A História da Revolução Chinesa: Do Império à República
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Revolução Chinesa
A China é um grande país, povoado por cerca de 1,3 bilhão de habitantes atualmente.
A China antes do século XX
Em 1513, os portugueses chegaram em Macau e, em seguida, os espanhóis e holandeses. Nesta época, os chineses cortaram as relações com os europeus (pois estavam explorando o Mar da China.), limitando seu comércio.
A partir do século XVII, intensificou-se a exploração do Mar da China pelos europeus e os ingleses. No final do século XVIII, a dinastia Ching entrou num período de crise econômica e política, abrindo espaço para que os europeus forçassem a abertura dor portos chineses ao comércio.
Em 1839, os ingleses aproveitaram a destruição de um carregamento de ópio para declarar guerra à dinastia Ching, que, derrotada, cedeu Hong Kong e abriu outros cincos portos aos ingleses. Sua condição levou a:
- Abertura de mais portos;
- Concessão de territórios;
- Privilégios econômicos aos estrangeiros, ingleses, americanos, franceses, russos e japoneses.
A Guerra dos Boxers
Nos anos de 1900 e 1901, ocorreu uma revolta nacionalista, apoiada pela imperatriz e alguns governantes, chamada Levante, Revolta ou Guerra dos Boxers*, também chamada de Movimento Yijetuan. Os revoltantes eram pobres rurais e desempregados, cuja responsabilidade era atribuída às importações do Ocidente.
Os rebeldes ocuparam por dois meses parte da cidade de Pequim. Reino Unido, França, Japão, Rússia, Alemanha e EUA conseguiram reunir cerca de 20 mil soldados para combater a revolta. A corte chinesa se transferiu para o Sião (atual Tailândia), o que causou dispersão dos boxers. A monarquia acabou cedendo:
- O fim das sociedades secretas;
- O pagamento de indenizações de guerra;
- Proibição de importar armas.
O levante também fez com que aumentasse a interferência estrangeira na China, diminuindo a autoridade da dinastia Ching, que ruiu alguns anos mais tarde, em 1911.
Após a Guerra dos Boxers, nasceu um novo nacionalismo chinês, não havia mais o ódio contra os estrangeiros, mas sim ações planejadas e coordenadas por jovens que estudaram no exterior. Com a abdicação do imperador, foi implantada a República da China, a qual não adiantou em nada, pois predominavam ainda os valores tradicionais da sociedade cinea e o poder dos senhores da guerra.
Senhores da Guerra - Comandavam importantes áreas da região central e do sul do país, operando com total independência em relação ao governo central e estabeleciam acordos diretos com as potências estrangeiras.
Nesse período, dois grandes partidos se fortaleceram: o Partido Nacional Chinês (Kuomitang) e o Partido Comunista Chinês (PCC), fundado em 1921, tendo entre seus principais participantes Mao Tsé-Tung.
Em 1925, com a morte do presidente chinês e fundador do Kuomintang, seu general ChiangKai-shek assumiu o poder e conseguiu uma vitória na unificação da China, derrotando os senhores da guerra, em 1928. Ao mesmo tempo enquanto o Partido Comunista Chinês se preparava para defender a concepção de uma revolução camponesa, as rivalidades entre os comunistas e nacionalistas aumentaram, chegando em conflitos armados que duraram anos. Para fugir do governo, o grupo Mao Tsé-Tung foi para o sul do país onde criaram a República Soviética da China.
Em 1934, ocorreu a Grande Marcha, foi quando Chiang Kai-shek começou uma nova campanha que visava o aniquilamento dos comunistas: mais de 500 mil homens, com o apoio militar alemão, bloquearam a linha de abastecimento de alimentos e armamentos dos comunistas e os obrigaram a retirarem para o Norte.
Em 1937, a China foi invadida pelo Japão, buscando expandir seus domínios. Frente a um inimigo comum, os comunistas e nacionalistas se uniram