Identidade, Consciência Moral e Autonomia Humana

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A Relação entre Diversidade e Identidade Cultural

A identidade de uma cultura é um processo dinâmico que sofre alterações a partir do contacto com outras. A identidade cultural, tal como a identidade pessoal, constrói-se pela diversidade cultural; ou seja, a diversidade de experiências que contribuem para o enriquecimento da sociedade ou de um ser humano.

A Necessidade da Relação Eu-Outro

Somos seres humanos porque crescemos entre seres humanos. Cada um de nós aprendeu a ser humano desenvolvendo características genéticas que só a convivência torna possível. Por isso, a vida social é condição da nossa humanização. Aprender a viver humanamente é um processo de desenvolvimento que começa antes do nascimento, alimenta-se de todas as experiências e da comunicação intersubjetiva que cada indivíduo estabelece com os outros. Assim sendo, cada pessoa é o resultado deste processo interacional.

Definição de Consciência Moral

Neste processo de aprender a ser humano, constitui-se a consciência moral. Ter consciência moral é estar ciente dos nossos próprios estados, perceções e ideias. Quando dizemos que temos consciência de um ato, por exemplo, significa que estamos a dar atenção ao nosso modo de agir e às suas consequências; ou seja, a consciência é a autoridade moral e a capacidade de autogoverno.

A Passagem da Heteronomia à Autonomia

A heteronomia é o antónimo de autonomia e significa que a ação foi determinada por outros e não pelo próprio. Já a autonomia é a capacidade de tomar as nossas próprias decisões, agindo em função da consciência moral. A aquisição da consciência marca a passagem da heteronomia para o estado de autonomia, passando a ser a própria consciência quem impõe as leis que deve cumprir, conferindo o estatuto de ser moral ou pessoa.

Razões que Fundamentam a Moral

As razões que fundamentam a moral são:

  • Obediência: Agirmos por obediência aos mandamentos que Deus deu a conhecer.
  • Dever: Agir por dever, enquanto único motivo que torna os seres humanos autónomos.
  • Altruísmo: Por existir em cada ser humano uma tendência que o leva a ser solidário com os outros.
  • Egoísmo: Satisfação do amor-próprio; o ser humano é egoísta mesmo quando é solidário, pois agimos para o nosso bem-estar.

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