após o encerramento destes. A organização dos jogos paralímpicos é de responsabilidade do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, 2006).

Existem também competições continentais a cada dois anos, em anos ímpares (Pan-americano, Europeu etc.) e jogos mundiais a cada quatro anos, nos anos pares, em que não ocorrem os jogos paralímpicos. Ambos os eventos são organizados pela IBSA (IBSA, 2006).


No Brasil, existem competições regionais e nacionais organizadas pela CBDC. Atualmente são cinco regionais (realizados no primeiro semestre do ano) semelhantes às divisões geográficas do país, com algumas alterações em virtude da variação do número de equipes participantes em cada região: Regional Centro-Oeste; Regional Norte-Nordeste; Regional Sul; Regional Sudeste I; Regional Sudeste II.

Os campeonatos nacionais da série A (primeira divisão) e da série B (segunda divisão) são disputados por doze equipes cada um, no segundo semestre de cada ano (CBDC, 2006). Existem também outros eventos ou competições informais, realizados por federações estaduais, instituições especializadas, secretarias de esportes das prefeituras etc. Até mesmo campeonatos universitários entre estudantes de Educação Física sem deficiência visual foram realizados: primeiramente em 2004, na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e, em 2005, nas Faculdades Integradas de Amparo (FIA) no Estado de São Paulo, fato inédito no Brasil (CBDC, 2006).

As Traves - As traves são muito importantes também como pontos de referência, pois dão uma ideia geral de toda a quadra, facilitando a "leitura" do espaço pelo mapa mental construído pelos jogadores.

Jogos reduzidos – 1 x 1 e 2 x 1 – com adaptação de quadra, metas e algumas regras são os mais utilizados. Esses jogos proporcionam a elaboração de respostas aos problemas reais de jogo de maneira menos complexa da que ocorre nos jogos formais. É a iniciação de um pensamento tático individual relacionado aos gestos técnicos utilizados no jogo. Como diria Garganta (1995), "o como fazer (técnica) mediado pelas razões do fazer (tática).". Técnica de defesa - Os gestos utilizados pelos jogadores na defesa são classificados como as principais ações do jogo. O momento de defender. Reação é o movimento rápido de deslocamento fixo ou lateral do corpo. Finalização encontra-se deitado lateralmente com os braços estendidos acima da cabeça, esta voltada para trás. Arremesso estático: o jogador realiza o lançamento da bola com o corpo parado. Arremesso em progressão: após um rápido deslocamento à frente (três passos). Arremesso por baixo das pernas. Defesa compacta: nesta defesa, os jogadores apresentam-se concentrados mais ao centro da área da equipe. O pivô centralizado e os alas posicionados na parte final interna das suas referidas linhas. Defesa Diagonal - é um sistema mais complexo. Esta defesa é empregada para defender bolas diagonais. Ataque Simples: o jogador ataca na mesma posição que defende. Ataque Flutuante: o jogador ataca em posição diversa.

História do Movimento Paralímpico

O esporte para pessoas com deficiência existe há mais de 100 anos. Nos séculos 18 e 19, a contribuição das atividades esportivas foi maior no sentido da reeducação e da reabilitação das pessoas com deficiência. Depois da I Grande Guerra (1914/1918), a fisioterapia e a medicina esportiva surgiram como recursos importantes na recuperação das cirurgias internas e ortopédicas.

As primeiras notícias da existência de clubes esportivos para pessoas surdas datam de 1888, em Berlim, Alemanha. Em agosto de 1924 foram realizados, em Paris, os Jogos do Silêncio, com a participação de 145 atletas de nove países europeus. Essa foi a primeira competição internacional para pessoas com deficiência. Durante o evento, no dia 24 de agosto, foi fundado o Comitê International des Sports Silencieux – CISS.

Em 1944, ainda durante a segunda grande guerra, o governo britânico contratou, entre outros, o neurocirurgião alemão Dr. Ludwig Guttmann para começar um trabalho de reabilitação para lesionados medulares, dando origem ao Centro Nacional de Lesionados Medulares de Stoke Mandeville, na Inglaterra. O Dr. Guttmann, também uma vítima da guerra que, como judeu, foi obrigado a fugir da Alemanha nazista, marcou seu trabalho de reabilitação médica e social direcionado aos veteranos de guerra pelo uso da prática esportiva como parte do tratamento médico.

O sucesso do trabalho motivou o Dr. Guttmann a organizar a primeira competição para atletas em cadeiras de rodas e, no dia 29 de julho de 1948 – exatamente a data da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres –, aconteceu a competição denominada Stoke Mandeville Games. Em 1952, ex-soldados holandeses se uniram para participar dos jogos de Stoke Mandeville e, juntamente com os ingleses, fundaram a ISMGF – International Stoke Mandeville Games Federation (Federação Internacional dos Jogos de Stoke Mandeville), dando início ao movimento esportivo internacional que viria a ser a base para a criação do que hoje conhecemos como esporte paralímpico.

Oito anos depois, em 1960, incentivados pelo Dr. Antonio Maglio, diretor do Centro de Lesionados Medulares de Ostia, na Itália, o comitê organizador dos jogos de Stoke Mandeville aceitou o desafio e realizou os jogos em Roma logo após a realização dos Jogos Olímpicos. Usando os mesmos espaços esportivos e o mesmo formato das olimpíadas, 400 atletas de 23 países participaram da primeira Paralimpíada. A partir de Roma, em 1960, e sempre a cada quatro anos, os jogos vêm sendo realizados de forma cada vez mais organizada e sempre com um número crescente de países participantes. Até os jogos de 1972, em Heidelberg, na Alemanha, apenas atletas em cadeiras de rodas participavam oficialmente dos jogos. Em 1976, nas Paralimpíadas de Toronto, no Canadá, houve a inclusão dos atletas cegos e amputados e, a partir de 1980, em Arnhem, na Holanda, a inclusão dos paralisados cerebrais.

A décima segunda edição dos jogos aconteceu em Atenas, na Grécia, berço do movimento olímpico, e Pequim, na China, preparou-se para receber a décima terceira edição dos jogos em 2008. Um dado importante e que demonstra a força do movimento e o seu crescimento contínuo foi o número de países e atletas presentes em Atenas: 3.806 atletas representando 136 países, número maior do que os de Munique nos Jogos Olímpicos de 1972. No capítulo 4 – "De Roma a Atenas" – você encontrará mais detalhes da história de cada um dos jogos paralímpicos de verão e da participação brasileira neles.

O dinamismo e a força do movimento paralímpico levaram seus organizadores a mais um desafio: esportes de inverno. Em 1976, foi realizada a primeira Paralimpíada de Inverno, evento que teve como sede a cidade de Örnsköldsvik, na Suécia. A partir de então e até 1992, os jogos de inverno aconteceram no mesmo ano dos jogos de verão. Em 1994, o ciclo foi ajustado, passando a ser realizado no mesmo ano dos Jogos Olímpicos de Inverno. A nona edição das Paralimpíadas de Inverno aconteceu na cidade de Turim, na Itália, em 2006. Pelo uso constante que fizemos nos parágrafos anteriores, temos uma palavra que já nos é bastante familiar, mas cuja origem precisa ser esclarecida. A palavra Paralímpica deriva da preposição grega "para", que significa ao lado, paralelo, e da palavra "olímpico". Os jogos paralímpicos começaram em paralelo aos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960. A palavra paralímpica era originalmente uma combinação de paraplégico e olímpico. Entretanto, com a inclusão de outros grupos de deficientes e a união das associações ao movimento olímpico, mostrou-se que agora os dois movimentos existem lado a lado.


Desde seu início, em 1948, houve por parte dos organizadores dos jogos para as pessoas com deficiência uma grande preocupação em tornar a competição a mais justa possível, levando em consideração a situação médica de cada participante e, dessa forma, foram surgindo diferentes classes de competidores agrupadas por tipo de lesão. O que inicialmente era apenas uma classificação médica ganhou muito com a contribuição dada pelo professor de educação física alemão Horst Strohkendl. Com seus estudos baseados no desempenho dos atletas, ele estabeleceu uma classificação funcional que tem por base a possibilidade de utilização da musculatura e das articulações preservadas de cada atleta. Essa junção da classificação médica e funcional tornou ainda mais adequada a divisão das classes de competição, permitindo que, em praticamente todas as modalidades esportivas, os atletas possam participar em condições mais próximas em relação às suas deficiências e, com isso, os resultados obtidos passam a ser consequência natural do talento e do treinamento de cada um. A contribuição do Professor Strohkendl foi de grande valia para que o princípio da igualdade pelo esporte pudesse ser atingido. Aqui abrimos um parêntese para falar sobre a participação dos atletas com deficiência mental no movimento paralímpico. A primeira participação deles ocorreu em algumas provas de atletismo em caráter de demonstração nos jogos de Atlanta, nos EUA, em 1996. Para os Jogos de Sydney, na Austrália, em 2000, eles foram oficialmente incluídos nas modalidades de atletismo, basquetebol, natação e tênis de mesa. Em razão de problemas sérios de irregularidades e fraudes encontradas quanto à elegibilidade de alguns atletas presentes em Sydney, houve a suspensão dos atletas com deficiência mental das atividades promovidas pelo IPC até que se encontrasse um meio eficaz e seguro de definir sua elegibilidade, e por isso eles não participaram dos jogos de Atenas 2004. Em decisão recente do IPC publicada em sua página eletrônica de junho de 2006, foi reafirmada a definição de não participação dos atletas com deficiência mental até os Jogos Paralímpicos de Pequim – 2008. A partir de 2009, o sistema de elegibilidade passou a ser de responsabilidade de cada modalidade esportiva, cabendo a ela definir, se for o caso, as normas de participação dos atletas deficientes mentais (na Inglaterra houve a participação em quatro provas, sendo arremesso de peso, salto em distância, 100 metros e 200 metros).


Finalizando esta parte do breve histórico do esporte para pessoas com deficiência no âmbito internacional mundial, falaremos um pouco do IPC, o Comitê Paralímpico Internacional, que é a principal entidade do movimento paralímpico e tem a responsabilidade de conduzir o programa mundialmente.

O IPC foi fundado em 22 de setembro de 1989 na cidade de Düsseldorf, na Alemanha, pelas quatro entidades, CP-ISRA, IBSA, INAS-FID, ISOD e ISMWSF, que, em 1982, haviam se juntado para criar o ICC.

Como entidade máxima do movimento paralímpico mundial, o IPC é responsável pela organização e execução dos Jogos Paralímpicos de verão e de inverno, das competições multideficiências, como os campeonatos mundiais, e por projetos de fomento desenvolvidos ao redor do mundo. Os Jogos Paralímpicos de Inverno de Lillehammer, em 1994, foram o primeiro evento realizado sob a responsabilidade direta do IPC.

Apesar de o IPC ter menos de 30 anos de existência oficial, o número de países que hoje são filiados atesta o rápido e crescente desenvolvimento do movimento paralímpico em todo o mundo, como ficou comprovado nos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004, em que 3.806 atletas de 136 países estiveram participando da competição. O Brasil é representado oficialmente junto ao IPC pelo CPB – Comitê Paralímpico Brasileiro.

Uma das ações de maior impacto foi, sem dúvida alguma, a assinatura, em 19 de junho de 2001, de um acordo entre o IPC e o COI que tornou obrigatório, a partir de Pequim-2008, que a cidade, ao apresentar sua candidatura para os Jogos Olímpicos de Verão e Inverno, englobe na mesma proposta a realização das Paralimpíadas. Assim, o que vinha sendo feito de maneira informal desde Seul, em 1988, passa a ser requisito na candidatura de qualquer cidade a sede dos jogos olímpicos. O estreitamento das relações entre o movimento olímpico e paralímpico se dá também nas diversas comissões e comitês do COI e do IPC, em que ambos participam em conjunto na busca de melhores caminhos para o esporte mundial.

A evolução do esporte paralímpico também contribui para a modernização da estrutura organizacional do IPC, que hoje tem a sua Assembleia Geral como principal poder de decisão e está constituída por quatro IOSDs – Entidades Internacionais por Área de Deficiência, seis IFs – Federações Esportivas Internacionais, onze IPC Sports – esportes administrados diretamente pelo IPC por serem multideficiência, sete IOSD Sports – esportes sob responsabilidade das IOSDs por serem para uma única deficiência, quatro ROs – organizações regionais, duas IPC Regionais e cento e sessenta e um NPCs – Comitês Paralímpicos Nacionais, entre eles o CPB. O IPC é administrado pela Diretoria Executiva e sua equipe com assessoramento de cinco conselhos e 12 comitês.

O IPC tem um dos mais completos sítios sobre o movimento esportivo das pessoas com deficiência e por isso recomendamos sua visita para conhecimentos.

O IPC tem um dos mais completos sítios sobre o movimento esportivo das pessoas com deficiência e por isso recomendamos sua visita para conhecimentos.

O Movimento Paralímpico no Brasil

Em nosso país, podemos considerar como marco inicial do movimento esportivo para deficientes a exibição da equipe de Basquetebol em Cadeiras de Rodas "PAN JETS", formada por funcionários deficientes da Pan American World Airlines. Eles fizeram duas apresentações no Brasil, em novembro de 1957 no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e em seguida no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A vinda dos americanos foi possível graças aos contatos mantidos por Sérgio Seraphim Del Grande, um jovem esportista de São Paulo que, ao se acidentar em 1951, foi para os Estados Unidos em busca de tratamento. Sua passagem pelo Instituto Kessler, em West Orange, New Jersey, o fez conhecer a reabilitação pelo esporte. Sérgio retornou ao Brasil no final de 1955 e, no ano seguinte, apresentou ao Dr. Renato Bonfim, um dos fundadores da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) de São Paulo, sua experiência com a reabilitação pelo esporte. O Dr. Bonfim passou a ser um dos entusiastas da ideia e deu grande apoio a Sérgio para trazer a equipe americana para as apresentações no Brasil.


Com o sucesso alcançado nas apresentações e incentivado por amigos, Sérgio formou a primeira equipe brasileira de basquetebol em cadeiras de rodas, denominada "Azes da Cadeira de Rodas", que fez a sua estreia em exibição pública em fevereiro de 1958 no Ginásio de Esportes do Conjunto Desportivo Baby Barioni, na Água Branca, em São Paulo. O passo seguinte foi, naturalmente, a criação do primeiro clube voltado ao esporte para pessoas com deficiência. Em 28 de julho de 1958, aconteceu a assembleia de fundação do CPSP (Clube dos Paraplégicos de São Paulo), mais uma iniciativa de Sérgio Seraphim Del Grande, que podemos considerar, sem dúvida alguma, como um dos maiores nomes do esporte paralímpico brasileiro. O CPSP permanece em efetiva atuação até a presente data, oferecendo iniciação, treinamento e oportunidades de competição para deficientes físicos. Sua primeira diretoria eleita teve o Dr. Fernando Boccolini como presidente e Sérgio Seraphim Del Grande como vice. Mais informações estão disponíveis no site: www.cpsp.com.br.

No mesmo ano de 1958, na cidade do Rio de Janeiro, foi criado o Clube do Otimismo, idealizado por Robson Sampaio de Almeida, outro grande nome de destaque no esporte paralímpico, e que contou com o apoio do professor Aldo Miccolis. Em 1959, o CPSP e o Clube do Otimismo realizaram o primeiro jogo de basquetebol em cadeira de rodas entre equipes brasileiras.

Do pioneirismo do CPSP em 1958 aos dias de hoje, centenas de entidades de prática esportiva para as pessoas com deficiência foram sendo criadas. Essas associações e clubes são, como em todo sistema esportivo, a base onde o esporte é efetivamente praticado, desde sua iniciação até as competições de mais alto nível. Sem sua existência, sem o trabalho muitas vezes silencioso e de completa dedicação, na maioria dos casos voluntariamente, dos seus dirigentes e técnicos, não teríamos os atletas para fazer a história do esporte adaptado em nosso país. Organizados por deficiência ou por esporte, eles são filiados às diversas entidades dirigentes estaduais e nacionais e garantem o funcionamento contínuo do esporte paralímpico brasileiro.


Os primeiros 20 anos do movimento brasileiro tiveram como fator principal a dedicação e a abnegação de alguns atletas, dirigentes, entidades e profissionais de educação física, que não mediram esforços no firme propósito de garantir sustentabilidade ao ainda frágil e incipiente desporto paralímpico em nossa terra. Até o final da década de 80, o movimento foi conduzido de forma heróica e conseguiu crescer e fincar raízes graças a um grupo de pessoas, às quais rendemos as homenagens e os agradecimentos. Sem demérito a tantos outros, permitimo-nos citar apenas três pessoas que já nos deixaram e que muito bem simbolizaram essa época de lutas: José Gomes Blanco, Sérgio Seraphim Del Grande e Robson Sampaio de Almeida.

No final da década de 80, para acompanhar os acontecimentos internacionais que sinalizavam um novo rumo na forma de administração do esporte paralímpico e para organizar adequadamente a participação brasileira nos Jogos Paralímpicos de Seul (1988), as entidades nacionais então existentes – a Associação Brasileira de Desporto para Cegos (ABDC), presidida por Mário Sérgio Fontes; a Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR), sob a presidência de José Gomes Blanco; e a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE), tendo como presidente o professor Aldo Miccolis – buscaram o apoio do governo federal por meio da Secretaria de Educação Física e Desportos do Ministério da Educação (SEED-MEC) e da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Deficiente (CORDE).

O trabalho da comissão foi apresentado oficialmente ao público com um ato solene no Salão Nobre do Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, em 11 de agosto de 1988. O evento contou com a presença de patrocinadores, imprensa e ídolos do esporte, com destaque para Roberto "Dinamite" do futebol; os integrantes da equipe Olímpica Brasileira de 1988: "Magic" Paula, do basquete; Ana Richa, do vôlei; Robson Caetano, do atletismo e o querido e saudoso "João do Pulo", Carlos de Oliveira. A proposta de criação do Comitê Paralímpico Brasileiro, discutida na comissão, foi apresentada oficialmente durante a solenidade, firmando-se o propósito de que as ações deveriam ser intensificadas após a promulgação da nova Constituição Brasileira em debate na Assembleia Nacional Constituinte. A constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1988 e, a partir dela, foi iniciado o processo de reforma da lei n.º 6.251/75 e do decreto n.º 80.228/77, finalizado com a sanção da lei n.º 8.672 de 6 de julho de 1993, que ficou conhecida como Lei Zico.

O sucesso da participação brasileira nas Paralimpíadas de Seul (1988), quando foram conquistadas 27 medalhas (quatro de ouro, nove de prata e 14 de bronze), contribuiu para tornar o movimento paralímpico mais conhecido em nosso país e foi decisivo na formulação do modelo de administração esportiva adotado pelo governo eleito em 1989 que, ao assumir em março de 1990, criou a Secretaria dos Desportos da Presidência da República (SEDES) tendo, na sua estrutura organizacional, o Departamento de Desportos para Pessoas Portadoras de Deficiência (DEPED).

A SEDES teve como seu primeiro Secretário o grande atleta do futebol brasileiro, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, que, além de amigo pessoal de José Gomes Blanco, era um entusiasta e incentivador do esporte paralímpico. A partir de 1991, a SEDES incluiu em seu orçamento anual, pela primeira vez na história do governo brasileiro, recursos específicos para o esporte das pessoas portadoras de deficiência.

Em razão da legislação esportiva vigente e ainda não reformulada que continuava a dificultar as ações para a fundação do Comitê Paralímpico, a recém-criada Secretaria resolveu, em janeiro de 1991, reeditar a Comissão Interministerial, mantendo o mesmo formato adotado em 1988 com a participação de dois representantes do Governo Federal, SEDES e CORDE, e os três presidentes das entidades nacionais de desporto para deficientes existentes.

ABDEM – Associação Brasileira de Desporto de Deficientes Mentais. A Deliberação nº 04/85 editada pelo CND – Conselho Nacional de Desportos em 06 de março de 1985 e publicada no Diário Oficial da União em 20 de março do mesmo ano, autorizou a criação da ABDEM sob responsabilidade da Federação Nacional das APAEs. Entretanto, somente em 1989 a entidade entrou em funcionamento, oferecendo esportes para as pessoas com deficiência mental. Filiada internacionalmente à INAS-FID e no Brasil ao CPB, tem como modalidades paralímpicas o atletismo, o basquetebol, a natação e o tênis de mesa. Entretanto, as atividades no movimento paralímpico internacional estão suspensas em razão de problemas com a definição de elegibilidade dos atletas e as discussões sobre o assunto somente serão retomadas em 2009 após as Paralimpíadas de Pequim – 2008.

CPB – Com a fundação do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), em 1989, surgiu uma tendência mundial para a criação de comitês paralímpicos nacionais (NPCs). Passaram os Jogos de Barcelona (1992) e a formação de NPCs já se tornava necessária, pois o IPC precisava ter como filiadas entidades que tivessem representatividade em nível nacional e agregassem modalidades para pessoas com todos os tipos de deficiência.

Os representantes da ABDA, ABDC, ABRADECAR, ANDE e ABDEM, numa decisão conjunta, em 9 de fevereiro de 1995, fundaram o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), com sede na cidade de Niterói, RJ. João Batista de Carvalho e Silva foi indicado para ser o primeiro presidente da entidade. Mesmo com o pouco tempo de existência, o CPB começou a colocar em prática uma de suas principais funções: a organização de eventos paralímpicos nacionais para o desenvolvimento deste tipo de esporte no país. Ainda em 1995, a entidade organizou os I Jogos Brasileiros Paradeportivos em Goiânia. A segunda edição da competição foi realizada no Rio de Janeiro, no ano seguinte.

Com o passar dos anos, o Comitê Paralímpico Brasileiro passou a contribuir progressivamente para o fomento do esporte de alto rendimento para pessoas com deficiência. As iniciativas foram desde a divulgação e a organização de competições até o envio de atletas nacionais para eventos no exterior, com o intuito de lhes proporcionar uma maior experiência esportiva. Estas ações vieram a surtir o efeito esperado durante a Paralimpíada de Sydney (2000), quando o País ficou em 24º lugar no quadro de medalhas, após a conquista de seis ouros, dez pratas e seis bronzes. Na Austrália, a delegação nacional era composta por 64 competidores. Em 2001, ocorreram as eleições do Comitê, e Vital Severino Neto, graduado em Direito, ex-atleta paralímpico e secretário-executivo da primeira gestão do CPB, foi eleito presidente. Foi a primeira vez que uma pessoa com deficiência assumiu o comando da entidade, já que Vital é cego desde a infância. No dia 19 de junho de 2002, a sede do Comitê Paralímpico Brasileiro foi transferida de Niterói para Brasília. Esta medida foi tomada com o intuito de colocar a entidade máxima do esporte paralímpico nacional na cidade que é o centro das decisões políticas do Brasil. Outro motivo foi a maior visibilidade e acessibilidade que o Comitê adquiriu por estar no centro geográfico do país. Atualmente a estrutura do CPB tem como filiadas as seguintes entidades que são oficialmente reconhecidas pelo movimento paralímpico internacional: ANDE, ABRADECAR, ABVP, ABDEM, CBBC, CBDC, Federação Brasileira de Vela e Motor e a Confederação Brasileira de Tênis.


1. História do Futebol de 5 no Brasil

Esta modalidade muitas vezes era jogada em dupla, trio ou até individualmente (um contra o outro). Pela ausência de visão dos jogadores, a orientação dá-se pela audição; portanto, o objeto usado como bola deveria produzir durante o seu deslocamento um som audível para efeito de localização.

Existem relatos de que, na década de 50, no Brasil, os cegos jogavam futebol com latas, garrafas ou recipientes fechados com pequenos objetos em seu interior, a exemplo de chocalhos, sendo que mais tarde passaram a jogar com bolas envolvidas em sacolas plásticas, nas instituições de ensino e de apoio a estes indivíduos.

As primeiras informações que temos da prática desta modalidade de futebol entre pessoas cegas vêm de dentro das instituições que abrigavam cegos, como o Instituto Santa Luzia, em Porto Alegre; o Instituto Padre Chico, em São Paulo; o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro; entre outros.

A primeira competição conhecida entre institutos, associações ou entidades data de 1974, com um torneio realizado em Porto Alegre com a participação de equipes do Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso. Em 1978, nas Olimpíadas das APAEs, em Natal, aconteceu o primeiro campeonato de futebol com jogadores deficientes visuais no Brasil. Uma nova competição realizada no ginásio do Pacaembu, na cidade de São Paulo, contou com a participação de várias equipes de diversos Estados do país. Em 1980, outra participação nas Olimpíadas das APAEs fez com que nascesse um movimento para a organização do desporto de cegos no Brasil, sendo que esta deveria ser elaborada e dirigida por pessoas cegas. Nesse mesmo momento, utilizou-se, pela primeira vez, uma bola com guizos internos. A primeira Copa Brasil foi em 1984, na capital paulista.

A partir de 1984, passou-se a vendar os olhos dos jogadores para que fosse preservada a igualdade de condições entre eles, já que qualquer resquício visual que pudesse proporcionar a percepção de vultos, sombras ou luminosidade traria vantagens significativas ao jogador.


Em 1986, o IPC (Comitê Paralímpico Internacional) reconheceu como primeiro campeonato entre clubes o acontecido na Espanha.

A bola com guizo foi aprimorada e produzida na década de 90 pelo projeto do Ministério dos Esportes, "Pintando a Liberdade", criado na cidade de Curitiba, e que se utiliza da mão de obra de presidiários para a fabricação das bolas. Hoje essa bola é a única reconhecida pela International Blind Sports Federation (IBSA), organização que dirige o desporto de cegos no mundo. Elas são distribuídas gratuitamente pelo mundo todo.

Na América do Sul, na Copa América de Assunção, em 1997, organizada pela IBSA (Federação Internacional de Esportes para Cegos), o Brasil foi o grande campeão. Participaram 4 seleções: Brasil, Argentina, Colômbia e Paraguai.

O primeiro mundial aconteceu no Brasil, em 1998, em Paulínia, São Paulo. O Brasil foi o primeiro campeão mundial, vencendo a Argentina na final. A participação do Futebol de 5 nos Jogos Paralímpicos aconteceu, pela primeira vez, em Atenas, 2004. O Brasil foi o campeão. A Seleção Brasileira possui mais dois títulos paralímpicos: em Pequim 2008, e o último, em Londres-2012, onde o Brasil sagrou-se tricampeão. A Seleção foi a primeira equipe a marcar um gol em Jogos Paralímpicos.

Na atualidade, o futebol de 5 é uma modalidade oficial regulamentada pela IBSA e pela Confederação Brasileira de Desportos para Cegos.

Hoje somos o país com maior número de equipes no mundo, com 40 times distribuídos por 21 Estados. Por isso, o Brasil é também a nação que mais realiza competições.

O "chamador" é a pessoa que fica atrás do gol adversário, orientando o ataque de seu time, dando a seus atletas a direção do gol, a quantidade de marcadores, a posição da defesa adversária, as possibilidades de jogada e demais informações úteis. A cobrança de pênalti, cobrança de falta e tiro direto têm um ritual específico: o "chamador" bate uma pequena barra de ferro nas duas traves para dar ao atleta a dimensão do gol.

Contudo, o chamador não pode falar em qualquer ponto da quadra, e sim quando seu atleta estiver no terço de ataque. Este terço é determinado por uma fita (marcação) que é colocada na banda lateral, dividindo a quadra em 3 partes: o terço da defesa, onde o goleiro tem a responsabilidade de orientar; o terço central, onde a responsabilidade é do técnico e o terço de ataque.


Regras do Futebol de 5

A partida é disputada em 2 tempos de 25 minutos; há uma pequena área de onde o goleiro não pode sair para realizar defesa nem pegar na bola, medindo cinco por dois metros; após a terceira falta, é cobrado um tiro livre da linha de 8 metros ou do local onde foi sofrida a falta.

Tempo: 2 tempos de 25 minutos, com intervalo de 10 minutos, sendo o controle de responsabilidade do cronometrador.

As equipes poderão solicitar 1 minuto de tempo morto em cada um dos períodos, sendo concedido quando a bola estiver fora de jogo.

Quadra de jogo: Sempre aberta para melhor acústica. Comprimento: 42 metros (máximo), 32 metros (mínimo). Largura: 22 metros (máximo), 18 metros (mínimo). Bandas laterais:

Com o objetivo de facilitar um ritmo constante de jogo e impedir os tiros laterais, as cercas terão variação de 100 cm a 120 cm de altura, devendo estar a um ângulo de 90º com a linha de fundo em cada um dos quatro escanteios (cantos).

O jogo será jogado por 2 equipes compostas cada uma com no máximo 4 jogadores totalmente cegos (B1) e um goleiro que poderá ser vidente ou deficiente visual.

No caso de o goleiro ser vidente, não pode ter estado inscrito em nenhuma federação de futebol de salão ou futebol (FIFA) em um tempo inferior a cinco anos.

Cada equipe será composta por 13 representantes, no máximo, com as seguintes funções: oito jogadores, dois goleiros, um diretor técnico, um assistente técnico e um médico ou fisioterapeuta.

O número mínimo estabelecido para o começo da partida será de cinco jogadores (um goleiro e quatro jogadores de linha), podendo acabar a partida por diferentes incidências com três jogadores: um goleiro e dois jogadores de linha.

Poderão ser utilizados jogadores substitutos em qualquer partida que se jogue pelo regulamento de uma competição oficial em nível da IBSA. O número máximo de jogadores substitutos é cinco: um goleiro e quatro jogadores de linha.

Terço: Este terço é determinado por uma fita que é colocada na banda lateral, dividindo a quadra em três partes: o terço da defesa, onde o goleiro tem a responsabilidade de orientar; o terço central, onde a responsabilidade é do técnico e o terço de ataque, onde a responsabilidade da orientação é do chamador.

Voy: Ao contrário do que se imagina, a modalidade tem muitas jogadas plásticas, com jogadas de efeito inclusive. Muitos toques e chutes a gol. Os jogadores são obrigados a falar a palavra espanhola Voy (vou em português) sempre que se deslocarem em direção à bola, na tentativa de se evitar choques. Quando o juiz não ouvir, ele marca falta contra a equipe cujo jogador não disse o Voy.

Penalidade: será excluído da quadra o jogador até que ponha seu equipamento em ordem. O jogador poderá voltar à quadra com a permissão do árbitro, assim que a bola não estiver em jogo.

Faltas: Será sancionado com falta pessoal acumulativa o jogador que de maneira insistente toque seus protetores oculares e a anteface. As faltas são divididas em:

Faltas Técnicas:

  • Para todo o jogador que, no momento de buscar ou disputar a bola, não disser de maneira clara e audível a palavra "VOU" ou similar.
  • Para todo o jogador que, no momento de buscar ou de disputar a bola, o faça com a cabeça baixa proporcionando perigo ao adversário.
  • Derrubar ou tentar fazê-lo contra o adversário, usando as pernas, agachando-se na frente ou por trás dele.
  • Segurar-se nas bandas laterais durante a disputa da bola.
  • Obstruir ou se jogar no goleiro quando ele se encontrar na posse da bola.

Penalidade: cobrança de um tiro livre, e na hipótese da falta dentro da área de meta, uma penalidade máxima será cobrada pela equipe adversária.

Faltas pessoais:

  • Disputar a bola no solo, impedindo o andamento do jogo e o movimento da bola.
  • Usar expressões verbais com o objetivo de enganar ou desorientar o adversário.
  • O jogador que, durante a partida, perturbar insistentemente o silêncio exigido. O futebol de cegos precisa do máximo de silêncio para ser bem jogado e para existir uma melhor orientação dos jogadores.

Penalidade: bola da equipe adversária caso cometa alguma das faltas pessoais, e sua reposição será feita com a cobrança de um tiro livre indireto do lugar onde se cometeu a falta. Se a falta for cometida dentro da área de pênalti, o tiro livre indireto será realizado sobre a linha de 6 metros no ponto desta linha mais próximo ao lugar onde se cometeu a falta.

Faltas disciplinares: Cometidas por atletas, técnicos ou treinadores, massagistas, médicos e preparadores físicos:

  • Protestos repetitivos;
  • Não respeitar as zonas de guias;
  • Demonstrar por palavras ou atos divergências às decisões tomadas pelo árbitro;
  • Todas as atitudes que contrariem o bom andamento do jogo e que tenham sido observadas pelos árbitros ou pelo cronometrador.

Função dos guias: Deverá ser exercida de forma discreta e responsável, sem chegar a prejudicar a ação dos jogadores.

Diretor-técnico: ficará no banco dos reservas da sua equipe, podendo orientar seus jogadores do banco.

Guia atrás do goleiro: ficará atrás do gol da equipe rival com o objetivo de orientar os jogadores atacantes, sem poder ingressar na quadra e sem autorização, em nenhum caso, de dirigir-se aos árbitros para protestar quanto às suas decisões. Poderá marcar as traves, de forma audível, antes da execução de um lançamento com bola parada.

Goleiro Guia: orientará a sua equipe no primeiro terço da quadra, correspondente à sua defesa. Poderá, a critério dos árbitros, quando a bola estiver parada, auxiliar os seus companheiros na realização de tiros livres, pênaltis, como também arrumar a barreira e auxiliar na organização de sua defesa quando ameaçada pelo ataque adversário.

Os árbitros: Exigir dos jogadores a obediência às regras. Terão de pertencer a uma associação ou federação filiada à FIFA.

Penalidades: Sujeitam-se ao cumprimento de suspensão automática com a consequente impossibilidade de participar do jogo seguinte o jogador, diretor-técnico, guia, assistentes técnicos, médico ou massagista que na mesma competição receber:

Cartão vermelho: punido em um jogo; Três cartões amarelos: punido em um jogo; Caso some simultaneamente 3 cartões amarelos e mais 1 vermelho, será(ão) punido(s) automaticamente com a suspensão de 2 jogos. A equipe que colocar os jogadores de maneira irregular em algum jogo da competição ficará sujeita às seguintes condições: perda automática dos pontos conseguidos no caso de vitórias. Tais pontos serão somados para a equipe prejudicada; no caso de empate, serão somados os pontos para a equipe prejudicada.

Serão consideradas inscrições indevidas nos seguintes casos:

  • quando não for inscrito em tempo e forma;
  • quando for inscrito estando no cumprimento de suspensão automática por cartão vermelho ou pela soma de cartões amarelos;
  • quando for inscrito um jogador da categoria B2 ou B3;
  • toda inscrição indevida por parte de diretores técnicos, assistentes técnicos, médicos ou massagistas e guias será punida com a perda de pontos pela equipe infratora e somada à equipe prejudicada;
  • no caso de as duas equipes que se enfrentam não reunirem o número legal de jogadores para a continuação do jogo, ambas serão consideradas perdedoras.

O Atletismo Paralímpico para Deficientes Visuais (DV)

O atletismo DV paralímpico é a adaptação de algumas modalidades do atletismo para atletas com deficiência visual. Entre elas estão as provas de corridas de velocidade (100, 200 e 400 metros), corridas de meio-fundo (800 e 1500 metros), corridas de fundo (5000 e 10000 metros), corridas de revezamento (4x100 e 4x400 metros), corridas de pedestrianismo (provas de rua e maratona), saltos (triplo, distância e altura), arremessos e lançamentos (peso, dardo, disco e martelo) e provas combinadas (pentatlo - disco, peso, 100, 1500 e distância).

História do Atletismo para Deficientes Visuais

A ideia de criar uma organização que pudesse coordenar o esporte para cegos no Brasil surgiu em 1980, quando se realizaram os Jogos das APAEs no Sul do país. Mas foi em 1981, no Campeonato Nacional de Desportos para Deficientes Físicos, em Curitiba – PR, que o projeto amadureceu. Nos anos de 1982 e 1983, diversos campeonatos de futebol para cegos foram disputados, acelerando assim a fundação da CBDC. Em 19 de janeiro de 1984, em uma sessão do Conselho Nacional de Desportos (CND), ocorreu a Assembleia definitiva para efetivação da entidade. As instituições consideradas pioneiras do movimento, que participaram dessa reunião, foram as seguintes: Centro Desportivo de Deficientes do Estado do Rio de Janeiro (Cedeverj, RJ); Serviços de Assistência São José Operário (Sasjo, RJ); Associação dos Deficientes do Paraná (Adevipar, PR); União de Cegos Dom Pedro II (Unicep, ES); Sociedade Luis Braille (SELB, ES), e Associação Catarinense para a Integração do Cego (Acic, SC).


Nos dias atuais, passou a ter a designação de Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC), após aprovação em Assembleia Geral Extraordinária realizada na cidade de Campinas/SP em 15 de dezembro de 2005, tendo como diretriz principal fomentar e desenvolver o desporto de cegos e deficientes visuais no Brasil, representando-o nacional e internacionalmente.

A CBDC é uma Sociedade Civil sem fins lucrativos que congrega entidades de/para cegos, atletas cegos e portadores de deficiência visual e técnicos esportivos, constituindo-se em uma entidade de administração nacional do desporto. Reconhecida pela legislação brasileira como uma entidade de caráter confederativo, é a única organização nacional afiliada à International Blind Sports Federation (IBSA), o que a qualifica como responsável pela representação do Brasil nos eventos por ela organizados.

Atualmente, são de responsabilidade da CBDC a gestão e o desenvolvimento de seis modalidades esportivas: atletismo, futsal, goalball, judô, natação e xadrez. Este trabalho é desempenhado em diversas frentes, como participação e conquista de campeonatos internacionais; promoção de um calendário nacional de competições; treinamento e reciclagem de profissionais; efetivação de parcerias com o poder público, iniciativa privada, instituições de ensino e outras organizações da sociedade civil e um trabalho intenso na mídia.

Essas ações possibilitam a inclusão social de várias pessoas ao difundir a prática esportiva pelos cegos em diferentes partes do Brasil, viabilizando assim a inserção destes atletas no calendário internacional.

O Atletismo para Deficientes Visuais no Brasil

A ABDC, atual CBDC, realiza competições nacionais de atletismo desde a sua institucionalização em 1984 e concentra um grande número de atletas praticantes no país. Hoje a modalidade é destaque tanto nacional quanto internacionalmente. Os excelentes resultados em eventos realizados fora do País e em competições nacionais credenciam o atletismo como o esporte de maior ascensão no cenário paralímpico brasileiro. Nos Jogos de Atenas, por exemplo, os atletas deficientes visuais conquistaram 12 das 16 medalhas da modalidade. Foram duas de ouro, seis de prata e quatro de bronze.

A velocista brasileira Anelise Hermany - B2 foi a primeira medalhista Paralímpica entre os deficientes visuais. Ádria Santos é a maior medalhista cega da história paralímpica brasileira.


Nas provas de atletismo regidas pelo International Paralympic Committee (IPC), os atletas portadores de deficiência visual das classes B1, B2, B3 recebem respectivamente, nas provas de pista, a classificação de T10, T11, T12 e, nas provas de campo, F10, F11, F12.

Os atletas das classes B1 e B2, nas competições, possuem assistência de um atleta-guia, que corre ao lado do atleta cego, ligado a uma corda no pulso ou na mão, ou correndo ao lado, passando-lhes instruções. E nas provas de saltos e lançamentos é permitida a utilização de sinais acústicos e orientações verbais do guia.

Adaptações das Regras

As alterações das regras visam a possibilitar a prática do atletismo pelas pessoas portadoras de deficiência visual.

A principal diferença entre estes dois tipos de atletismo é que a IBSA apresenta um sistema de classificação de seus participantes (Classes B1, B2, B3), segundo os dados do sistema de classificação.

Corridas: os atletas precisam utilizar óculos escuros, vendas ou tamponamento em todas as provas. A corrida é realizada juntamente com um atleta-guia.

O guia nas corridas é o olho do atleta, sendo-lhe permitida a comunicação verbal e física com o atleta. Dentro das técnicas para conduzir o atleta, será permitida a utilização de cordas guias, a condução pelo braço ou pelo uniforme do atleta. No entanto, não é permitido

Algumas regras básicas do guia e de sua função

Assim que o corredor cego cruzar a linha de chegada, o guia deve estar necessariamente atrás dele. O método de condução é de escolha do atleta. Este pode optar por ser guiado com um cordão ou ainda correr livre. Além disso, o corredor pode receber orientações verbais do guia. Bicicletas ou outros meios mecânicos de transporte não podem ser utilizados por guias.

Em nenhum momento o guia pode arrastar o atleta ou impeli-lo com um empurrão. Qualquer infração nesse sentido conduzirá à desclassificação do atleta.

Utilizando-se ou não de uma corda como método de condução, atleta e guia não deverão estar separados por mais de 0,5 m de distância em nenhum momento da prova. Para as corridas de pista em médias e longas distâncias (acima de 400 m), serão permitidos dois guias. Permite-se apenas uma troca de guia para cada corredor. A troca (substituição) deve ocorrer sem prejudicar os demais corredores e deve ser realizada apenas na reta de largada.


Os corredores-guias devem vestir colete de cor laranja, para que sejam claramente diferenciados dos competidores. O técnico, em função das regras aqui descritas e pela experiência, procura traçar o que se chama de ideal do perfil técnico do guia.

Este atleta, em primeiro lugar, deve estar consciente de suas funções como guia, já que passará a ser os olhos dos atletas e o responsável direto pela performance do atleta no momento da competição. Para que isto aconteça, é necessário que ele transmita calma e segurança para o atleta e o domínio da situação e das regras. Deve estar integrado no movimento do paradesporto.

A atividade do guia inicia-se já nos treinamentos e não apenas na competição. Ele deve estar presente no dia a dia dos atletas e possuir conhecimentos das técnicas do esporte.

Corridas: os atletas precisam utilizar óculos escuros, vendas ou tamponamento em todas as provas. A corrida é realizada juntamente com um atleta-guia.

O guia nas corridas é o olho do atleta, sendo-lhe permitida a comunicação verbal e física com o atleta. Dentro das técnicas para conduzir o atleta, será permitida a utilização de cordas guias, a condução pelo braço ou pelo uniforme do atleta. No entanto, não é permitido ao guia puxar, empurrar ou propelir o atleta na busca de uma vantagem sobre os outros competidores. O guia deve estar sempre ao lado ou atrás do atleta, não ficando mais de 50 cm longe dele. Na linha de chegada, o guia deve posicionar-se atrás da linha do atleta para não atrapalhar a arbitragem.

A troca de guias pode ocorrer nas provas com distância acima de 400 m. A troca deverá ser notificada à arbitragem antes da largada da prova e a substituição se dará no local designado pela arbitragem. Será permitida apenas uma substituição. Exceção será feita na maratona, onde podem ocorrer três trocas de guias nos quilômetros 10, 20 e 30. O guia não é um competidor, ele é parte de uma equipe na competição. A qualquer infração das regras pelo guia, a dupla será punida.

A passagem no revezamento ocorre pelo toque entre atletas, guias, atletas e guias. Não existe zona de aceleração neste tipo de prova. O guia, nesse caso, tem de permanecer na mesma linha ou atrás do atleta, mesmo na passagem. O bastão como elemento simbolizador da passagem estará sendo adotado em um futuro próximo. O papel do guia nesse evento é fundamental para que as passagens sejam eficientes.

Saltos: A prova do salto em distância e salto triplo tem como principal diferença a utilização de uma área de impulsão que mede 1,22 m x 1 m, sendo que a distância do salto será aferida a partir do ponto de impulsão na área de impulsão, ou caso esta ocorra antes desta área, será feita a medida na tábua convencional. Nas provas de salto em distância e triplo, o atleta B1 pode utilizar-se de dois guias, sendo um responsável pelo seu posicionamento na pista de aceleração e outro para lhe dar a orientação de direção. Esta configuração do posicionamento dos guias na área de salto não é obrigatória. No entanto, os guias não podem se posicionar dentro da zona de aterrissagem, nem deixar marcas na areia entre o ponto de queda do atleta e a tábua de impulsão. O atleta poderá ter assistência auditiva ou tátil de seus guias, pois nesta prova o atleta poderá ter dois guias para sua orientação espacial.

A área em branco é a área de impulsão que mede 1,22 m de largura por 1 m de comprimento.

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