O Impacto do Plágio no Ensino Superior Moderno

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Quando um benefício financeiro direto é identificável através desta prática, é possível recorrer aos tribunais para regularizar a situação e indenizar os lesados (neste caso, os autores da propriedade intelectual).

O plágio entre os estudantes é agora uma preocupação crescente para os institutos de educação superior em todo o mundo. Segundo estudos realizados:

  • Um quarto dos estudantes do Reino Unido admitiu recorrer ao plágio;
  • Cerca de 38% dos estudantes da América do Norte também o fazem.

Muitas universidades têm agora avisos nas suas páginas Web que alertam os alunos contra o uso do plágio e algumas usam até programas que detetam o uso desta técnica ilegal nos trabalhos entregues.

Os custos desta atividade ilegal poderão atingir grandes proporções e denigrem a imagem das licenciaturas obtidas no mercado, em geral. Ao mesmo tempo, o plágio causa a redução dos recursos académicos utilizados na pesquisa e educação e reverte-os para a monitorização e deteção de atividades ilegais.

Uma visão alternativa, contudo, é a de que o plágio pode ser uma atividade aceitável, tendo em conta que constitui uma mais-valia para o trabalho futuro dos estudantes.

Passando agora a falar um pouco sobre a evolução natural da educação superior e da motivação para plagiar, esta última sempre existiu, embora, antes do uso geral da internet, fosse um processo mais exigente e intrincado, que envolvia até alguma análise analítica. Era necessário conjugar documentos e a informação entre estes, de forma a criar textos coesos e coerentes. Assim, a educação acolhia um número maior de estudantes motivados e um número menor de horas dedicadas à monitorização dos trabalhos, pela parte dos docentes.

No entanto, com o uso generalizado da internet, todo o plágio passou a requerer muito menos tempo, dinheiro e ficou também acessível a um número maior de pessoas.

Ao mesmo tempo, os códigos de honra académicos anteriormente praticados caíram em desuso e é criado um dilema acerca do plágio: forçar o uso do código de honra académico e prejudicar todos os estudantes, ou não o fazer e arriscar uma deterioração geral dos estudantes a nível intelectual.

Uma das causas que pode ter contribuído também para a mudança das atitudes dos estudantes é a relação atualmente estabelecida entre estes e os institutos de ensino superior; os estudantes são vistos como clientes que estão a adquirir um serviço e os docentes académicos são tidos em conta como vendedores desse mesmo serviço.

Algumas motivações alternativas ao plágio podem não ter apenas a ver com traços de personalidade menos aceitáveis. O plágio é também visto como algo que poupa tempo, tempo esse que pode depois ser utilizado em atividades extracurriculares ou até trabalho em part-time. Assim, o tempo poupado pelo plágio pode ser visto com outros olhos por alunos, que, por exemplo, conseguem pagar os estudos académicos devido ao trabalho part-time que praticam.

O crescimento do número de alunos no estrangeiro pode também justificar o plágio, devido ao tempo extra despendido na tradução de todo e qualquer trabalho escolar que realizam. Ao mesmo tempo, alunos que precisem de atingir um certo nível escolar em termos de notas, para aceder a mestrados ou doutoramentos, podem também ver-se na necessidade de recurso ao plágio.

Assim, podemos concluir que a decisão de plagiar por parte dos estudantes não é influenciada pelos costumes sociais nem pelos códigos de honra académicos, mas sim pelo tempo poupado através do uso dessa técnica ilegal.

Para finalizar, haverá sempre estudantes que escolherão utilizar o plágio pelos benefícios diretos do mesmo, apesar de estarem plenamente conscientes do que isso representa. Deve ser também calculada a relação de custo-benefício que o plágio pode ter na sociedade estudantil e para contrariar o plágio pode ser também analisada a possibilidade de criar um mercado para o mesmo, tornando a prática legal mas dispendiosa.

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