O Homem como Animal Simbólico e Fantástico
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1. O Homem e o Simbolismo Animal: Signos e Símbolos
Somente os seres humanos têm a capacidade de falar em uma linguagem com significado. Isso nos fornece dois tipos de elementos: um conjunto de palavras (vocabulário) e um conjunto de regras (gramática), pelos quais se podem relacionar as palavras em unidades maiores de sentido. Essa linguagem faz sentido quando a ordem das palavras e as regras permitem a transmissão do significado de uma mensagem. Considere estes dois elementos:
As palavras são signos, que representam algo para alguém. Nos sinais, podemos distinguir o significado e o significante, estabelecendo o sentido. O sentido foi estabelecido por uma convenção ou acordo tácito entre os usuários de sinais, sendo passado de geração em geração.
Há sinais que se referem a outro significado: são os símbolos. Se a relação entre o significante e o significado dos sinais é convencional, a relação do símbolo com o objeto também é convencional, social e cultural. Há símbolos que se espalharam e são comuns em muitas sociedades e culturas.
O Universo Simbólico
- O homem constrói uma relação com o mundo, criando uma urdidura ou um universo simbólico. No universo simbólico, encontramos uma mistura de experiências de vida.
A linguagem e a arte são duas ferramentas essenciais para compreendermos a realidade, pois ajudam a dar sentido aos objetos do nosso ambiente e à nossa própria experiência entre eles e os outros.
O Animal Fantástico
Temos a tendência de caracterizar o ser humano como um animal racional; o homem é o único animal social que possui logos. Mas a origem de todas as construções humanas não é apenas a razão, mas a fantasia ou a imaginação de um animal fantástico. Antes de ser um animal racional, o homem é um animal fantástico, e o que chamamos de razão é a fantasia que começa a tomar forma. O ser humano é um animal capaz de criar fantasias, pois possui um cérebro hiperativo e saúde mental. Isso ocorre porque temos muito a dizer e fazer e, portanto, necessitamos de uma linguagem e de produções artísticas.
Razão e Imaginação Postas em Forma
Tudo isso mostra que, mais do que racionais, somos criaturas fantásticas, capazes de antecipar o que é dado e de desenvolver novas visões e possibilidades. Os seres humanos não reagem a estímulos internos e externos de imediato, como fazem os outros seres vivos; possuímos um sistema simbólico que nos permite interpretar o mundo com formas linguísticas, imagens artísticas, símbolos míticos ou ritos religiosos. O nosso não é um universo puramente físico; nossa vida transcorre em um universo simbólico, do qual os mitos, a religião, a ciência, a linguagem, a ética, a política e a arte são elementos constitutivos.
A razão precisa da fantasia, pois foi a invenção de símbolos que abriu o caminho para a cultura e a civilização. Sem eles, seríamos como animais brutos no plano perceptivo, incapazes de comunicar nosso mundo interior e de trocar experiências com os outros.