O Iluminismo: A Razão como Pilar da Modernidade

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O século XVIII representa o culminar de um processo de mudança iniciado com a Renascença, quando o foco deixa de ser Deus como princípio ordenador do conhecimento, da natureza e da história, para construir a confiança na razão humana como fundamento de uma nova ordem e de uma nova concepção de conhecimento: a ciência da moral, da política e da história.

Os Pilares do Pensamento Iluminista

Basicamente, podemos apontar dois eixos fundamentais:

  • A natureza segundo Francis Bacon: Afirma que o objetivo da aprendizagem é melhorar a vida humana e alargar o domínio do homem sobre a natureza.
  • A prática experimental: A razão iluminada não é a razão dedutivo-geométrica cartesiana, mas o empirismo proposto. É através da descoberta dos limites do conhecimento, na ausência de conteúdos inatos, que se estabelece um novo paradigma.

Essa abordagem inicia-se com Locke, mas é definitivamente reforçada por Newton, ao introduzir o novo método científico experimental. O Iluminismo utiliza a razão como um modelo de conhecimento que integra a metafísica e a matemática com a experimentação. É, essencialmente, uma razão analítica.

Características da Razão Iluminada

Outras características da razão iluminada incluem:

  • Razão Crítica: Permite que os seres humanos ganhem confiança em si mesmos e superem as minorias na história, manifestando-se nas esferas científica, econômica, política e moral.
  • Arma de Crítica Social: A razão busca persuadir governantes e governados a pensar por si mesmos, submetendo todos os aspectos da vida ao tribunal da razão, abandonando o dogmatismo e os critérios de autoridade religiosa ou política.
  • Combate ao Preconceito: A crítica iluminista posiciona-se contra preconceitos, tradições cegas e autoridades externas.

A Secularização do Pensamento

A razão é secularizada, reduzindo o âmbito da fé ao racional. Isso exige a iluminação e a realização de uma progressiva e plena secularização da vida. Esse processo transfere os grandes temas do pensamento teológico para a ordem mundana: a natureza é colocada como ponto de referência, mantendo-se a fé no progresso e incentivando a libertação do ser humano como resultado de seu próprio trabalho na história.

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