“o homem é a medida de todas as coisas” é a máxima do subjetivismo.

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MUNDO Sensível: os sentidos é que determinam a experimentação das coisas e o
entendimento dos factos. Não há verdades (corpo)
» MUNDO INTELIGÍVEL: a razão é que determina o entendimento das coisas. Há
Verdade (alma)
» PENSAR: não basta falar fluentemente, fazer um discurso que cative o auditório. É
preciso saber pensar, articular as razoes ou os argumentos.
» FALAR: os pensamentos tanto de um falante como do outro podem mudar no decurso
da conversa, ou seja, no decorrer da conversa, cada um dos participantes formam um
pensamento que neles não existia antes ou desenvolvem outros que já existiam, mas
numa fórmulação diferente
» ARGUMENTAR: corresponde a um encadear de argumentos intimamente solidários
entre si, com o fim de mostrar a plausibilidade das conclusões.
» PERSUADIR: é uma estratégia de convencer, que consite na habilidade de influenciar
alguém a acreditar, aceitar ou adotar determinada ideia, opinião ou ação, normalmente
recorre-se a recursos emocionais
» CONVENCER: é a habilidade de fazer alguém aceitar uma ideia, opinião por meio de
argumentos sólidos e convincentes. Podemos convencer uma pessoa com as nossas
ideias, mas pára que ela fáça o que desejamos é necessário persuadi-lá


» ELOQUÊNCIA: capacidade de conceção de ideias claras, de as expressar por meio de
palavras bem escolhidas e de frases bem construídas, e das adequar ao auditório,
dependendo esta ultima condição dos tempos, das pessoas, dos lugares e das coisas. É
também entendida como sinónimo de retórica ou arte de convencer (“ quando falares
faz com que as tuas palavras sejam melhores do que o silêncio”)
ARGUMENTAÇÃO:
» FILÓSOFOS: Sócrates e Platão sustentam que a retórica era a negação da própria
filosofia. Platão distingue o discurso argumentativo dos sofistas (procura manipular os
cidadãos), do discurso argumentativo dos filósofos ( procura atingir a verdade através
do diálogo).. A filosofia surge como discurso dirigido à razão, e não à emoções dos
ouvintes. Tem dois usos da linguagem: retórico e filosófico
» SOFISTAS: concentram a atenção em técnicas de persuasão. Visava a manipulação e a ação e preocupava-se mais com a forma do que com o conteúdo. Pára além disso, procurava mais captar a atenção do auditório do que transmitir saber. Os sofistas são identificados por carácterísticas como humanismo (centralidade do ser humano no mundo) e relativismo (cada ser humano tem a sua verdade se a conseguir fundamentar) (“o homem é a medida de todas as coisas” – Protágoras : duplo dualismo)


» PERSUASÃO VS MANIPULAÇÃO: persuasão – bom uso da retórica. Pressupõe alivre adesão do auditório e respeita os princípios éticos de diálogo, como a boa fé e a imparcialidade dos dialogantes. Manipulação – mau uso da retórica. É centrado apenas em convencer o auditório, apelando a uma adesão estritamente emocional. É um discurso normalmente baseado em falácias. Leva o auditório a uma adesão não refletida, não se dirigindo à inteligência dos ouvintes, mas sim à fraqueza.



» 10 ESTRATÉGIAS: a estratégia da distração; criar problemas e depois oferecer
soluções; a estratégia da gradualidade; a estratégia de diferir; infantilização; utilizar o
aspeto emocional mais do que a reflexão; manter a ignorância e a mediocridade;
estimular a complacência com a mediocridade; reforçar a autoculpabilidade; conhecer o
indivíduo melhor do que ele mesmo

» ARGUMENTO COM BASE EM EXEMPLOS: oferecem um ou mais exemplos

específicos pára apoiar a generalização
ARGUMENTO POR ANALOGIA: argumentar a partir de um caso ou exemplo
específico, pára provar que outro caso, semelhante ao primeiro em algum aspeto, é
também semelhante num outro aspeto determinado
» ARGUMENTO DE AUTORIDADE: recorrer ao conhecimento de autoridade na
matéria em questão
» ARGUMENTO SOBRE CAUSAS: partem de conexões e chegam a causas
» ARGUMENTO DEDUTIVO: aqueles em que a verdade das premissas garante a
verdade das conclusões, justamente porque se parte do geral pára o particular
» FALACIAS: argumento inválido com a aparência de válido. Podem ser formais (erros
de raciocínio que resultam exclusivamente da forma logica) ou informais (erro não é da
forma, mas sim do conteúdo)
» SOFISMAS: raciocino erróneo que se apresenta com a aparência de verdadeiro.
Provocado voluntariamente


» PARALOGISMOS: raciocínio erróneo em que se infringem as regras de inferência
válida. São provocados de modo não intencional
TIPOS DE FALÁCIAS: falsa causa; petição de princípió; ad hominem; apelo à força;
apelo à ignorância; apelo à misericórdia; falso dilema; apelo ao povo; apelo à
autoridade; autoridade anónima; sentido comporto; sentido dividido; anfibologia;
equivocidade; falsa analogia; apelo à tradição; apelo ao novo; do espantalho; falsa
transitividade; derrapagem (bola de neve)

» GÓRGIAS: sofista. Foi um verdadeiro fundador da retórica, e é o primeiro professor da

arte de bem falar de que há conhecimento. Segundo ele, a oratória deveria excitar o
auditório até o deixar completamente persuadido, não lhe interessa uma eventual
verdade objetiva. Com Kórax e Tícias, a retórica foi definida como uma arte que não
procurava tratar do verdadeiro, mas do verosímil
» PROTÁGORAS: sofista. Acentua ainda mais a carácterística de que a retórica procura
tratar o verosímil, ao aproximá-lá do seu relativismo filosófico (“o homem é a medida
de todas coisas”)
PLATÃO: filósofo. Opõem-se a Protágoras. Este desvaloriza a retórica remetendo-a
pára o campo da opinião, ou seja, pára o domínio do falso, já que Verdade só há uma


» ARISTÓTELES: discípuló de Platão. Valoriza a retórica, dando-lhe um significado
diferente. Pára ele, a retórica baseia-se na razão e, por isso, esta legitimado o objetivo
que ela busca – a persuasão. Ele estuda, procurando sistematizar, os métodos de
persuasão, bem como os géneros de discurso e os diferentes tipos de argumentação. A
técnica aristotélica consiste nos principais meios ou recursos persuasivos de que se vale
o orador pára convencer o auditório. Posto isto, os meios de persuasão podem ser:
o TÉCNICOS: aqueles que o próprio orador inventa pára incorporar a sua própria
argumentação ou discurso
  • LOGOS: coerência e estruturação logica e racional da mensagem
  • ETHOS: presença e credibilidade do orados. O orador tem de saber
  • passar a mensagem e tem de estar capaz de falar sobre o assunto, ou
  • seja, ser especialista na matéria
  • PATHOS: saber a quem estamos a passar a mensagem. Especificidade
  • do auditório a quem se dirige – crenças, predisposições, conhecimentos prévios, valores,…..
o NÃO TÈCNICOS: existem independentemente do orador: leis, tratados,
testamentos, documentos,…
DELIBERATIVA: tem lugar na assembleia e visa persuadir a que se adote a política que
o orador considera mais adequada. Julga uma ação futura, e é a mais importante visto
que Aristóteles defende o “bem comum” como o bem maior
» FORENSE: utilizada perante juízes ou jurados do tribunal pára os persuadir e pronunciarem-se a favor ou contra o acusado. É útil mas não muito valorizada, visto
que julga uma ação passada e não se vai conseguir mudar o passado


» DE EXIBIÇÃO: tem lugar na praça ou outro local similar, perante o público em geral.
O orador procura impressionar exibindo os seus dotes de oratória , com o objetivo que
os ouvintes queiram “aprender com ele”. Diz respeito a uma ação do presente.
» CIÊNCIAS TEORÉTICAS: relacionadas com o saber explicar (atual conhecimento
científico). Explicar o mundo e e como ele funciona (metafísica, teologia, física,
geometria, astronomia)
» CIÊNCIAS PRÁTICAS: ligadas ao saber agir (atuais campos da ação humana).
Discutem o que é melhor, não há uma verdade concreta (ética, economia e politica)
» CIÊNCIAS POIÉTICAS: têm que ver com o saber fazer (ligadas à produção e técnica) (
poesia, dialética, medicina, musica, ginástica, estatuária)
» LÓGICA: ciência dos argumentos, que tem por objeto o estudo dos argumentos.
Procura elaborar procedimentos que permitam disntinguir os argumentos válidos
daqueles que não o são
DISCURSO: conjunto de enunciados encadeados entre si que, numa situação de enunciação, expressam formalmente uma maneira de pensar e de agir. Existem três tipos
  • INFORMATIVO: cujo o objetivo é dar informações sobre coisas, podendo ou não estar de acordo com a realidade
  • EXPRESSIVO: exprime áquilo que o emissor sente em relação a um objeto, implicando uma apreciação subjetiva
  • PERSUASIVO: objetivo de convencer ou seduzir o auditório, levando-o a alterar o seu comportamento ou assumir uma atitude


» ARGUMENTAR: ato de comunicação (o ser humano perante outro poe em comum as suas opiniões e partilha os seus pontos de vista sobre determinado assunto); ato do quotidiano; ato de razão, pensamento de discurso (concretiza-se na produção de
enunciados ou teses que, a que se acrescentam as respetivas explicações e justificações,
mediante exemplos, provas ou factos, a que chamamos argumentos)
» ARGUMENTAÇÃO: tem a ver com o conteúdo. Produz em torno de temas-problema
sobre os quais recai a dúvida e sobre os quais não há consenso. É o domínio do
verosímil, do provável, do plausível, do razoável. Reconhece-se a possibilidade de
existência de vários pontos de vista, todos eles válidos, desde que bem fundamentados
PROBLEMA: enigma pára o qual se procura encontrar uma resposta
» QUESTÃO: forma particular de formular o problema de modo que o mesmo possa ser
abordado, numa dadá perspetiva, evidenciando alguns aspetos do problema,
secundarizando outros.
» TESE: resposta ou hipótese explicativa sobre um determinado problema
» TEORIA: tese apresentada de forma coerente e apoiada num conjunto de argumentos
convincentes
» ARGUMENTOS: razoes que fundamentam a tese e nos conduzam a admitir uma dadá conclusão. Encadeamento de proposições que justificam as nossas teses. Razoes que suportam os nossos pontos de vista


» CONTRA-ARGUMENTO: razoes que podem ser apontadas pára desmentirem as
afirmações apresentadas
» REFUTAÇÃO: razoes que podem ser indicadas pára mostrar que os contra-argumentos
são inconscientes pára negarem as teses/teorias
» CONCLUSÃO: as respostas a que teremos que chegar tendo em conta a validade dos
argumentos apresentados, assim como os raciocínios efetuados
» VERDADE: diz respeito ao conteúdo ou matéria de um raciocínio. Há um acordo do
pensamento com a realidade. A matéria de um raciocínio é o conteúdo das afirmações,
áquilo que ekas significam e é a ser respeito que falamos de verdade ou falsidade.
VALIDADE: concerne à forma ou estruturação de um raciocínio. Há um acordo do
pensamento consigo mesmo. A forme é o modo como as afirmações são encadeadas,
independentemente da matéria que possamos exprimir, e é a este respeito que falamos
de validade ou invalidade
» RETÓRICA: deriva do grego retorique. Em Atenas, dominar esta arte era sinónimo deter poder. Esta relacionada com a forma, e é sinónimo de “arte de bem falar”. É a arte de persuadir racionalmente mediante a palavra. Como Francis Bacon refere “arte de aplicar
a razão à imaginação pára melhor estipular a vontade”
» CHAIM PERELMAN: foi um dos pensadores que mais contribuíram pára a reabilitaçãoda retórica. Parelman, concebe a retorica como uma maneira de construir uma logica do preferível, procurando reabilitar a arte de persuasão. Segundo ele, “todo o discurso que não aspira a uma validade impessoal depende da retórica”


» ACORDO: ótica cartesiana – consequência natural de uma preposição verdadeira, ou
seja se a proposição é verdadeira, o acordo virá como consequência logica. Parelman –
torna a noção de acordo necessária, sobretudo nos casos em que faltam ou são
insuficientes os meios de prova.
» ACORDOS PRÉVIOS: determinadas proposições incontroversas que já se encontram
aceites pelo auditório (factos do conhecimento público, valores, …) antes do início do
discurso
» AUDITÓRIO: conjunto daqueles que o orador quer influenciar, pela sua argumentação

» FASES DO DISCURSO ARGUMENTATIVO:

  •  INVENTIO: depois de um brainstorming inicial, deve reduzir-se a mensagem a passar aós pontos-chave, procurando fundamentá-los adequadamente
  • DISPOSITIO: reorganização dos argumentos e assuntos a aludir pára um máximo impacto persuasivo
  • ELOCUTIO: decisão quanto ao modo como se pretende apresentar cada ponto: storytelling, citações, multimédia, estatísticas. Deve escolher-se as técnicas retóricas mais adequadas à mensagem, personalidade do orador e público em causa
  •  Memória: é conveniente que se aprenda e memorize a apresentação, de forma a, preferencialmente, não ter de a ler
  •  Áctio: a pratica faz a perfeição. Treino permite-nos identificar vícios da linguagem e não verbais, ensaiar o tom e as pausas e colocar enfase onde ela é necessária.


» CARACTERISTICAS DO BOM ARGUMENTO:

  • ACEITABILIDADE: premissas têm de ser aceitáveis
  • RELEVÂNCIA: premissas relevantes fornecem razoes pára que possamos crer na verosimilhança da conclusão
  • VEROSIMILHANÇA: o bom argumento é aquele que se afigura como verdadeiro, embora possamos dizer como tal
  • JUSTIFUCAÇÃO: as premissas propostas devem ser suficientes pára aceitar a alegação nelas implícita
  • REFUTABILIDADE: um bom argumento deve possibilitar uma refutação efetiva de todos os argumentos que conduzam ao oposto do que estamos a afirmar

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